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    11/07/2019 09h42 - Atualizado em 11/07/2019

    Adriana Esteves e Antonio Calloni fazem balanço de "Assédio"

    O sonho é nobre, a coragem é revolucionária. A dor de um abuso sexual pode ser uma facada na alma, mas a luta é o que faz o coração voltar a bater. A cada conquista das vítimas, uma vitória de todas as mulheres. No décimo e último episódio de ‘Assédio’, elas vão reencontrando seus rumos, seus risos, seus amores. Mas histórias baseadas na realidade nunca terminam exatamente como nos contos de fadas. Vai ter fuga, prisão e subterfúgios jurídicos. Vai ter força, decepção e resistência. Vão ter mulheres vitoriosas a cada conquista, vencedoras de cada batalha.
    “Sem dúvida um dos trabalhos com mais peso social de que participei. Acho que a série foi feita num momento oportuno para discussão de um assunto tão grave, e há tantos anos existente, que é o assédio. Acredito que as pessoas se sentiram bem sensibilizadas com toda a história. É um trabalho que serve como denúncia, alarme e propõe esperança. Ele aponta caminhos. E isso pra mim é um dos maiores méritos da série”, conta a atriz Adriana Esteves, que vive a professora Stela.
    “A repercussão da série foi fantástica. Tenho certeza que gerou muita discussão e, principalmente, encorajou muitas mulheres que sofrem e sofreram assédio. A vitória dessas mulheres corajosas e empoderadas foi o principal estímulo da série. O trabalho cumpriu sua missão”, diz o ator Antonio Calloni.
    “Desde o início estava claro o lugar do antagonista. Mas as mulheres, as vítimas, eram muitas. Me interessa falar sobre o machismo, mas sob a ótica do feminino. Então, invertemos a narrativa. A história é sobre essas mulheres, que juntas encontraram forças para vencer a violência e se tornaram protagonistas da própria história. Se ajudarmos uma pessoa, seja uma mulher ou um homem, a entender o ponto de vista feminino, valeu a pena”, explicou a autora Maria Camargo.
    Na história, a quebra do silêncio das vítimas gera um movimento crescente e desperta nas demais mulheres o desejo por justiça. Elas passam a entender que juntas são mais fortes. As angústias, dúvidas, conquistas e desabafos são contadas através das histórias de Stela (Adriana Esteves), Eugenia (Paula Possani), Maria José (Hermila Guedes), Vera (Fernanda D’umbra) e Daiane (Jéssica Ellen), da obstinação da jornalista Mira (Elisa Volpatto), além, claro, das mulheres que cercam esse homem, como sua mulher primeira mulher Glória (Mariana Lima) e sua segunda esposa Carolina (Paola Oliveira). A série tem ainda participações especiais de Mônica Iozzi, Bárbara Paz, Vera Fischer, entre outras.
    “Procurei uma empatia com essas mulheres. Um trabalho com essa denúncia, ele cumpre uma função artística e social muito grande. Esse assunto tem que deixar de ser um tabu. É uma série corajosa, que fala de sororidade, de amizade. Essa é uma porta aberta, que não vai se fechar mais. Ainda vamos ter que pensar muito, gritar muito, falar muito sobre isso”, resumiu Adriana Esteves.
    A diretora Amora Mautner falou sobre a escolha estética para tratar um assunto tão duro. “O texto era tão subjetivo, que já inspirava um tipo de imagem crua. Aquelas mulheres estão morrendo por dentro. Então procuramos uma luz mais verde, com as de necrotérios. Mas as personagens, de alguma forma, pulsam vida. Eu gravava aquelas cenas sempre lembrando que elas seriam vitoriosas”, explicou a diretora Amora Mautner.
    Condenado, Roger Sadala (Antonio Calloni) saiu do tribunal com o direito de aguardar em liberdade o mandado de prisão ser cumprido. Ele aproveita a oportunidade e foge antes de a polícia chegar. Revoltadas, as vítimas se reúnem para descobrir rastros que levem ao ex-médico. Com a ajuda de Mira (Elisa Volpatto), encontram a rota do dinheiro que ainda o sustenta e ele acaba preso no Paraguai, onde estava vivendo com Carolina (Paolla Oliveira) e os dois filhos do casal.
    Stela reata com Homero (Leonardo Netto) e eles adotam uma menina. Eugênia apoia Ronaldo (Felipe Camargo), que toma coragem para fazer exame de DNA, que comprova a paternidade da sua filha. Daiane (Jessica Ellen) passa a trabalhar na mesma escola de Stela, onde os filhos também estudam. Vera (Fernanda D’Umbra) e Maria José (Hermila Guedes) seguem suas vidas com suas famílias.
    As cenas fazem parte do último episódio de ‘Assédio’, que vai ao ar nesta sexta-feira, dia 12, após o ‘Globo Repórter’. Primeira série original da Globo desenvolvida com exclusividade para o Globoplay, ‘Assédio’ é escrita por Maria Camargo, com Bianca Ramoneda, Fernando Rebello e Pedro de Barros. A direção artística é de Amora Mautner, direção geral de Joana Jabace e direção de Guto Botelho. A série é livremente inspirada no livro “A Clínica: A Farsa e os Crimes de Roger Abdelmassih”, de Vicente Vilardaga. 

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