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    30/07/2019 08h15 - Atualizado em 30/07/2019

    "O Homem que Não Sabia Sorrir" é o grande vencedor do 3º FNTP

    A TERCEIRA EDIÇÃO DO FESTIVAL NACIONAL DE TEATRO DE PASSOS SUPEROU EM NÚMERO DE PÚBLICO, DE ESPETÁCULOS E DE CIDADES. 4ª EDIÇÃO JÁ FOI LANÇADA PELA ADESC

    Adriana Dias - Da Redação
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    Sucesso. Sucesso de público, foram mais de 30 mil espectadores. Sucesso de apresentações, foram mais de 30. Sucesso em mais de uma cidade: além de Passos, os espetáculos foram apresentados em Carmo do Rio Claro e São José da Barra. A peça “O Homem que Não Sabia Sorrir” também foi campeão, não só por levar o prêmio de melhor espetáculo, mas também foi o mais indicado.

    Para o idealizador e diretor do FNTP, Maurílio Romão, e a presidente da Associação de Desenvolvimento Cultural Regional (Adesc Regional), Isabella Vieira, este foi um festival cheio de iluminação e comprometimento. “Agradeço de coração aberto a todas as parcerias, patrocinadores e apoiadores. E, principalmente, à equipe do festival, sem quem não seria possível fazer acontecer. E muita luz por parte dos grupos que iluminaram essa semana em Passos e região. Evoé!”, disse o diretor teatral na Cerimônia de Premiação, na noite do último domingo, 28.
    Antes da entrega da premiação, Gilda Maria Parenti foi homenageada pelas integrantes do Grupo Vastafala, Arlete Porto, Clelia Monteiro, Graça Santana Garcia e Sandra Parenti.
    Todos receberam troféu, produzido pelo artista Jair Soares Junior, e o melhor espetáculo recebeu o prêmio de R$5 mil, patrocinado pela Soho Viagens, da empresária Cecília Sarno, que é uma das apoiadoras desde o primeiro FNTP.
    Para a grande vencedora da noite, a diretora do Grupo Tupam, de Patos de Minas, Consuelo Nepumuceno, vencer pela segunda vez no Festival Nacional de Teatro de Passos é a confirmação de que o grupo de Teatro Universitário, composto por alunos de vários cursos (Jornalismo, Biologia), inclusive ela, que é bióloga, é uma grande honra.
    “Todos os espetáculos foram de alto nível. ‘O Homem que Não Sabia Sorrir’ é um espetáculo baseado em uma obra de Rubem Alves, ‘O Gambá que Não Sabia Sorrir’, e, a partir dessa obra, a gente criou uma linguagem totalmente mineira, com uma nova leitura, mostrando as histórias antigas, dos pais e dos avós, aquelas histórias que trazem sempre uma nostalgia e ao mesmo tempo uma saudade e uma alegria muito grande de a gente ser mineiro. Eu inseri tudo isso em uma proposta que é realmente densa, um assunto temático, sério, que é o diferente. O diferente, porque é negro, porque é branco, porque é pobre, gordo, não interessa, o diferente; e eu queria mostrar o diferente de uma forma diferente, com muita ludicidade, muito lírico, de uma forma poética que chegasse mais às pessoas. Porque, em uma época que estamos, de ódio, desavenças, incompreensões, quando a gente percebe nas redes sociais ou em todos os lugares a que a gente vai, uma angústia muito grande. A gente queria mostrar o diferente, mas com amor, pra gente entender que as coisas se resolvem com amor, e é esse amor que nos moveu a fazer esse espetáculo, onde o Jeremias, o homem que fica de cabeça pra baixo, é um homem diferente dos outros, então, essa foi a nossa proposta”, disse.
    O espetáculo vencedor tem 12 atores em palco e uma equipe de 17 pessoas, ao todo. “O texto é meu, a dramaturgia é minha, a direção, e tem uma participação muito grande do meu filho, Marcos Nepumuceno, na cenografia, onde a gente trabalha as malas, e essas malas não são simplesmente malas, elas se transformam o tempo todo em novos objetos de cena, eles se transformam em sombrinha, cama, o que seria a ressignificação daquela mala, trazendo dentro dela a bagagem de vida de cada mineiro”, disse Consuelo.
    Questionada se esperava levar três troféus e a que atribui a vitória, a diretora afirmou que não esperava e que atribui ao esforço do coletivo. “Porque eu assisti aos outros espetáculos e vi que o nível estava muito bom. Nosso grupo é grande, a gente se prepara, às 11h da noite terminam as aulas deles, depois ficamos até uma hora da manhã, a gente ensaia para fazer essas apresentações. É uma ganância, uma paixão tão grande pelo teatro, que move a gente a fazer essas estripulias de, no outro dia, levantar cedo para trabalhar. Mas eu acredito que esse é o processo dos atores na maioria do Brasil. Todo mundo está sofrendo de alguma forma e quer, através desses arrochos, mostrar uma arte mais pura e mais verdadeira”, salientou Consuelo.
    Sobre o FNTP, Consuelo disse ser um dos festivais mais organizados. “Não estou falando porque eu ganhei, não, é porque a gente acompanha e eu tenho visto, desde o primeiro festival, é um dos mais bem organizados deste país. Começando pela recepção, alimentação, aconchego, caráter, e principalmente pela potencialidade dos espetáculos que são apresentados aqui. Existe um cuidado, um carinho muito grande, na escolha, na seleção dos espetáculos, e isso faz com que os espetáculos sejam bem vistos, e todo mundo que vem sente vontade de voltar. Então, esse trabalho que Maurílio faz, ele é assim, fantástico, maravilhoso, e é importante, pois é dessa forma que a gente mantém a cultura na cidade. A gente não pode deixar morrer em tempos obscuros e tal. A gente não pode deixar isso morrer. É através da arte, do teatro, da música, da dança, que essa expressão salta de dentro da gente para mostrar para o mundo que você pode provocar uma mudança, uma transformação no mundo. Uma transformação na cidade, movimenta tudo, desde a economia, os barzinhos, o ambiente. Não é só a mobilização cultural, é uma mobilização geral na cidade. Uma energia positiva, isso é muito bacana, muito bom”, disse. 

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