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    05/08/2019 11h28 - Atualizado em 05/08/2019

    Entre Prosas: Rosi Campos e Edel Holz

    "As bruxas sempre existiram e sempre vão existir"

    Adriana Dias

    O 3º Festival Nacional de Teatro de Passos, realizado pela Associação de Desenvolvimento Cultural Regional (Adesc Regional), de 21 a 28 de julho, foi o momento escolhido pela passense residente em Boston, Edel Holz, e Rosi Campos, mais conhecida como Bruxa Morgana, do “Castelo Rá-Tim-Bum”, lançarem seu primeiro livro intitulado “Bruxa Morgana e Seus Bichinhos de Estimação”, levando um público de adultos e crianças para a Casa da Cultura de Passos no início da tarde de sábado, 27. Rosi Campos, que é natural de Bragança Paulista, é o nome artístico de Rosângela Martins Campos.

    Atriz, jornalista de formação, agora trilha pelo caminho também da literatura. Ela, que ficou famosa nacionalmente ao interpretar a Morgana do seriado “Castelo Rá-Tim-Bum” (1994-1997) e a Mamuska da novela “Da Cor do Pecado” (2004), se tornou amiga de Edel Holz, nome artístico de Maria Edelweiss de Lemos Resende Holz quando fizeram a novela “Salsa e Merengue”.

    Edel é atriz e diretora consagrada no Brasil e também em Boston, nos Estados Unidos. Ela fez o curso de teatro da Escola Martins Pena, no Rio de Janeiro, e já atuou não só nos palcos, como também nas telinhas, teve participações nas novelas globais “Salsa e Merengue”, “Tropicaliente” e na minissérie “Incidente em Antares”.

    Já no SBT, a irmã do diretor teatral Gustavo José Lemos, que dá nome ao Teatro Rotary de Passos, participou das novelas “Sangue do Meu Sangue” e “As Pupilas do Senhor Reitor”. Rosi Campos, vestida de Morgana, e Edel Holz receberam a reportagem do Entre Prosas e trazem um pouco da história do universo das bruxas e dos animais.

    O livro tem 12 páginas recheadas de encanto e magia, com texto e ilustrações de Edel Holz.


    Folha da Manhã – Rosi Campos, este é seu primeiro trabalho como escritora?

    Rosi Campos - Sim, meu primeiro livro.

    FM - E o que te despertou para buscar esse novo tipo de trabalho?

    Rosi - Então, porque a Morgana tem esse histórico. Nós já fizemos o programa, já fizemos quatro ou cinco peças e, conversando com a Edel Holz, ela falou “vamos fazer livros também contando histórias” e eu disse ‘maravilha, você escreve teatro, literatura, tudo isso’. Então, a gente sentava, discutia, e ela já vinha com as ideias, porque a Edel é muito criativa. E sua sugestão para o primeiro foi falar do universo dos animais e a relação com as perdas. Porque, quando eu fazia as peças da Morgana, eu escrevia textos complicados para crianças que teriam assistido ao “Castelo” e teriam por volta de 12 anos e não adiantava, porque eram sempre crianças bem novinhas, os pais acabavam levando e eu falei: ‘gente eu não posso fazer uma coisa muito complicada, porque as crianças que continuam ou querem ver a Morgana são crianças pequenas’. E a gente resolveu fazer uns textos simples, com animais de estimação, enfim, ela tem várias histórias, tem mais de cinco livros que já estão escritos, é que a gente só publicou esse primeiro.

    FM - E o primeiro lançamento acontece aqui em Passos?

    Rosi – Sim, a escolha foi por ser em Passos, cidade natal de Edel e aproveitando este festival fantástico.

    FM – De quem são os direitos autorais do material da Morgana que faz parte do “Castelo Rá-Tim-Bum”?


    Rosi - Para teatro é o Flavio de Souza; no cinema, é do cineasta, roteirista e produtor cinematográfico Cao Hamburger, e eu posso explorar a Morgana nos livros e no teatro.

    FM – A Morgana do teatro está sempre em cartaz?

    Rosi – Neste momento, não. Estou fazendo só a novela “A Dona do Pedaço”, vivendo a Dorotéia (Dodô), onde sou a esposa de Eusébio (Marco Nanini) e mãe de Rock (Allexandre Colman/ Caio Castro), Zé Hélio (Flávio Bisneto/ Bruno Bevan) e Rarisson/ Britney (Theo Almeida/ Glamour Garcia) e a sobrinha Sabrina (Alice Jardim/ Carol Garcia). Com as gravações diárias da novela, não tenho condição de fazer teatro, é muito difícil.

    FM - A sua relação com a Edel Holz acontece quando e como?

    Rosi - Foi na rede Globo que a gente se conheceu, fazendo a novela “Salsa e Merengue”. E nós continuamos amigas e depois ela acabou indo morar em Boston, nos Estados Unidos, e eu também fui para fazer uma peça dela lá. E a gente sempre continua essa comunicação. Aí, como é tão difícil a gente ter amigos, né?! Ela é uma pessoa muito especial pra mim nesse sentido, pessoa criativa, uma pessoa que tem sempre boas ideias, sempre a fim de trabalhar, tem um trabalho muito lindo lá em Boston, afinal, ela faz tudo, uma atriz, diretora, escritora, é completa.


    FM – Nesta sua relação com Edel Holz, você acabou vindo muito a Passos?

    Rosi - Já sim, já estive em Passos várias vezes.

    FM - O Festival Nacional de Teatro de Passos está em sua terceira edição, vindo um pouco na contramão daquilo que vem sendo posto, principalmente pelos fomentadores da cultura, de não fomentar mais. Como você vê isso, numa cidade pequena, interior de Minas, que não tem ligações com os grandes eixos onde a cultura acontece com mais efervescência?

    Rosi – Eu acho ótimo, afinal, é a cidade que tem essa tradição, que é pra fazer teatro, essa coisa de cultura ninguém nunca ajuda em nada. Isso quer dizer que, se a cidade não toma uma atitude, não toma uma dianteira, quem vai aí resolver as coisas? E o festival acaba sendo um polo superimportante, ele acaba levando pessoas importantes nacionalmente, Minas tem essa tradição. Com o grupo Corpo, grupo Galpão, então, é um Estado que nunca esperou nada, ele foi lá e fez, e mostrou seu trabalho para o mundo todo, o que é muito bacana. Quer dizer, se todas as cidades acabassem tendo essa perspectiva, muito mais teatros estariam rodando por aí. Minas Gerais realmente tem uma excelência, tem autores incríveis, grandes atores, grandes grupos, é um privilégio. Apesar das dificuldades, mas dificuldades sempre existiram e sempre vão existir, não é novidade para quem faz teatro. É um festival importante.

    FM - Você é uma atriz que sempre fez personagens muito fortes, muito marcantes, eu me recordo muito bem de alguns, dois que, pelo menos para mim, e acredito que está na cabeça de todo mundo, que é a Morgana e a Mamuska. Você tem uma paixão maior por algum?

    Rosi - A Mamuska e a Morgana. E eu acho que são os que as pessoas lembram até hoje. A novela fez muito sucesso, mas foi em 2005. Hoje, as pessoas perguntam e falam da Mamuska. Então, são personagens que eternizam, as pessoas continuam lembrando e falando, então, pra gente, é muito legal saber que você tem uma personagem que ninguém esquece, é uma honra. E o “Castelo Rá Tim Bum” também continua sendo. São exposições e peças, agora está tendo uma exposição no Shopping Eldorado, em São Paulo, teve as exposições do MIS no Memorial da América Latina, com mais de um milhão de pessoas participando. Então, é muito bacana saber que o “Castelo” tem um significado, o trabalho do Flávio, do Cau, da equipe toda, foi muito bom.

    FM - As bruxas, elas existem?

    Rosi – Ah, sim, claro, as bruxas sempre existiram e sempre vão existir.

    FM – Edel Holz, você é mãe de atriz também?

    Edel – Sim, minha filha com Fernando Holz, a Sophia Holz, é atriz e cantora.

    FM – Como é voltar a Passos para lançar um livro seu em parceria com a Rosi Campos?

    Edel – É maravilhoso, principalmente e especialmente sendo dentro do 3º FNTP. É uma honra poder participar deste momento. E contando com a presença da Morgana em pessoa, autografando os livros para todos.

    FM – Conte um pouco sobre o livro.

    Edel – O livro tem 12 páginas, diversas ilustrações e conta a história da nossa relação com a morte e com as perdas, contada de uma maneira lúdica. Editado pela Outubro Edições, de Brasília, nós estamos buscando uma distribuidora para fazer esse trabalho em todo o país. O primeiro é a Bruxa Morgana e seus bichinhos de estimação. Já temos outros quatro da mesma série que são “Bruxa Morgana e a Madrinha Malu”; “Bruxa Morgana e o Pirata Zatolho”; “Bruxa Morgana em Deu a Louca nas Estações” e, finalmente, “Bruxa Morgana e o Planeta XR3”.

    FM – Quanto tempo levou para produzir o primeiro livro?

    Edel - Fiz com muito carinho esse trabalho de escrita e ilustração para a Rosi Campos, pois a amo de paixão. Bom, esse primeiro foi um ano inteiro escrevendo, ilustrando, testando art designers, até sair do jeito que eu queria. Primeiro foi tinta acrílica, depois aquarela. Desenhei a Morgana como se uma criança a desenhasse. Foi uma honra pra mim escrever e ilustrar as histórias da Bruxa Morgana, afinal, eu sou da geração que assistiu e se apaixonou pelo “Castelo Rá-Tim-Bum”. Eu já amava a Rosi antes de conhecê-la. Quando a conheci, vi que ela é a pessoa mais generosa que tive o prazer de conhecer na vida. E, depois do livro, descobri minha paixão por caricaturas. Fiz de algumas pessoas que são importantes pra mim, como o colunista e arquiteto César Tadeu Elias, Renato Piantino e Luciene Bacil.
     

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