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    12/08/2019 08h43 - Atualizado em 12/08/2019

    Fracisco de Assis Souza Lemos, empresário

    "Quero espalhar bondade e exemplo até o fim dos meus dias! "

    Nathália Araújo - Especial para a Folha

    Natural de Alpinópolis, o empresário Francisco de Assis Souza Lemos, de 78 anos, foi o escolhido para receber a homenagem de Pai do Ano, pelo Rotary Clube de Passos.

    Um homem batalhador e de boa conversa, seu Francisco é pai de Tiago, Paloma e Simone, que lhe deram cinco netos muito amados.

    Fundador da Padaria da Mamata e um dos pioneiros no ramo, hoje é o proprietário da Padaria e Confeitaria Branca e ainda está à frente de sua administração.

    Ele conta que precisou de foco para manter o seu empreendimento por tantos anos, já que precisava bancar os gastos da casa e da família e que essa nem sempre foi uma tarefa fácil. 

    Durante uma agradável conversa em seu apartamento, o pai do ano falou, saudoso, de sua falecida esposa, Lúcia, e agradeceu por todos os anos em que viveram juntos, compartilhando sonhos.

    Francisco carrega como princípio o ideal de ser uma pessoa boa, de forma que se torne um exemplo para os mais jovens e que eles contribuam para que o mundo seja um lugar melhor para se viver.


    Folha da Manhã - Como o senhor recebeu a notícia de que seria homenageado como o Pai do Ano?

    Francisco - Recebi com muita surpresa, não esperava por isso! Inclusive, até acho que não sou a melhor escolha (risos), porque existem muitas pessoas com qualidade incríveis nessa cidade. Mas, brincadeiras à parte, estou muito lisonjeado, porque é muito gratificante ver que meus filhos e netos receberam a notícia com muita alegria. Hoje, tudo o que faço é por eles, é sempre visando ao bem-estar das minhas joias raras. Estou muito feliz mesmo!

    FM - O senhor tem três filhos. Considera-se realizado nessa função de pai e, agora, avô?

    Francisco - Bom, nós todos temos sonhos e eu sempre sonhei em ser uma pessoa realizada, tanto como ser humano quanto como profissional. Deus foi extremamente generoso comigo, porque os meus sonhos eram grandes e hoje eles estão se realizando por meio dos meus filhos; tudo que não consegui está acontecendo hoje por meio deles; isso é ainda melhor e não há como não vibrar com essas conquistas. Sim, sou realizado!

    FM - O senhor é natural de Alpinópolis e tem grande afinidade, especialmente familiar, com os alpinopolenses. Essa relação familiar influenciou no papel de pai?

    Francisco - Bom, minha mãe é de Alpinópolis e meu pai é de Passos, então, sempre me referi àquela cidade como minha “terra mãe”. Meus pais já faleceram e costumo dizer que ambos se tornaram santos, porque realmente eram pessoas encantadoras! Acredito que todos precisam de estrutura na vida e esse é o papel da família, eu me inspiro neles em tudo que faço, são meus maiores exemplos! Os casais precisam aprender a perdoar, isso é uma coisa importantíssima em um relacionamento, porque, atualmente, as pessoas se casam em um dia e “descasam” no outro, mas na vida tudo é questão de saber lutar e fazer sacrifícios.

    FM - E a figura do pai, hoje com tantos problemas, na sua opinião, é diferente do pai de antigamente?

    Francisco - Há muitos anos a minha vida é pautada em cima de um livro muito especial, o nome é Bíblia Sagrada. Esse livro me ensina todos os dias que os pais de antigamente enfrentaram os mesmos problemas que nós enfrentamos hoje. Existe muita falta de vergonha, bandidagem, pessoas sem caráter e outras tantas coisas e isso sempre existiu; a diferença é que hoje tudo está exposto, as pessoas se informam rápido demais sobre tudo. Temos que procurar ser bom e sempre ter amor por tudo, porque acredito que essa é a verdadeira essência da vida e o que foge disso, bom, é resto. Quero espalhar bondade e exemplo até o fim dos meus dias!

    FM - Hoje, com quase 80 anos, o senhor continua à frente das atividades na Padaria Branca?

    Francisco - Sim. Eu tinha minha esposa, Lúcia, como uma grande parceira e que sempre esteve ao meu lado, era uma mulher de muita fibra e muito guerreira, após o seu falecimento, acabei ficando sozinho. Trabalho com uma equipe muito boa, são pessoas amigas e lá temos uma relação de companheirismo, mesmo. É assim que cuido da minha empresa, com leveza. É um pequeno investimento, mas é de lá que vem o meu sustento e foi isso que bancou a formação dos meus filhos, tudo o que possuo veio de lá.
    FM - O senhor foi um dos revolucionários nessa atividade em Passos, quando fundou a Mamata que era bem avançada em relação ao que existia. Tem boas lembranças daqueles tempos?

    Francisco - Na vida, precisamos sempre buscar pelo que há de melhor em nós e criamos essa casa com o intuito de revolucionar a área de panificação em Passos. Sempre lutei muito para conquistar os meus ideais ao lado da minha esposa e dos meus filhos e, graças a Deus, foi um grande sucesso! Minha área é a panificação, faço isso há 46 anos, com muito carinho!

    FM - O nome “Branca” foi inspirado em uma confeitaria que existe há cerca de 300 anos, em Cabo Frio, no Rio de Janeiro. O senhor espera que o seu negócio permaneça por esse tempo em Passos?

    Francisco - Bom, tudo que é produzido lá é feito com muito amor, como se fosse destinado à minha própria casa. Se algum dia alguém se inspirar nisso, ficarei muito feliz. Bom, mas, do fundo do coração, digo aos meus familiares que não espero que eles continuem com a empresa, porque a panificação é uma arte que exige muito empenho e dedicação, é um ramo difícil e que exige demais. O pão é o alimento do homem há milênios, é citado na Bíblia, o trigo é o alimento mais nobre para o ser humano e a produção do pão requer detalhes que fazem a diferença. Talvez seja possível encontrar um ramo que exija menos, mas o que realmente quero é que meus filhos sejam felizes em suas profissões.

    FM - O senhor sempre ficou na parte administrativa ou chegou a realmente “colocar a mão na massa”?

    Francisco - Quando comecei, fui a São Paulo e conheci diversos investimentos, aprendi técnicas fundamentais para a qualidade do pão, desmanchei sacos de farinha, regulava a temperatura e fiz o possível para que tudo saísse da melhor forma possível. É necessário participar de todas as etapas.

    FM - A produção era bem maior por causa da concorrência menor, certo? Atualmente, quantos sacos de farinha são abertos diariamente?
    Francisco - Então, há algum tempo, nós entregávamos pães em toda a região, já cheguei a ‘desmanchar’ 33 sacos de farinha em um único dia, isso são quase 40 mil pães, era uma loucura! Mas, no geral, a produção era de cerca de dez sacos, diariamente. Hoje em dia, as coisas estão mais calmas, desmanchamos no máximo três sacos por dia e está bem assim, porque temos menos trabalho.

    FM - Quando o senhor vendeu a Mamata tinha intenção de parar de trabalhar? Ainda pensa nisso?

    Francisco - Vendi a Mamata porque trabalhávamos em uma sociedade e, ao longo do tempo e com o aumento da minha família, optei por vender e investir em um novo negócio do mesmo segmento, de forma que fosse mais rentável. Precisei ir atrás do meu sustento e em pouco tempo fiz a transição entre uma panificadora e outra; meu gasto é muito grande e por isso me empenhei em manter tudo com muita luta para que desse certo.

    FM - O senhor sempre teve uma atividade nos partidos políticos. Por que não se candidatou a cargos eletivos em Passos ou Alpinópolis?

    Francisco - Sempre gostei muito disso e minha mãe sempre esteve à frente de atividades políticas, então, acabei aprendendo. A política é bonita, porque é a arte que serve ao povo e ela só tem uma porta, que é a de entrada (risos). Nunca pretendi me candidatar a prefeito ou algo do tipo, até porque a padaria sempre exigiu muito de mim e a política também cobra bastante, então, não havia como servir completamente aos dois, porque algum acabaria se prejudicando. Optei por me doar completamente à minha empresa e não por fazer duas coisas pela metade. Esse meio também gera muita inveja e ciúmes, eu não queria isso e acabei meio decepcionado com as pessoas.

    FM - Com o papel de pai, que mensagem o senhor deixa para essa figura tão importante para a nossa sociedade?

    Francisco - Vivemos em um mundo onde muita gente prega que devemos acabar com as coisas ruins que existem por aí, mas o que realmente precisamos é de trabalho e amor; isso é capaz de transformar muitas coisas. Então, minha mensagem é que parem de ditar regras e toquem o barco com amor, porque isso resolve tudo. Onde existe sonho e fé, existe tudo! Precisamos investir e acreditar em nossos filhos!
     

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