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    20/08/2019 10h25 - Atualizado em 20/08/2019

    Amamentação traz benefícios emocionais para mãe e filho

    o aleitamento materno reforça a imunidade do bebê, reduzindo o índice de mortalidade infantil

    O Agosto Dourado é uma campanha voltada à conscientização de pais e mães sobre a importância da amamentação nos primeiros anos de vida do bebê. Criada pela Sociedade Brasileira de Pediatria, busca incentivar a amamentação e relembrar alguns dos benefícios que este ato traz para a saúde da criança.

     

    Entre outros aspectos, o aleitamento materno reforça a imunidade do bebê, reduzindo o índice de mortalidade infantil e é o alimento equilibrado que contém todas as proteínas, gorduras, açúcares e água que a criança precisa para se desenvolver, além de favorecer o desenvolvimento neurológico e cognitivo. Mais do que isso, a amamentação proporciona outros benefícios para a mulher, pois favorece a puérpera voltar ao seu peso ideal, além de reforçar os vínculos entre a mamãe e o bebê, como explica a psicóloga da Unimed Sudoeste de Minas, Mariana Parreira Lemos.

     


     “Esta ligação começa assim que a mulher descobre que está gestante. Mas para muitas mães e até para familiares é difícil dimensionar este vínculo enquanto o bebê não nasce, ainda que ele já exista. Após o nascimento, o momento da amamentação é quando o bebê tem o contato físico com a mãe, reconhecendo a temperatura e o cheiro dela, por exemplo. Então é um momento de muita intimidade entre a mãe e o filho, que traz mais segurança para o bebê, pois ele se sente protegido e acolhido”.

     


    Ainda que o momento da amamentação seja tão sublime, existem muitos tabus relacionados à prática, o que dificulta e até impede que algumas mulheres amamentem em público ou perto dos familiares. Para Mariana, é preciso respeitar este momento, de modo a deixar a mulher e a criança confortáveis.

     

    “ A decisão de onde e como amamentar, bem como a hora de interromper o aleitamento são totalmente relacionadas à mulher. Porém, existe uma influência da família, amigos e da sociedade em como a mulher vai conduzir este momento. É preciso que esta rede em volta da puérpera tenha respeito pela maneira como a mãe está vivenciando a amamentação e lembrar a todo instante que existem limites.Embora a amamentação tenha todos estes benefícios, é importante recordar de todas as alterações emocionais e físicas pelas quais a mulher passou e continua passando após o nascimento do filho, o que pode ser muito desgastante e gera ansiedade. Quando a puérpera tem o apoio do parceiro, da família e de toda esta rede acerca das decisões dela, a mulher se sente muito mais segura, o que auxilia na saúde dela e da criança também”, explica.

     

     

    Um exemplo citado pela psicóloga é o do momento da visita. Embora seja uma situação importante de ser vivida para que a família e amigos conheçam o bebê, também é um momento delicado, especialmente se a mãe está amamentando.

     

    “ É preciso muita prudência e evitar comentários indesejados, que deixem a mãe desconfortável e estar atento que a mulher está se reorganizando e toda a rotina da casa muda. Também é importante lembrar que o momento da amamentação necessita de tranquilidade para a mãe e o bebê. Ligar antes , para saber se é possível fazer a visita ou mesmo oferecer apoio em alguma atividade que a mãe esteja precisando, como a organização da casa, podem ser formas úteis de estabelecer uma relação respeitosa neste momento”.

     


    E quando a mãe não consegue amamentar?

    Em diversas situações, a mãe não pode ou não consegue amamentar com o leite materno e , muitas vezes, a mulher acaba se tornando alvo de comentários negativos sobre esta decisão. Para Mariana Parreira Lemos, mais uma vez é fundamental lembrar do respeito .

     

    “Hoje em dia a sociedade impõe ‘ a gestação ideal’, o ‘parto ideal’, a ‘amamentação ideal’. Mas, no momento em que, por questões fisiológicas ou mesmo quando há um intenso desgaste da mulher para amamentar, é preciso repensar o que deve ser feito, procurar a ajuda do pediatra e verificar se é possível a administração de um complemento alimentar para o bebê. É uma decisão difícil, especialmente para a mãe por toda esta imposição social, mas com apoio profissional e da família, a mulher pode se sentir mais segura. Só a mulher sabe o que está passando neste momento, por isso deve-se relevar comentários negativos de terceiros sobre esta situação”.

     


    Mesmo que a mulher não possa mais aleitar seu bebê, ainda é possível vivenciar todos os benefícios psicológicos que a amamentação proporciona. “A mãe pode, por exemplo, tentar ela mesma dar a mamadeira quando o bebê for alimentado, colocá-lo em contato com sua pele para que a criança sinta a temperatura e o cheiro da mãe, cantar e ninar o bebê. Tudo isso demonstra afeto e certamente é sentido de forma positiva pela criança”.

     


    A psicóloga reforça que a amamentação se reflete no desenvolvimento emocional da criança. “Todas as situações envolvidas desde a gestação do bebê influencia nos aspectos psicológicos da criança. Se a mãe e o bebê conseguem viver este momento de forma tranquila, seja através do aleitamento materno ou por outra forma de alimentação, a criança tende a ser mais segura e vivenciar as relações sociais de forma mais sadia”, finaliza.  

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