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    15/07/2019 08h46 - Atualizado em 15/07/2019

    João Paulo de Castro Ferreira, vereador de Carmo do Rio Claro e filho do ex-ministro carmelitano José de Castro Ferreira

    "Entendo o exercício da política como uma vocação, que é claro, herdei do meu pai, meu grande espelho"

    Adriana Dias - Da Redação

    A máxima de que filho de peixe, peixinho é, cabe perfeitamente para o vereador de Carmo do Rio Claro, João Paulo Menna Barreto de Castro Ferreira, 38 anos, natural de Brasília/DF, casado com Débora Pereira Carielo. O jovem é filho de José de Castro Ferreira, que foi o último Consultor Geral da República e primeiro Advogado Geral da União; sua mãe, Ana Amelia Menna Barreto, foi Secretária Geral da Ordem dos Advogados do Brasil do Rio de Janeiro e hoje está no Conselho Federal da OAB. É, também, especialista em Direito e Tecnologia. João Paulo, que também é advogado, hoje aos 38 anos, escolheu Carmo do Rio Claro para morar e construir sua carreira e família. Está em seu segundo mandato como vereador e teve a chance de vivenciar o cenário político nacional na época do então presidente Itamar Franco, por quem tem especial admiração, trata com cautela o assunto das eleições de 2020, principalmente quando seu nome é apresentado como possível candidato. Segundo João Paulo a hora é de trabalhar para a população carmelitana. O Entre Prosas conversou com o vereador sobre sua trajetória e aspirações políticas.


    Folha da Manhã - Seu pai, José de Castro Ferreira, nascido em Carmo do Rio Claro, foi um dos grandes expoentes da política nacional na década de 1990. Você acredita ter um “DNA político”?

    João Paulo - Na verdade, entendo o exercício da política como uma vocação, que é claro, herdei do meu pai, meu grande espelho. Desde muito cedo tive a oportunidade de aprender com ele, não apenas com palavras, mas com ações, o significado da boa política, da política das mãos limpas e da consciência tranquila. Quem herda, não furta. Infelizmente, conhecemos pessoas que entram para a política apenas para obter vantagens pessoais, o que resulta no que estamos vendo nos dias de hoje. Não estou aqui para isso, e sim, para honrar o nome e legado de meu pai, trabalhando de forma concreta em favor da população que me concedeu a honra de representá-la. Só quem tem a oportunidade de fazer o bem para a coletividade, sabe o quanto isso faz bem a si mesmo.

    FM - Como foi a sua relação com o Dr. José de Castro, quando você era mais jovem? Conseguiam conciliar a relação? Você o acompanhava em atividades políticas e de governo?

    João Paulo - Sou o filho caçula de oito filhos do meu pai, que faleceu em outubro de 2005 aos 71 anos. Apenas eu segui seus caminhos na vida pública. Sempre fomos muito próximos e ele muito presente, apesar da difícil conciliação entre o trabalho dele e meus estudos. Desde muito cedo o acompanhava em seus compromissos políticos, tenho inclusive em minha casa, em um quadro, uma camisa que eu usava ainda muito novo, de uma de suas candidaturas. Quando o Itamar Franco assumiu a Presidência da República, em 1992, eu e minha mãe nos mudamos para Brasília junto com meu pai, que acabara de assumir a Consultoria Geral da República, hoje Advocacia Geral da União. Eu estudava em tempo integral e o ritmo de trabalho do grupo do Presidente era muito intenso, mesmo morando na mesma cidade não era fácil conciliar. Para que eu pudesse ficar mais tempo com ele, comecei a acompanhá-lo em suas agendas, sempre que me era permitido. Foi uma experiência incrível que até hoje carrego em minha memória e tento aplicar no conturbado dia a dia da política.

    FM - Além de seu pai, você tem algum outro exemplo na política? Quem? Como surgiu essa admiração?

    João Paulo - Além do meu pai, minha maior referência política é o saudoso Presidente Itamar Franco, homem sério, simples, íntegro e comprometido, que mesmo na presidência da república não sucumbiu aos encantos do poder e se manteve próximo à população; só olharmos sua popularidade ao deixar o cargo, mais de 80%!! Impensável nos dias de hoje. Mantive uma relação muito próxima com Itamar em virtude do meu pai, que inclusive escreveu um livro sobre os bastidores do seu governo. Qual o mineiro que não tinha orgulho de dizer que o Presidente da república era do seu estado, a chamada “república do pão de queijo”? Aliás, este ano comemoramos 25 anos do Plano Real, o maior da nossa história. Tenho uma tristeza profunda ao ver que a mídia, em geral, dá o crédito exclusivo do plano para o Fernando Henrique Cardoso, sem sequer citar o nome de Itamar. A simplicidade de Itamar e sua credibilidade junto aos brasileiros permitiu que ele encomendasse e fornecesse todo apoio necessário para que o plano fosse desenvolvido e colocado em prática. FHC jamais seria capaz de idealizar o Plano Real. A estabilidade econômica do país tem um nome, Itamar Augusto Cautieiro Franco. Inclusive, nós da região, devemos ser gratos à sua memória, pois foi ele que impediu a venda de Furnas, quando Governador de Minas, através de uma comissão anti-privatização criada por ele e presidida por meu pai, que também tinha como membro a hoje Ministra do STF Carmem Lúcia.

    FM - Como e quando surgiu seu interesse pela política partidária e por que justamente em Carmo do Rio Claro?

    João Paulo - Por mais que não tenha nascido em Carmo do Rio Claro, e isso não é segredo para ninguém, escolhi a cidade que meu pai amava para exercer minha vocação. Por duas vezes a população carmelitana me concedeu a responsabilidade de representá-la, e levo isso muito a sério. Qualquer um pode comprovar isso através do meu trabalho. Não existe uma explicação para como isso aconteceu, obra de Deus, mas posso afirmar que as coisas se deram de forma natural, como devem ser. Hoje todos me conhecem como representante de Carmo do Rio Claro, título que ostento com muito orgulho.

    FM - Você exerce pela segunda vez o cargo de vereador? Qual a razão de você estar no PDT?

    João Paulo - Sim, sou vereador pela segunda vez, fui eleito nas eleições de 2004 e 2016. Meu pai foi um dos fundadores do Partido Democrático Trabalhista (PDT), junto com Leonel Brizola e Ivete Vargas, reconheço a importância histórica do partido na nossa política e tenho certeza que contribui muito para o crescimento da legenda em meus dois mandatos. Porém, não concordo com as posturas que o PDT vem adotando, o que vem me afastando do partido. Acho que é chegada a hora de enfrentar novos desafios partidários, junto com pessoas que falam a mesma língua do que eu, para traçarmos um futuro melhor para Carmo do Rio Claro. Vamos aguardar o período da chamada “janela partidária” para nossos próximos passos, sejam eles quais forem. A vida é feita de ciclos.

    FM - Quais são os maiores desafios enquanto vereador de Carmo do Rio Claro?

    João Paulo - Os desafios são enormes, a começar pela força contrária que sofremos, não vou citar por uma questão de ética. Entendo que nosso maior desafio é estabelecer uma política de redução do espaço entre representante e representado. Buscando atender às demandas da população de forma coletiva, não individual.

    FM - Gostaria de mencionar alguma lei ou projeto que tenha aprovado ou elaborado? Quais se destacam? Como você avalia a importância desses projetos?

    João Paulo - Não me preocupo em apresentar um grande número de projetos, apenas para falar que sou o vereador que tem mais propostas, o que vale é a qualidade e o efeito que eles produzem a favor da população. Mas tenho dois projetos que considero de grande importância. O primeiro é o que impede que condenados pela chamada Lei Maria da Penha ocupem cargos de confiança na administração pública municipal, valorizando as mulheres e o combate ao feminicídio. O segundo é o que determina que prefeito e vice-prefeito só recebam seus salários após o pagamento integral da folha, valorizando o funcionalismo público e gerando mais responsabilidade por parte dos administradores. Porém, o que eu considero mais importante, foi o primeiro projeto que apresentei nesta legislatura, acabando com o recesso parlamentar do meio do ano e reduzindo as férias dos vereadores de 88 dias para 40. Não existe motivo para a maioria da população ter 30 dias de férias, e nós, 88. Devido ao meu projeto, não existe mais férias agora em julho, na Câmara Municipal de Carmo do Rio Claro. Precisamos acabar com essas distorções, a vida pública não pode ser luxuosa, eu sou empregado do povo.

    FM - Você participou ativamente na região das campanhas de importantes lideranças políticas, como do senador Rodrigo Pacheco, cotado para ser o próximo governador de Minas Gerais, do deputado Luís Tibé, bem como coordenou, em seu município, a campanha do deputado João Vitor Xavier, indicado pré-candidato à Prefeitura de Belo Horizonte no próximo ano, todas vitoriosas. Isso certamente o permitirá pleitear voos mais altos?

    João Paulo - Tive o prazer de participar das campanhas vitoriosas desses amigos pessoais, o que certamente vai possibilitar mais atenção para Carmo do Rio Claro, o que já está acontecendo e vai acontecer ainda mais. Meu pai foi o único deputado estadual e o único deputado federal da história da nossa cidade. Mas isso é outro assunto, meu foco agora é na política local, no município, onde todos os serviços são prestados à população e onde meu trabalho de fato fará a diferença. Quero continuar trabalhando para o Carmo, para todas as carmelitanas e carmelitanos, até a última casa da última rua. Ainda há muito a ser feito.

    FM - Numa eventual disputa para a Prefeitura de Carmo do Rio Claro, você é apontado pelas lideranças regionais como integrante da chamada “nova política”. A que você atribuiu esse rótulo?

    João Paulo - Não acredito na existência da nova política, e sim, de uma política em favor da população, das mãos limpas e da consciência tranquila. Me empenho muito no exercício do meu mandato e isso certamente reflete não só na cidade, mas em toda região. Temos uma nova geração, atuante e empenhada, que certamente fará a diferença, como o Douglas do Bordado em Areado, Rafael Freire em Alpinópolis e o Alemão em Alterosa, dentre outros. Ações como a redução das férias certamente contribuem para esse título, a população está cansada de demagogia e blá- blá - blá.

    FM - Sendo eleito prefeito de Carmo do Rio Claro com a bandeira da “nova política”, como pretende diferenciar sua administração das que até hoje a cidade teve?

    João Paulo - O caminho da chamada nova política é uma gestão moderna, que possa atender aos anseios dos carmelitanos, sem populismo, mas com resultados concretos para quem mais precisa, através de saúde e geração de emprego. Passa também pelo corte de privilégios, que vai desde quase 3x os dias de férias do cidadão comum, já cortado por mim na Câmara, até vagas exclusivas para vereadores e prefeitos. Uai, se todos podem procurar vagas para estacionar seu carro, por que eu não posso? Porém, tudo isso será discutido no momento oportuno, a antecipação do debate eleitoral só interessa a quem não trabalha por Carmo do Rio Claro. Só chegamos até aqui porque trabalhamos muito, com foco e objetivos, e assim vamos continuar.

    FM - Além de estar no exercício da militância política, você também tem o DNA da tradicional advocacia, neste caso, herdado também da sua mãe, hoje importante dirigente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil. No que essa sua formação também poderá ajudar Carmo do Rio Claro e a região do sudoeste mineiro?

    João Paulo - Tenho advocacia na minha veia dos dois lados. Meu pai sempre teve o maior orgulho de ser advogado e sempre sustentou sua família com recursos oriundos da advocacia. Minha mãe foi Secretária Geral da Ordem dos Advogados do Brasil do Rio de Janeiro e hoje está no Conselho Federal, junto com nosso presidente Felipe Santa Cruz, lutando por uma advocacia mais justa e pelas garantias constitucionais. Também sou advogado, e recentemente fui nomeado Secretário da Comissão Especial em Defesa dos Municípios do Conselho Federal da OAB, onde posso ao mesmo tempo exercer minha profissão e lutar por um pacto federativo mais justo e pelos direitos das nossas cidades, que só em Minas Gerais são 853. O objetivo é sempre prestar o melhor serviço para nossa cidade, por isso estou em constante busca do meu aprimoramento. Como agora, que estou cursando pós-graduação em Administração Pública e Gestão de Cidades. A advocacia não é profissão para covardes e é neste sentido que vamos seguir na luta, por uma Carmo do Rio Claro melhor.

    FM – Quando não está se dedicando à advocacia, nem à política, quais as suas atividades prediletas?

    João Paulo - Quem me conhece, ou acompanha, sabe que dedico minha vida praticamente à advocacia e meu mandato. Quando não estou trabalhando, aproveito para curtir minha esposa, família, os cachorros, Laika, uma dog alemã e o Skoob, que é um viralata que eu e minha esposa tiramos da rua. Gosto muito de receber familiares e amigos em minha casa, como um bom mineiro. Meu programa preferido de domingo é ir à feira de Agricultura Familiar em Carmo do Rio Claro, que está imperdível. Gosto muito de esportes, em especial futebol. Certamente o apoio ao esporte é uma de minhas principais bandeiras. 

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