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    26/08/2019 08h58 - Atualizado em 26/08/2019

    Dia a Dia: As trovas - Parte 2

    Luiz Guilherme Winther De Castro - Especial para a Folha

    Seguimos hoje com as trovas, recolhidas em nossos guardados, que na verdade me deixam com inveja, pois eu não tenho essa veia artística para compor essas belezas poéticas.

     

    Acredito que se um dia eu arriscar a fazer uma, talvez até consiga, mas, terei de queimar bastante as pestanas.


    Mas, prefiro utilizar a capacidade alheia e divulgar as belíssimas trovinhas encontradas por aí. Então, vamos a elas.

     

    Trova, trovador

    01) Saudade é uma andorinha, / mas uma andorinha estranha: / quando num peito se aninha, / as outras não acompanham... (Colombina) – 02) Saudade – coisa que a gente / não explica nem traduz; / faz do passado presente, / e traz sombras, sendo luz...(C.) – 03) Se é triste sentir saudade, / muita saudade de alguém, / maior infelicidade / é não tê-la de ninguém. (C.) – 04) Uma flor sempre afaga, / ciúmes, raivas não tem; / até mesmo o pé que a esmaga / ela perfuma também. (Héber S. de Lima) – 05) – Não às armas nucleares, / não ao tormento da guerra. / Minha canção sobe aos ares / qual beijo vindo da terra. (Drummond) – 06) Nós temos em cada dia / uma certa preocupação, / Alguns até perdem a alegria / por males que nunca virão. (Vovô Lindolpho) – 07) Abraços, beijos e flores / podem estar numa festa, / ou também cobrindo dores / quando mais nada nos resta! (Nílton da Costa Teixeira) – 08) Abraçadas por espinhos, / tristes cruzes nas estradas / são saudades nos caminhos, / por mãos piedosas plantadas. (N.C.T.) – 09) Neste abraço em que te aperto / com a beatitude de um monge, / sinto meu amor tão perto, / minha esperança tão longe! (N.C.T.) – 10) Cigarra morre cantando, / pena dela a gente tem. / Mas quem não desejaria / morrer cantando também? (Fábio Noronha) – Observação: Acredito que o nome abreviado “C.” seja a mesma Colombina e o “N.C.T.” seja o mesmo Nílton da Costa Teixeira;

     

    Alô, namorados

    11) Amei-te só de me olhares, / o coração advinha: / - Deus faz as almas aos pares, / fez a tua e fez a minha! (América Durão – port.) – 12) Penso às vezes que me queres, / que em meu amor te prendi; / mas eu sei que outras mulheres / morrem de amores por ti. (Beatrix dos Reis Carvalho) – 13) Todo amor tem seus encantos / E seus cuidados também; / Por causa dele é que temos / As penas que a vida tem. (Ovídio Chaves) – 14) Quem viver (triste destino!) / Sem amor, sem querer bem, / Não viveu dentro da vida / A vida que a Vida tem! (Nidoval Reis) – 15) Esquecer-te, prometi; / Não te ver, com fé jurei; / Mas no dia em que te vi, / As juras todas neguei. (Heloisa Cid)
    Além da admirável capacidade poética das pessoas que “inventam”, que criam as trovas, elas são agradáveis de serem lidas e interpretadas. São lições, para mim, filosóficas, que nos colocam para pensar, para entender num texto tão curto uma lição de vida, uma interpretação de várias situações que a vida nos oferece.
    Há trovas sobre vários assuntos, com vários sentidos, trovas jocosas, divertidas, alegres, românticas, tristes e até aquelas que dão uma alfinetada na gente ou nos fazem acordar para algo que ainda não havíamos pensado.
    Sendo assim, ler trovas é aprender muito sobre a vida, é receber lições sobre os mais variados assuntos do cotidiano da vida das pessoas. Elas fazem pensar, meditar, sentir e ainda podem nos fazer rir.
    Mantive a redação das trovas sem alterar nada, do jeito que se apresentam.

     

    LUIZ GUILHERME WINTHER DE CASTRO, professor de Oratória e de Técnica Vocal para Fala e Canto em Carmo do Rio Claro/MG - ex-professor do Ensino Técnico Comercial - formado no Curso Normal Superior pela Unipac
    E-mail: luizguilhermewintherdecastro@hotmail.com 

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