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    22/07/2019 10h06 - Atualizado em 22/07/2019

    Leitor: O Avô Pacifista

    Vinte e Seis de Julho é o Dia dos Avós. A semana respectiva é a Semana dos Avós. Se o transcurso da efeméride autoriza todo articulista a tratar da matéria, duplamente autorizado está o articulista avô. Salve a menina que me outorgou este título! A data foi escolhida para a celebração porque, no calendário litúrgico, é o Dia de Santa Ana e São Joaquim, pais de Maria e avós de Jesus Cristo. No Dia dos Avós eu me lembro do meu Avô materno: Pedro Estellita Lins. Não herdei seu sobrenome.
    Meu pai, de origem germânica, conservava um traço da cultura alemã: os filhos quase sempre só recebiam o sobrenome paterno. Tive muita convivência com esse Avô. Ele gostava de escrever, publicou livros. Eu era seu datilógrafo. O tema principal de seus escritos era a defesa da Paz. Ele era um pacifista militante. Graças a seu exemplo, até hoje abomino a guerra.
    A velhice quase sempre se associa a decrepitude, perdas, inferioridade. Num tipo de sociedade que se ergue sobre valores materiais, não poderia ser diferente: o desprezo pelo velho está na raiz desse tipo de estrutura social. A Bíblia aponta horizontes que merecem ser seguidos por crentes e não crentes.
    Na contramão do sistema diz que “o cabelo grisalho é uma coroa de esplendor, e obtém-se mediante uma vida justa.” (Provérbios 13, 31). Os avós têm um duplo papel: na família e na sociedade. Na família os avós são conselheiros dos pais e dos netos. Podem transmitir ao vivo a experiência que nenhum livro é capaz de traduzir. Os avós são apoio em inúmeras situações e emergências. Integram a família. Feliz da família na qual comparecem os avós.??Para o conjunto da sociedade os avós transmitem ao presente a herança do passado. São depositários da sabedoria acumulada através de milênios. Até os pequenos gestos revelam a atitude respeitosa ou desrespeitosa para com os idosos. Ceder o lugar ou a passagem ao idoso, mostrar-se disponível para ajudar nas mais comezinhas situações, tudo isso demonstra o nível de educação de uma sociedade.
    Quem exalta os avós está na contramão deste mundo materialista, onde só cabe lembrar o Dia dos Avós para provocar venda de presentes para eles nessa data. Como homenagear a figura do Avô num mundo que se alicerça no materialismo, onde se exalta a juventude como um estado eterno, o vigor e a beleza como referências existenciais? Hoje algumas vozes têm o atrevimento, a insolência, a desfaçatez de advogar, de peito aberto e sem qualquer pudor, a redução dos direitos dos aposentados.
    Os que se encontram na Terceira Idade resistirão à fúria desses insensatos tomando de empréstimo uma expressão clássica de exorcismo: Vade retro, inimigo do aposentado!

    João Baptista Herkenhoff – Vila Velha/ES 

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