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    29/08/2019 10h18 - Atualizado em 29/08/2019

    Da paixão à profissão

    Uma trajetória que foi da superação de muitas dificuldades à realização do sonho de viver na (e da) roça

    Desde que se entende por gente, a mineira Lucilha de Faria adora fazer queijos. Depois de superar muitas dificuldades – o que inclui uma depressão severa na infância, transformou a paixão em profissão e a profissão em um negócio de sucesso. Hoje, aos 34 anos, ela comanda a Queijaria Pingo de Amor, em São Roque de Minas, na região da Serra da Canastra.

     

    Lucilha sempre gostou das coisas da roça e aprendeu a fazer queijo ainda criança, com seus pais e avós. Gosta tanto da fazenda que teve depressão quando precisou morar na cidade para estudar. “Foi um período muito turbulento. Depois de ter nascido e crescido livre na fazenda, foi um baque ter de ir para cidade. Eu morava com minha avó. Ver meus pais vindo para roça e eu ter de ficar lá, na escola, acabava comigo. Eu me sentia em uma prisão”, lembra. Depois de um longo tratamento e de passar por esta fase difícil, ela decidiu que queria criar sua família na roça e viver do queijo.

     

    Quando voltou para fazenda, depois de terminar os estudos, percebeu a situação financeira de seus pais, com poucos recursos e sem muitas perspectivas. “Eu queria viver da roça, do queijo, mas não sabia como, por onde começar. Foi quando um vizinho, que estava enfrentando dificuldades por causa da seca, pediu pra gente cuidar das vacas dele. Aí, começamos a tirar leite e fazer queijo”, conta ela.

     

    No começo do negócio, por volta de 2012, a produção diária de oito peças de queijo era vendida fresca, ao atravessador, sem muito valor agregado, por menos de R$ 5,00 o quilo. O que não era suficiente pra sustentar a família e levou Lucilha e o marido, André, a quase perder tudo. Foi quando eles decidiram se juntar à Associação dos Produtores de Queijo da Canastra (Aprocan), profissionalizar a produção e agregar valor ao queijo que vendiam.

     

    Inovação e qualidade

    Na retomada da produção, o casal decidiu investir mais na qualidade do que na quantidade. “Passamos a gastar mais leite para fazer o queijo e ter um produto melhor. Por meio do projeto com a Aprocan e o Sebrae, levamos o queijo para a Feira Aproxima, em Belo Horizonte. E depois para o Prêmio Brasil, em São Paulo, onde nosso produto foi premiado. De lá pra cá, a gente vem crescendo muito”, relembra Lucilha.

     

    No começo da história da empresa, eram produzidos diariamente 100 litros de leite e oito queijos, que eram vendidos por R$ 4,50 cada um. Hoje, com um rebanho de 80 cabeças de gado, a fazenda produz 250 litros de leite por dia e 22 peças grandes de queijo canastra. Cada peça é comercializada, em média, por R$ 45. Com o apoio e orientação do Sebrae, Lucilha aperfeiçoou a produção, investiu no desenvolvimento da marca e participou de diversos eventos. Todo o trabalho de identidade visual da marca Pingo de Amor, por exemplo, foi desenvolvido a partir do programa Sebraetec, que subsidia o acesso dos pequenos negócios a serviços tecnológicos.

     

    Na Páscoa de 2019, quando estava construindo a estrutura para abrigar a quarta versão de sua queijaria, Lucilha teve uma ideia para conseguir um faturamento extra. “A criatividade, neste caso, foi motivada por uma necessidade. Resolvi fazer um ovo de Páscoa todo de queijo. Quando fiz um protótipo e postei nas redes sociais, os pedidos não pararam de chegar. No total, vendemos 300 ovos”, lembra.

     

    Logo depois, em junho, o queijo Pingo de Amor foi premiado em um dos principais concursos de queijo do mundo, o “Mondial du Fromage et des Produits Laitiers”, realizado na França. “Chegar lá sem falar francês, sem nunca ter saído do Brasil e ser premiada, depois de tudo o que a gente sofreu, foi uma sensação que eu nem sei descrever.

     

    Este trabalho que o Sebrae faz aqui é muito importante, porque incentiva a profissionalização do produtor e reforça a nossa capacidade de trabalhar por qualidade e buscar mercados que nos valorizem”, avalia a queijeira. 

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