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    06/08/2019 12h33 - Atualizado em 06/08/2019

    Sete vezes Toronto

    Capital financeira do Canadá, a cidade esbanja simpatia, especialmente no verão. Confira o que fazer por lá

    Karla Spotorno - Especial para a Folha

    Toronto é uma daquelas cidades que te abraçam na chegada e desejam até logo na saída. Especialmente no verão (quando as temperaturas são bem mais amigáveis que os 25 graus negativos do inverno canadense), a cidade e as pessoas te recebem com uma simpatia difícil de descrever.

    É verdade que o rápido e confortável traslado do aeroporto internacional para o centro de Toronto pelo trem UP Express é um excelente cartão de visitas. Também ajuda a cidade ser plana e limpa: cidades planas são ingresso VIP para quem, como eu, gosta de caminhar à toa para se deslumbrar com qualquer cena ou detalhe novo - seja com uma corrida de esquilos no jardim da universidade, com a faixa de pedestre colorida no bairro Gay Village ou com a quantidade de bicicletas trafegando de forma fraterna ao lado dos carros (tem até mapa para os ciclistas). 

    Particularmente, acho que me senti bem-vinda porque paira uma leveza acolhedora no ar. E não apenas pela sensação de segurança - as pessoas são mesmo leves. Da funcionária na alfândega na imigração à atendente em uma loja Winners lotada, não senti hostilidades. Difícil acreditar que as pessoas numa capital financeira sejam assim, tão amáveis. 

    Falando em capital financeira, vale frisar que Toronto não é Nova York. Muita gente compara as duas capitais, mas não deveria ser assim. Toronto tem personalidade própria: é organizada em termos urbanísticos, mas cheia de vida e com o caos construtivo que isso pode trazer. É fácil de se achar (graças ao metrô limpo e às linhas de ônibus) e, em igual medida, de se perder, haja vista a quantidade de coisas legais para fazer. E além de tudo, tem as pessoas mais cordiais e prestativas (já falei isso?) que uma cidade cosmopolita, gigante em território e também em comércio (com muitas ofertas tentadoras) pode oferecer.

    Ainda assim, algumas comparações entre as duas cidades são verdadeiras. Como a Big Apple, Toronto é multiétnica e repleta de imigrantes: cerca de 50% de seus moradores não nasceram no Canadá. Por causa disso, o governo municipal publica informações em 79 idiomas. Mais de 200 línguas e dialetos são falados pelos diferentes bairros (mas você vai se virar bem com o inglês).
    A cidade, a exemplo de Nova York, também é muito usada como cenário em filmes e seriados de televisão.

    Toronto figura entre as cinco maiores da América do Norte para a indústria cinematográfica. Por ali foram filmados Star Trek: Discovery, The Handmaid’s Tale, Shazam!, Titans e muitos outros títulos que estão rodando enquanto você lê esta matéria.

    Little Apple?
    Apesar das comparações, desconfie de apelidos como chamar a praça Yonge-Dundas de “Times Square” ou de dizer que o High Park é o “Central Park” de Toronto.

    A Yonge-Dundas, entroncamento dessas duas importantes ruas (ydsquare.ca), é tão vibrante quanto a praça nova-iorquina mas com um espaço convidativo para atividades comunitárias, como aula de ioga nas manhãs de segunda-feira. 

    Já o High Park (highparktoronto.com) não fica no coração da cidade, mas a 8 quilômetros da principal estação de trem e ônibus, a Union Station. Em meio a muito verde, há áreas para piquenique, playgrounds (inclusive com brinquedos de água), trilhas para caminhadas, zoológico e restaurantes convidativos.

    Para chegar lá, pegue o metrô e desça na estação High Park. Se precisar de informação, não se preocupe: a gentileza das pessoas sempre será um diferencial. Na estação de ônibus, a funcionária da bilheteria respondeu a todas minhas dúvidas de primeira viagem e emendou: “Vai dar tudo certo. Qualquer dúvida, eu vou estar aqui amanhã. Pode vir falar comigo”. 

    A cordialidade dos canadenses talvez possa ser explicada, ainda que sem nenhuma base científica, pelo fato de eles serem poucos num lugar tão grande. O país é o segundo maior do mundo em território mas é o 39.º no ranking populacional do Banco Mundial.

    Se mais canadenses disputassem o mesmo quilômetro quadrado, talvez o bom humor não fosse assim tão farto. Mas não dá para saber. O fato é que Toronto recebe 44 milhões de turistas cheios de perguntas e demandas todos os anos e, mesmo assim, nos abraça na chegada e deseja até logo na partida. 

    Prepare o bolso para as compras

    Se os Estados Unidos viraram destino para turismo de compras, o vizinho Canadá também merece entrar nessa categoria. Pode colocar Toronto na lista: a cidade tem oferta farta de roupas, eletrônicos, tênis, maquiagens e, obviamente, malas para carregar tudo isso de volta ao Brasil. São muitas opções boas e baratas na cidade, seja em grandes centros comerciais ou em lojas de rua.

    Mas quem quer começar o circuito com altas cifras deve ir direto para Yorkville. Descendo na estação Bay Street da linha amarela do metrô, você sai no coração desse bairro que tem lojas e restaurantes à la Oscar Freire em São Paulo e marcas como as presentes na Quinta Avenida de Nova York. As compras podem começar na Bloor Street, em lojas como Louis Vuitton, Burberry e Prada, e chegar à paralela e estreita Cumberland Street, onde estão Kate Spade e um restaurante que vale cada dólar canadense, o Bar Reyna (barreyna.com).

    A casa tem boa variedade de drinques, petiscos e pratos, servidos em um ambiente aconchegante e descolado. Uma boa pedida é o Lamb Baklava (10 dólares canadenses ou R$ 27,75), um petisco levemente adocicado de pernil de cordeiro acomodado em um kataifi (ninho de massa cabelo de anjo) com aioli e pistache. Para beber, um dos drinques imbatíveis é o Southside Society (17 dólares canadenses ou R$ 47), que tem como base gim com toque de hortelã e limão. Além de divertir o paladar, o bar agrada aos ouvidos: as noites de quinta-feira são reservadas aos shows de jazz.

    Se a ideia é bater perna em shopping, uma opção certeira é o Eaton Centre. São mais de 230 lojas, lanchonetes e restaurantes. Tem de Apple e Best Buy à marca japonesa de roupas Uniqlo e Danish Pastry House, uma confeitaria de doces dinamarqueses enlouquecedores. São várias entradas: a principal fica em frente à Yonge-Dundas Square. Mas também é possível entrar pela Queen Street, bem pertinho da estação Queen do metrô.

    Na Yonge Street, caminhando poucos metros ao norte, você encontra uma filial da Winners e outra da Marshalls, lojas de departamentos no estilo americano de muita variedade, muita oferta e que exige muito tempo para procurar pechinchas.

    Ambas são do mesmo grupo empresarial americano, o TJX, dono da marca o TJMaxx. Não estranhe se você encontrar alguma peça igual nas duas lojas.

    A menos de dois quilômetros a leste da Yonge-Dundas, a Queen Street também oferece opções interessantes. Uma loja pequena, mas com grandes ofertas em tênis, camisetas de times e roupas esportivas, é a SVP Sports (svpsports.ca).

    Foi lá que encontrei camisetas festivas dos Raptors (time que, durante minha viagem, se tornou campeão da NBA pela primeira vez) por apenas 10 dólares canadenses (R$ 27,75). Nada mau.

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