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    10/08/2019 10h24 - Atualizado em 10/08/2019

    Chapelin se despede do "Globo Repórter"

    Sergio Chapelin se despede do ?Globo Repórter?; Glória Maria e Sandra Annenberg assumem. Maria Julia Coutinho passará a ser titular do ?Jornal Hoje?; mudanças ocorrem no fim de setembro

    A Rede Globo anunciou ontem, 9, mudanças no jornalismo da TV. Sergio Chapelin se despede do Globo Repórter, a seu próprio pedido. Ele será substituído por Glória Maria, repórter do programa há 10 anos, e Sandra Annenberg, atual apresentadora do Jornal Hoje. Maria Julia Coutinho passará a ser a titular do Hoje, reformulado, segundo a Globo. As mudanças ocorrem no fim de setembro.

    Em uma longa carta enviada à imprensa, o diretor de jornalismo da Globo, Ali Kamel, relembrou histórias dos quatro jornalistas envolvidos nas mudanças.

    Chapelin, por exemplo, começou no Jornal Hoje em 1972, mas logo passou para a bancada do Jornal Nacional, ao lado de Cid Moreira, participou da estreia do Fantástico e foi o primeiro apresentador do Globo Repórter. Entre suas ancoragens mais lembradas, está a da cobertura da morte do então presidente-eleito Tancredo Neves, em 1985.

    Segundo Kamel, Chapelin pediu para se afastar da apresentação da emissora para se dedicar à família, mas deve continuar ligado à Globo. “Cinco anos atrás, Sérgio Chapelin me procurou.

    Era a época de renovação do contrato. Sempre gentilíssimo, ele me disse que acreditava que era hora de parar. Sérgio adora o que faz, tem uma relação de décadas com o público, com o jornalismo, mas queria mais tempo para a família, para aproveitar a vida sem tantas obrigações.

    Eu discordei, e o carinho dele pelo público e pelo jornalismo é de tal ordem, que ele acabou se convencendo a ficar mais cinco anos e a voltar a conversar sobre o assunto no futuro. Esse futuro chegou, ele me procurou algumas semanas atrás e a conversa se repetiu. Mesmo apaixonado pelo que faz, Sérgio ponderou que é parte da sabedoria encontrar o momento de desacelerar e aproveitar mais a vida, o tempo com a família”, diz.

    Ainda na carta, o diretor lembra que teve a mesma origem profissional: a Rádio Jornal do Brasil. “E essa coincidência me alegra. Quem o trouxe para a Globo foi Dirceu Rabelo, a “voz” da Globo ainda hoje.

    Dirceu o chamou para um teste em 1972. Ele veio em roupas esportivas, o cabelo longo e se pôs à prova diante de nossa querida Alice-Maria e do editor Silvio Júlio. Foi aprovado, mas teve de voltar no dia seguinte com uma orientação expressa de Alice: “Venha com terno e gravata porque o Armando Nogueira vai ver tudo”.

    Armando adorou e Boni (José Bonifácio de Oliveira Sobrinho), também. Boni o queria logo no Jornal Nacional, mas Armando precisava dele no Jornal Hoje, para substituir Ronaldo Rosas. Sérgio dividiria a apresentação com Sônia Maria e com Márcia Mendes.

    “E também com dois comentaristas muito jovens, Nelson Motta e Scarlet Moon”, Sérgio me contou, sorrindo, mas logo lamentando a morte precoce de Marcia e Scarlet. Ficou no Hoje apenas um mês, porém.

    O sucesso foi tão grande que quando o saudoso Hilton Gomes deixou o Jornal Nacional, Sérgio foi o escalado para fazer dupla com Cid Moreira, e essa dupla marcaria para sempre a história da Globo. Sérgio participou também da estreia do Fantástico, em 1973, sem deixar o Jornal Nacional, e foi o primeiro apresentador do Globo Repórter.

    Eu disse a ele que isso era um feito, mas Sérgio, sem nunca abandonar seu jeito simples, me disse: “É um orgulho, claro, mas naquela época, eu apresentava o Jornal Nacional, o Fantástico e o Globo Repórter, não tinha moleza, mas era tudo um grande prazer”.

    Em 1974, o grande Heron Domingues, que apresentava no fim da noite o Jornal Internacional, teve um enfarte fulminante que o matou tão cedo. Foi logo depois de divulgar aos brasileiros uma informação de repercussão mundial: a renúncia do presidente Nixon, o ápice do escândalo Watergate. Foi uma edição marcante”.

    O diretor da Globo relembrou o início das atividades das novas apresentadoras, quando Maju Coutinho estreou na bancada do Jornal Nacional, pouco menos de 4 anos depois de ter passado a apresentar a previsão do tempo no painel em que interage à distância com Renata e Bonner.

    “Agora como titular da apresentação do Jornal Hoje, Maria Júlia Coutinho repetirá um caminho que Sandra Annenberg também trilhou, do mapa tempo para a bancada.

    E o público poderá acompanhar mais essa etapa de uma carreira solidamente construída e merecidamente aplaudida. Maju assumirá a bancada no final de setembro, e a comandará sozinha (o formato do Hoje corresponderá a essa nova realidade).

    Até lá, Sandra continuará a comandar o Hoje. Escrevo e-mail tão longo porque é preciso cultivar a história dos que se dedicam a essa nossa profissão tão bonita”, escreveu o diretor na sua longa carta.

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