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    01/08/2019 09h00 - Atualizado em 01/08/2019

    O produtor do século 21

    Preliminares do Censo Agropecuário 2017 do IBGE evidenciam mudanças no perfil do agricultor brasileiro; hoje, eles estão mais conectados e antenados às inovações

    No dia 28 de julho comemorou-se o dia do agricultor brasileiro, trabalhador que abastece de alimentos as mesas não só no Brasil, mas mundo afora. Ano após ano, o perfil do produtor agropecuário vem mudando. Prova disso são os dados preliminares do Censo Agropecuário 2017, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no ano passado.


    As informações coletadas evidenciam o crescimento na adoção de novas ferramentas e tecnologias nas propriedades rurais brasileiras. Em relação ao Censo Agro 2006, o número de tratores no campo cresceu 49,7%; o uso da irrigação ampliou 52%; a adoção de defensivos agrícolas saltou 20,4%; e o acesso à internet teve uma alta de 1.790%. Neste último quesito, vale ressaltar que o crescimento foi em cima de uma base pequena, de 75 mil produtores em 2006 para pouco mais de 1,4 milhão de produtores em 2017, de um total de 5.072.152 estabelecimentos agropecuários registrados nos dados preliminares do Censo Agro 2017.


    Envelhecimento

    Segundo a 7ª Pesquisa Hábitos do Produtor Rural, realizada em 2017 pela consultoria Informa Economics, em parceria com a Associação Brasileira de Marketing Rural & Agronegócio (Abmra), 61% dos produtores brasileiros têm celular com acesso à internet. Isso mostra uma mudança em relação à edição anterior, de 2013, em que apenas 17% deles tinham smartphones. Outra constatação foi quanto às redes sociais preferidas desse público: 96% usa WhatsApp, 67% utiliza o Facebook, e 24% é usuário do YouTube.


    Os dados preliminares do Censo Agro 2017 trazem à tona o crescimento da participação feminina. O número de mulheres à frente de propriedades rurais no País cresceu de 12,68%, em 2006, para 18,64%, em 2017. “O campo não está atraindo mulheres; elas já estavam lá e agora estão tomando conta do trabalho”, diz Antonio Carlos Simões Florido, coordenador técnico do Censo Agropecuário do IBGE.


    O censo mostra ainda o envelhecimento da população rural. A participação dos grupos com idades até 45 anos está em queda. Em contrapartida, cresce a população com mais de 45 anos, em especial as pessoas com idade entre 55 e 65 anos. Nessa faixa etária, em termos percentuais, houve um incremento de 20,35%, em 2006, para 24%, em 2017.


    Quanto à escolaridade, uma pesquisa feita pelo Departamento do Agronegócio (Deagro) da Federação da Indústria do Estado de São Paulo (Fiesp) e Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) deixa evidente o bom nível do produtor, especialmente dos filhos ligados ao negócio. Uma parcela de 37,1% deles tem ensino superior completo, e 24,7% terminaram o ensino médio.


    Outra informação curiosa é que 75,8% dos produtores disseram não gostar de correr riscos; no entanto, financiam a maior parte da safra com capital próprio.

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