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    26/08/2019 10h04 - Atualizado em 26/08/2019

    Leitor: Vale a pena?

    Inicio este texto pedindo perdão aos ¨ouvidos¨ mais cultos; esqueci faz tempo as regras e normas de ortografia e redação.

    Fui motivada a escrever essa reflexão/desabafo por um acontecimento de hoje à tarde: dirigindo meu carro, comprado a prestação com muito esforço, parei para um pedestre passar pela faixa em frente a um supermercado no centro da cidade; não sou daquelas que se alardeiam como exceletentes motoristas, mas sim de tentar cumprir as regras de transito e conhecer as minhas limitações, enfim, olho no retrovisor, não vem ninguém atrás, paro e espero a pedestre cruzar, quando vou sair noto como a camionete branca que estava no estacionamento do supermercado deu ré para sair e esbarrou no meu carro.

    Como toda situação que não se espera, demorei alguns segundos em reagir, desligo o carro, saio e vou ver. A primeira coisa que vejo é o senhor da camionete meio que debochando: “minha senhora não aconteceu nada” e eu tento falar entre minha surpresa e decepção: “meu senhor sim aconteceu, o senhor deu ré sem olhar para trás e não viu que eu estava parada aqui esperando a pedestre passar!” Ele continuou no seu ar de deboche que não fez nada mal e que não tinha acontecido nada. Olhei o meu carro e tinha apenas um arranhão de 20 cm na traseira, mas já decepcionada com a atitude do senhor, resolvi entrar no carro e voltar para a casa.

    Há tempos venho pensando sobre o que vale a pena. Nossa passagem por esse mundo é tão rápida, não sabemos quando será nossa partida. Mas que vida queremos viver? Uma vida onde tudo vale para ter riquezas? Para ter o prazer de usar roupas caras, de ir aos restaurantes da moda, viajar para o exterior, carrão novo, vale tudo? Sim, aqueles senhores são milionários, vivem uma vida de luxo, mas o que fizeram para conseguir? Foi à custa de contratos “estranhos” onde desviaram dinheiro publico?

    Dinheiro que poderia ter salvado vidas! Vemos prefeitos, vereadores, deputados, governadores, presidentes, etc. que têm uma oportunidade belíssima de ajudar e o que fazem?

    Aproveitam dos seus cargos para se auto promoverem, sem pensar que com sua corrupção estão prejudicando e tirando a vida de outras pessoas. Agora mais perto de nós, vale a pena ser desonesto, furar uma fila, parar em lugar proibido, jogar lixo nas ruas, no córrego, fazer queimadas, “dar aquele jeitinho brasileiro para se dar bem na vida?, etc.” Roubar, agredir, matar por coisas materiais? Usar minha existência nesse mundo para prejudicar os outros? Em meio há tantas desesperanças e tristezas, talvez devêssemos refletir os nossos valores. 

    Certa vez fui numa palestra onde o palestrante queria vender o curso para se ter sucesso, mas ele definia o sucesso como dinheiro.

    Não sou hipócrita, todos precisamos do dinheiro para sobreviver, mas estaríamos dispostos a passar certas barreiras morais para obtê-lo?

    Mas o sucesso não poderia ser simplesmente exercer uma profissão com alegria e dignidade e chegar a casa abraçar a família e ter a consciência de ser uma boa pessoa? Talvez seja o momento de resgatar valores de honestidade, respeito ao próximo, respeito ao nosso bairro, a nossa cidade, a natureza, fraternidade, empatia, educação.

    Talvez minha existência não seja longa, seja sofrida, com dificuldades, mas não quero que seja prejudicando nem desrespeitando o mundo e as pessoas a minha volta. Não será tarefa fácil, mas quero passar meus dias tentando e quando chegar a hora da partida, mesmo sem ter tido “sucesso” na vida, sentir dentro de mim que tentei ser uma boa pessoa e que abandono essa vida melhor que comecei. 

    Então, por isso caro senhor que bateu no meu carro e não teve a menor empatia comigo e consciência para reconhecer o descuido, sou grata. Meu obrigado por me fazer refletir sobre o que vale a pena. O arranhão na tintura do carro vai me fazer lembrar sempre que melhor um arranhão no carro que um arranhão na minha consciência e que ser amável, educado, honesto pode ser que não estão de moda nos dias de hoje, mas é isso que quero levar dessa vida.

    Aitana Ruiz – Passos/MG 

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