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    16/07/2019 11h16 - Atualizado em 16/07/2019

    Opinião: O presidente e o governo Bolsonaro

    Duas entidades distintas, presidente Bolsonaro e governo Bolsonaro. Você não consegue ver nada de bom no governo Bolsonaro? Já me deparei com esta pergunta inúmeras vezes e a minha resposta é lacônica. Não. Claro que depois vem a explicação aos meus interlocutores. Um governo, no caso, presidencial para ser bom, em primeiro lugar o presidente não pode só parecer que é bom, tem que ser bom. É como naquele caso da mulher do imperador romano Julio Cesar, não basta ser honesta, tem que parecer honesta. No caso Bolsonaro ele faz apenas a segunda parte que é querer se parecer bom. Logo após a sua eleição para presidente, Bolsonaro quis se passar por um homem simples do povo, aquele cidadão classe média normal que toma café da manhã em uma mesa simples e mal-ajambrada, lendo jornal, ora passando manteiga no pão com a faca, trajando uma bermuda surrada com camiseta larga e sandálias gastas. Estas encenações a lá Jânio Quadros não funcionam mais, até porque o povo não faz muita questão se o seu presidente é ou não é igual a ele. O povo sempre deseja um presidente que resolva os problemas que o aflige e não metido a astro de melodrama de tevê, em cenas bizarras do cotidiano.
    E mesmo após a posse como presidente, o Bolsonaro quis dar uma de humilde, em assinar seus decretos com uma caneta Bic. Qual a diferença que tem em assinar um decreto com caneta Bic, ou uma Montblanc, se tal decreto não vai trazer nenhum benefício para a população? E mesmo que seja um decreto benéfico! Eu acho até que o Bolsonaro antes da quase fatídica facada, não acreditava muito que seria eleito, pois que teria que fazer uma campanha mais acirrada de enfrentamento até mesmo com outros candidatos de sua linha ideológica. Enfim, o mote principal do seu discurso que era e continua sendo bater no PT/Lula/Dilma, não necessariamente nesta ordem, não era só dele, na verdade era de todos os demais candidatos, exceto claro, o Haddad. Como participar de debates e entrevistas onde ficariam evidentes suas, dele Bolsonaro, fragilidades e conhecimento sobre os reais problemas nacionais. O que hoje se evidencia a cada ato público, falas e em seu relacionamento com as instituições. Inclusive com a mais próxima dele que é o Congresso Nacional. Veja o caso da reforma da Previdência, onde Bolsonaro fez de tudo para não abrir as torneiras das verbas para as emendas parlamentares, para mostrar que veio para mudar a velha esdrúxula relação entre executivo e legislativo. Foi uma jogada pífia, apenas jogou para os eleitores dele, os que acreditaram ou ainda acredita que Bolsonaro vai mesmo mudar a política do toma-lá-dá-cá? E todo mundo sabe que verbas para as Emendas parlamentares só é inominável (porque ilegal não é), quando usadas como oportunistas trocas de apoios entre Executivo e Legislativo. Bolsonaro ao prometer em campanha que não toparia este tipo de conluio, deu um tiro no pé, porque uma vez presidente, conseguiu desagradar os partidos aliados inclusive os parlamentares de seu próprio partido o PSL. E então, a responsabilidade pela aprovação do texto da Reforma caiu nas mãos do presidente da Câmara, o deputado Rodrigo Maia, DEM/RJ. E o presidente Bolsonaro ainda teve de abrir as torneiras liberando mais de um bilhão de reais para a tais emendas. Agora, quando a Reforma for plenamente aprovada e os seus efeitos danosos forem realmente sentidos pelos trabalhadores que se aposentam pelo INSS, aí o Bolsonaro (malandramente) poderá jogar a culpa no Congresso Nacional, taoquei! Até porque, quando ele era deputado, era contra este modelo de deforma, digo, de reforma.
    Bolsonaro é um presidente gerador de imbróglios não somente com a oposição, mas até mesmo com seus aliados políticos mais próximos e até com os seus oito ou nove generais ministros no governo. Por este particular, podemos confirmar que temos na atual administração federal, um presidente exercendo o papel de distrair ou desviar a atenção do povo com suas piadinhas a exemplo de pronunciamentos tais como, defender o trabalho infantil, ou, vamos colocar no STF um ministro “terrivelmente evangélico”. E do outro lado o seu governo sem rumo por falta de projetos outros, até então, porque já perdeu praticamente um ano tendo como carro chefe ou como meta, sem a qual, nada poderia ou teria a fazer sem a aprovação da dita reforma.
    Em tempo: A cena que mais chamou a atenção, após a aprovação em primeiro turno do texto da Reforma da Previdência, foi ver os parlamentares governistas se exultarem como se fosse uma estrondosa vitória do governo, de uma reforma que exigirá tantos sacrifícios e perdas para os trabalhadores. Ora, então foi uma conquista governista? Não deveria de ser saudada como uma vitória do povo ou para o povo? Realmente estamos vivenciando tempos enigmáticos. E o futuro? Somente quem viver sentirá!

    ESDRAS AZARIAS DE CAMPOS 

    REALMENTE ESTAMOS VIVENCIANDO TEMPOS ENIGMÁTICOS 

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