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    19/08/2019 11h46 - Atualizado em 19/08/2019

    Além dos muros do campus

    Lucas Oliveira de Jesus - Especial para a Folha

    Juntamente com o ensino, que é a atividade em sala de aula, e a pesquisa, que pode ser definida como a produção de conhecimento científico, a extensão completa o tripé da universidade brasileira, estabelecendo a interação de mão dupla com a comunidade.

     

    Essa integração com o público de fora da universidade oferece à população o acesso gratuito a diversas atividades e serviços. Desde ações que transformam a realidade até atividades de capacitação, nesta edição, o GR traz algumas ações realizadas pela comunidade acadêmica nas áreas de Educação e Cultura.

     

    Inseridos no propósito de fomentar o desenvolvimento regional, professores e estudantes do Instituto Federal do Sul de Minas Gerais (IF Sul de Minas) e da Universidade do Estado de Minas Gerais (Uemg) oferecem atividades educativas e culturais abertas ao público.

     

    Localizado no bairro Penha II, em Passos, o IF Sul de Minas possui um conjunto diversificado de projetos de extensão, entre eles o REM: Reforço Escolar em Matemática e O Ensino e a Aprendizagem da Tabuada, que abordam o letramento de matemática nas escolas públicas da cidade, além do Festival de Interpretação de MPB, que contou com a participação de alunos das escolas municipais e estaduais de Passos e região.

     

    O coordenador de Extensão da instituição Cleiton Hipólito Alves acredita que os projetos desenvolvidos pelos docentes e discentes criam a oportunidade de integrar a comunidade e a escola, ofertando tecnologia, ensino e capacitação das mais diversas formas, de acordo com as necessidades da população.

     

    O coordenador comenta também sobre o impacto social dos projetos e ressalta que ações como a do Instituto Federal “transformam a realidade, que na maior parte das vezes é deficiente, por meio da cultura, educação e do lazer, em regiões onde não existe a possibilidade de acesso ou até mesmo execução de própria iniciativa, no sentido de desenvolvimento pessoal e melhor qualidade de vida”.

     

    Além disso, Cleiton destaca que a extensão é uma das formas de retorno do investimento realizado no instituto para a sociedade, sendo uma oportunidade de capacitação e conhecimento para toda a comunidade, de forma gratuita.

     


    Letras nas escolas

    Na Universidade do Estado de Minas Gerais (Uemg) também são oferecidas diversas iniciativas de extensão, entre elas o projeto Letras nas Escolas, que frisa a importância do laço entre o ensino superior e os demais níveis da educação.


    O projeto oferece um ciclo de palestras destinadas aos alunos dos anos finais do ensino fundamental e do ensino médio das escolas públicas de Passos.

     

    Com o objetivo de promover discussão sobre diversos temas que são relevantes para a formação humana dos pré-adolescentes e adolescentes, as palestras dinâmicas são ministradas por convidados e estudantes universitários.

     

    Segundo a coordenadora do curso de Letras da Uemg Passos e organizadora da atividade, a professora Dr.a Michelle Aparecida Pereira Lopes, o projeto que atendeu a cerca de 400 jovens passenses é diretamente relacionado à formação humana, por tratar de temática de grande importância para o público-alvo.

     

    “Em 2018, o Letras nas Escolas abordou temas como bullying, mercado de trabalho, a importância do estudo e superação de dificuldades, entre outros. Todos os temas são importantes e pertinentes de aos jovens e adolescentes, porque ao mesmo tempo em que os conscientizam, também promovem reflexões”, afirmou a coordenadora.


    O estudante do curso de Letras e idealizador do projeto Marcos Carlos Pereira destacou a recepção que a ação teve por parte das escolas. “A lição tirada no Letras nas Escolas é o retorno positivo dado pelos diretores, professores e, principalmente, pelos alunos que, depois das palestras, quiseram tirar suas dúvidas com a equipe que estava se apresentando no evento”, contou Marcos.

     

    Brinquedoteca

    Aprovada pela Assembleia das Nações Unidas em 1959 e reconhecida pelo Brasil, a Declaração dos Direitos da Criança estabelece a obrigação de ser resguardado à criança o direito a uma infância feliz e uma ampla oportunidade para brincar e se divertir.

     

    Entendendo o brincar como direito, a professora e coordenadora da Brinquedoteca Itinerante da Pedagogia, Rosânia Aparecida de Sousa Fonseca, destacou que o projeto existe desde 2005. “Ele surgiu com a necessidade de se possibilitar à criança, especialmente, em locais de vulnerabilidade social, a oportunidade do brincar na rua, na comunidade e também em diferentes espaços.

     

    Ação que seria ou deveria ser inerente ao seu desenvolvimento, mas que aos poucos se torna longe de sua realidade em função do atual cenário de violência urbana e das duras jornadas de trabalho realizadas pela família brasileira”, explicou Rosânia.

     

    O projeto desenvolvido por professores e alunos do curso de Pedagogia da Uemg promove, em diversos espaços sociais, atividades educativas e lúdicas que envolvem: jogos pedagógicos, música, dança, leitura, teatro, desenho e pintura.

     

    Além de toda a contribuição para reduzir a desigualdade e outros impactos sociais que afetam o desenvolvimento das crianças, as brincadeiras possibilitam um maior progresso educativo e emocional. “A criança não se desenvolve em um mundo isolado, ela se faz em interação com os adultos e com a realidade que a cerca.

     

    Participa das relações sociais e se apropria de valores e comportamentos próprios de seu tempo e lugar. E pensar a criança é refletir sobre o brincar. Estudiosos afirmam que o brincar é essencial à saúde física, emocional e intelectual do ser humano”, ressaltou a pedagoga.


    O ensino superior e o mercado de trabalho

    Fundado em 2016, o Centro Acadêmico da Engenharia de Produção da Uemg Passos (Caedpro), mesmo sendo uma instituição com foco no público interno, também busca promover ações em prol da comunidade.

     

    Com execução prevista para este mês de agosto, a ação é voltada para jovens de Passos entre 14 e 24 anos do Programa de Aprendizagem Profissional da Rede Cidadã. Com aulas teóricas e dinâmicas interativas, o projeto pretende abordar a relevância do ensino superior dentro do mercado de trabalho e instigar os jovens a conhecerem os cursos de graduação.

     

    A representante do Caedpro, Juliana Ng, comenta que a ideia partiu da necessidade de aumentar o número de alunos da região que ingressam na universidade. “Constatamos que, nos últimos anos, a média de alunos que se inscrevem no vestibular da Uemg Passos diminuiu.

     

    Isso é preocupante, pois se considerarmos que a maioria dos nossos alunos é da região, faz com que acreditemos que a comunidade ao nosso redor não é instigada a entrar em uma rede pública de ensino superior.”

     

    Confira na próxima edição do GR a última parte da reportagem sobre projetos acadêmicos com atividades gratuitas voltadas para a população.
     

     

     Confira esta e outras matérias na nova edição do GR 

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