• Assine (35) 3529-2750

    Fale Conosco contato@folhadamanha.com.br

    WhatsApp (35) 9 8829-8351

       
    ÁREA DO
    ASSINANTE
    ESQUECEU SUA SENHA?
    Você receberá em seu e-mai uma nova senha para login.
    

    Assine 35 3529-2750

    Fale Conosco contato@clicfolha.com.br

    WhatsApp 35 9 9956-5000

    
    14/08/2019 08h46 - Atualizado em 14/08/2019

    Estresse profissional é realidade para 72% dos adultos brasileiros

    A TERAPIA OCUPACIONAL PODE SER UMA SAÍDA PARA TRATAR ESTRESSES DECORRENTES DA SOBRECARGA NO TRABALHO. SINTOMAS MAIS COMUNS DE ESGOTAMENTO PROFISSIONAL SÃO DORES CORPORAIS E DESMOTIVAÇÃO

    Fernanda Freire - Da Redação

    Esgotamento mental, ansiedade, desmotivação, baixa estima, dores na nuca e na coluna são os primeiros sintomas que trabalhadores brasileiros demonstram ao enfrentar condições impróprias no ambiente profissional. Segundo levantamento de 2018 do International Stress Management Association (ISMA-BR), 72% dos brasileiros entre 25 e 65 anos, atuantes no mercado de trabalho, sofrem com o estresse em menor ou maior grau.

     


    O problema pode ser derivado de uma aglomeração de circunstâncias, acredita a terapeuta ocupacional Francine Santos Janczeski Bogo, que atua no espaço Revigora e no Centro Socioeducativo de Passos. “Acúmulo de funções, cobrança excessiva de metas e má relação com os gerentes acontecem no campo emocional da vida dos trabalhadores”, lembrou Francine. Quando esses fatores se somatizam, “embora os funcionários não se atentem muito no começo, as próximas consequências são demonstradas no físico, com dores corporais por exemplo, que denunciam mais”, afirmou.

     


    A estrutura do ambiente de trabalho também colabora para o desempenho do trabalhador. “A luminosidade do computador, a confortabilidade de uma cadeira ou a disposição de móveis em um espaço pode contribuir ou dificultar a rotina”, observou a terapeuta. Espaços de convivência coletiva, como a cozinha, são positivos para fortalecer o relacionamento interpessoal, acrescentou Francine.

     

    Acúmulo

    Com o temor do desemprego, a tendência é que os trabalhadores “queiram abarcar tudo”, cumprindo ordens, por vezes desumanas, dos empregadores. “Essa visão financista que tem por objetivo o lucro é limitante.

     

    Ela não considera importante valorizar o funcionário e prefere sobrecarregar o mesmo, correndo o risco de eliminar a qualidade do produto final e a saúde mental do empregado. O problema é que um trabalhador desmotivado não produz”, ponderou a terapeuta.

     

     

    Para alterar essa prática empresarial, é preciso dedicar atenção aos detalhes. “Verificar o modo de hierarquia e liderança são os primeiros caminhos a serem seguidos: a liderança tem que tomar partido para mudar o contexto. Depois é preciso pensar no modo de organização e funcionamento dos ambientes, se são atraentes e favorecem os funcionários”, avaliou Francine.

     

    Sendo o trabalho a nossa segunda casa, o local em que mais dedicamos horas do nosso dia, a terapeuta afirma que o contratado pode contribuir para além do crescimento dos números da empresa. “O servidor pode ser muito mais do que alguém que alcança metas. Tudo depende de qual relação ele estabelece com o local que presta serviço”, apontou.

     

     

    Resistência

    Apesar dessa ser uma prática saudável aos colaboradores, a terapeuta nota uma resistência das empresas em aderir ao movimento. “Estamos, aos poucos, mudando o olhar e demonstrando o impacto de projetos e estruturas como essa para uma administração”, relatou.

     

    Francine ainda completou que o empreendimento pode contar com uma equipe atuando internamente na corporação, “em casos de instituições maiores, com profissionais de recursos humanos, terapeutas ocupacionais e psicólogos. E a saída para negócios menores é o encaminhamento para atendimento particular”, comentou.

     


    Tratamento


    O alívio do estresse e da rotina paralisante deve ser acompanhado por um profissional, aconselha Francine. “O funcionário vai precisar de alguém para orientá-lo, reavaliar suas questões com o trabalho, a postura e os impactos da mesma em sua vida pessoal”, alertou. Para auxiliar no processo, a terapeuta também costuma sugerir algumas sessões de massagem terapêutica, para “atingir os pontos em gatilho e liberar a pressão”. 

    Mais sobre a editoria

    Guia da Cidade
    INCLUA SEU ESTABELECIMENTO

    Assine (35) 3529-2750

    Fale Conosco contato@folhadamanha.com.br

    WhatsApp (35) 9 8829-8351

    © 1984 - 2019 Folha da Manhã. Todos os direitos reservados.
    Desenvolvido por Mediaplus