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    08/07/2019 09h04 - Atualizado em 08/07/2019

    Antônio Clarete Oliveira, Aposentado e ex-empresário da Sentinela Service

    "Coibir a prática de propina é bem complicado, pois, isso virou um câncer"

    Adriana Dias - Da Redação

    Considerado como o principal envolvido nas denúncias que culminaram com a operação Caminhada, comandada pelo promotor Paulo Márcio da Silva em agosto de 2010, caso que ficou conhecido como ‘Claregate’, o ex-empresário Antônio Clarete Oliveira volta à cena político-administrativa para uma entrevista ao Entre Prosas em que conta sobre a perpetuação da prática de propina nas contratações de empresas de terceirização na Prefeitura de Passos. Ele, que chegou a ficar financeiramente bem sucedido, se vê hoje numa situação bem complicada, perdeu quase todo seu patrimônio, mas se diz orgulhoso de não ter se vendido nem aceitado participar do que ele chama de ‘falcatruas’ na administração. E assegura não ter temido nem temer pelo fato de ter feito delação premiada à época, contando ao Ministério Público tudo o que sabia. E, agora, com o estouro recente da operação Sacripanta, o ex-empresário conta um pouco de como tudo funciona no mundo das propinas. Natural de Taciba, São Paulo, aos 74 anos, mora numa casa simples na Cohab IV com sua esposa Cecília, com quem vive há 31 anos. É pai de quatro filhos, com a primeira e a segunda esposas.

    Folha da Manhã - Na época, o senhor era o responsável pela empresa Sentinela e pela Naos Service, que prestavam serviços tanto para a Prefeitura quanto para a Câmara de Passos. Quantos servidores o senhor empregava no auge do empreendimento?

    Clarete - Prestei serviço para a Prefeitura com a empresa Anjos da Noite e com a Sentinela Service. Anjos da Noite no meu nome e meu CNPJ, e a Sentinela era inscrita no nome da minha esposa Cecília Ribas de Oliveira e eu era o responsável procurador. E a Naos Service era do meu filho, mas os funcionários atendiam à Câmara Municipal. Entre os funcionários da Câmara e Prefeitura, chegamos a empregar 182 pessoas.


    FM – O MP afirma que essas contratações irregulares na Prefeitura de Passos, evidenciadas agora com a operação Sacripanta, vêm desde a época da operação Caminhada. O senhor acompanhou o desfecho desses casos recentes?

    Clarete – Tenho acompanhado pelo jornal. E, pelo jeito, elas têm relação, sim. Naquela operação Caminhada, que foi da época do prefeito Ataíde Vilela, o promotor Paulo Márcio me convidou para ir conversar. Ele fez um interrogatório comigo, ele até falou: “Vou te convidar pra vir tomar um café”. E, nessa aí, eu de vítima, acabei sendo réu por causa da Câmara, que é outro detalhe. Nessa colaboração, com o meu depoimento, eu ganhei delação premiada. A minha saída da Prefeitura, quando Ataíde entrou, ele retroagiu o meu contrato e fez um emergencial de seis meses. Eu nem participei da concorrência, porque a briga foi feia. Janeiro e fevereiro, ele não pagou, aí, quando fez dois meses, ele fez o pagamento. Os dois meses que fechavam, ele fez o pagamento. Inclusive, o último pagamento, ele exigiu que nós fizéssemos as folhas, levássemos as guias de recolhimento e ele foi pagando um por um dos funcionários, com cheque nominal dos funcionários. Tivemos dois pagos com o Paulo Márcio e Aldo Gurian, meu contador, meu advogado no Fórum. O prefeito retroagiu, o salário tinha ido para R$300, e ele continuou pagando R$277. Aí não tinha como eu recolher os impostos e pagar os funcionários. Foi feito um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) para acertarem comigo, e, quando eles acertassem, eu pagaria a diferença. Até hoje, eu não recebi aquilo. Ficaram 293 mil horas, uma coisa parecida, por aí, eu tenho em documentos, a cabeça da gente esquece um bocado, sem acertar. Eu fiquei sem receber esse dinheiro, cerca de R$290 mil, pois eram 93 mil horas, a $2,50, e ainda as cauções que eu tinha depositado, prática normal em licitações. Isso me quebrou.

    FM – O senhor se julga injustiçado, por ter sido o único a ser punido em todo o processo? Gastou muito dinheiro para se defender na Justiça?
    Clarete – Fui. Eu perdi alguns serviços em empresas por causa da fama daquilo que correu. Tinha aquele jornal, Correio dos Lagos, e nos jornalecos por aí, era cedo, de meio-dia, de tarde, o meu nome era “pichado”. Onde ouve a CPI, tem lá nos autos, quando me chamaram de mentiroso pelo Valdemar Ribeiro. De mentiroso e formador de quadrilha, eu dei um tapa, não estupidamente, mas falei: “Opa, mentiroso, não”. Porque eu quero ir morar no céu e não num lago de fogo. Em Apocalipse, está registrado, em 22,15, diz que o mentiroso e quem ama a mentira vai para o lago de fogo, e eu quero ir para a glória, eu quero ir para o céu. Houve um silêncio, me falha a memória o nome de quem presidia a CPI à época que falou: “Sr. Antônio, com isso ai nós saímos um pouco fora do assunto”. Porque toda vida eu fui temente a Deus; é errado papai me ensinou que pegar as coisas alheias não era da vontade de Deus. Isso eu aprendi, como já disse, minha família tem tradição.
    FM - O senhor entrou nesse ramo porque teve uma ideia de trabalhar fazendo o serviço de vigia usando bicicleta. Foi isso?
    Clarete - Isso. Eu comecei de bicicleta, na rua Presidente Antônio Carlos, bem no centro, pois, já na década de 1990, a criminalidade estava assombrando os comerciantes do centro. Comecei vigiando uma casa e fui aumentando para o quarteirão todo. E, dessa maneira, nasceu a Anjos da Noite, que posteriormente se tornou a empresa Sentinela. Com isso, o prefeito José Hernani Silveira foi à minha casa, que era lá na rua Espírito Santo, e me propôs a fazer o serviço de vigia no Distrito Industrial, que foi onde começamos. Depois, fechei negociação particular com a Cooperativa Agropecuária do Sudoeste Mineiro. E, rapidamente, eu já havia estendido os serviços para a região também. Atendia a Passos, Pratápolis, Cássia, São José da Barra, Alpinópolis, Carmo do Rio Claro.

    FM - Não tem nada que o senhor tenha a “dever” para a Justiça?

    Clarete - Nada. Pode ir ao Fórum, eu não devo nada à Justiça. Não. Nada devo a Justiça. Na Câmara, foi um documento lá que me incriminava, e a mando do presidente da Câmara, o vereador José Roberto Bernardes, que eu acho que ainda tem alguma causa para resolver. Foi nessa situação que eu ganhei a delação premiada. É coisa simples, pequena. O que me pesou foi o da Prefeitura.

    FM - E o senhor conseguiu acertar com todos os funcionários?

    Clarete - Consegui. Inclusive, eu intimei que eles me levassem à Prefeitura, ao Ministério do Trabalho, e eu acertei com todo mundo, fiquei livre de pendências. E, para isso, vendi os bens que eu tinha.

    FM - O senhor chegou a ficar rico?

    Clarete - Fiquei. Uma empresa que, quando um salário-mínimo era de R$265, ter um faturamento de R$85 mil, não só da Prefeitura, das outras prestações de serviço, eu era um homem rico. Financeira, materialmente, fui, mas me considero rico a vida inteira, espiritualmente.

    FM - Segundo a denúncia do MP, naquela época, o senhor apenas deu continuidade a uma “tradição” nesses contratos da Prefeitura. Hoje, o senhor se considera que serviu como laranja? Como o senhor se envolveu nessas licitações? A iniciativa de promover uma licitação viciada e irregular partia da Prefeitura ou dos empresários envolvidos?
    Clarete - Não. Não, porque quando eu abri a empresa no nome da minha esposa, automático, no cartório, eu assumi tudo.

    FM - Então o senhor não era laranja? Mas tinha alguma empresa que era?
    Clarete - Não, eu não era laranja. Na minha, não. Lá na Resolve e na JSD eu não vou falar, mas, segundo as informações, as empresas eram nos nomes das esposas dos dois proprietários, e, no Fórum, foram relatar como se eu fosse laranja, mas eu não era. As empresas eram minhas. Fui difamado demais, a EPTV veio à minha casa gravar, mas, a pedido do senhor Paulo Márcio de que eu não desse entrevista nenhuma. Porque corriam em sistema de sigilo as investigações. Foi aí que estourou a operação Caminhada. Portanto, quando chegaram à minha casa, era mais de dez horas da manhã. A minha advogada é que estava acompanhando, na minha casa. Não entrou que nem nos outros lugares, chegar e pegar às 6h da manhã.


    FM – O que o senhor acha que dá para fazer para coibir essa prática?
    Clarete – Sem dúvida, essa é a pergunta mais difícil que você me fez. Coibir a prática de propina é bem complicado, pois, isso virou um câncer. A situação que estamos vivendo agora, eu preciso ir com a minha esposa à cidade, ou ir a algum lugar, um médico, eu tenho que ficar pedindo socorro pra um e pra outro. Não tem um ônibus mais para cadeirante, aliás, não tem nem ônibus. Para essa empresa prestadora do serviço de transporte público existir, antes, no mínimo um ano, o prefeito Carlos Renato de Lima Reis, o Renatinho, tinha que ter feito um projeto de licitação. Eles têm homens capacitados lá dentro do setor de licitação. Como saiu agora que vão contratar uma empresa de licitação para esse contrato emergencial, isso custa muito dinheiro. Para depois a Prefeitura entrar com uma licitação. Eu não aceitei, por isso fui excluído do processo. Ganho um salário como aposentado. A minha esposa, cortaram o benefício dela, que há dois anos e quatro meses ela tomou uma injeção lá na UPA, e ela ficou na cadeira de rodas. Está ali o carrinho dela. Entrei agora, esta semana, vou ganhar a cadeira elétrica, ela não tem mais cura. Ela está com 51 anos. Estou movendo uma causa contra a Prefeitura e movendo também sobre a aposentadoria dela.

    FM - O senhor acha que essa prática de oferecimento de propina ocorre só em cidades pequenas?
    Clarete - Isso é bíblico e no mundo inteiro. Pra você ter uma prova, nessa eleição passada, só havia três candidatos com o nome limpo. Um, eu conheço muito, muito meu amigo, chegou a me convidar para ser deputado no Paraná, Álvaro Dias. O Cabo Daciolo e o Bolsonaro. Foram os únicos três fichas limpas. E como é que essa multidão saiu tendo os nomes ficha suja? Nas pequenas empresas tem corrupção, isso virou um câncer mundial.

    FM - E como o senhor vê, hoje, aquelas pessoas que foram denunciadas, elas estarem aí vivendo suas vidas livremente, sem pagar nada para a Justiça?

    Clarete - Eu não sei se foi no meu caso, mas Ataíde andou até sendo preso, Aldo Gurian saiu no jornal, mas continua livre por aí, e a gente vê. O advogado José Donizetti Gonçalves, que estava na época também, eles fazendo devolução de algumas pequenas diferenças. Mas é só isso.

    FM – Então, o senhor acha que a mesma prática que acontecia lá na época do prefeito Ataíde Vilela é o que acontece agora? Porque, o que aconteceu com essa operação Sacripanta é o seguinte: a empresa que era, é ainda, pois, não finalizou o contrato, que é a prestadora dos serviços, que é a empresa Conquista, fez uma licitação com a Prefeitura, ganhou, e recebia, por exemplo, para limpar ruas. Nove ruas ou dez ruas, ela limpava só três e recebia pelas dez, não tinha quem fiscalizava, deveria ter. A empresa estava recebendo um valor, mas para prestar um serviço menor.
    Clarete - É parecido com a situação da empresa Resolve Service e da JSD, que não eram minhas. Era de propriedade de outros empresários, que estão na ação, que são Silênio Martins, Josiana Silveira Lopes Martins, Antônio Carlos Vilela e Adenilda de Souza Medeiros Vilela. Na época, foram ouvidos e denunciados também os secretários Wanilton Chagas, Gilberto Lopes Cançado, o Betaca.

    FM – O que fez com que acabasse o contrato do senhor, que o senhor delatasse?
    Clarete - A Resolve Service fez um contrato com a Prefeitura no valor de R$4 milhões, isso está tudo nos autos. Era exatamente o mesmo contrato que eu tinha e que eram pagos R$669 mil, o mesmo serviço. O mesmo número de postos de serviço, os mesmos lugares. Em alguns casos, inclusive até o mesmo profissional. Na lei de licitações fala que só pode aumentar, no máximo, 25%. No meu caso, eram 18 mil horas, foi para 900 e não sei quantas mil horas na outra empresa. Inclusive, tiveram o cuidado de fazer um gráfico que começa baixinho e vem assim, e sobe lá em cima essa diferença.

    FM - O senhor fez a delação porque se sentiu traído na troca da empresa?
    Clarete - Não. Na minha tirada da Câmara, a advogada da época, que era procuradora do município, Josilane Zapparoli, me atendeu. Eu passei na quarta-feira, ela pediu para eu fazer um contrato, ela pediu para eu assinar uns papéis e uns documentos para ela, que iria fazer um aditivo no contrato até que saísse uma nova licitação. Só que, na sexta-feira, ela me dispensou por telefone. Ela chegou a me falar que não me conhecia nem nos corredores da Prefeitura. Quantas licitações eu tive quando era ela a procuradora da Prefeitura… E justamente ela, uma das poucas para quem eu arrumei emprego com pedido feito por ela, para seu pai. Aliás, nesse tempo todo que prestei serviço, só ela e o Waldemar Ribeiro me pediram vagas para indicados deles. E eu arrumei. Mas eles trabalhavam realmente, não eram fantasmas, como o Ministério Público suspeita de existirem nos contratos atuais.

    FM - Mas a prática, pelo jeito, continuou.
    Clarete - É. Isso aí foi passando pra frente.

    FM - E o senhor gastou dinheiro para pagar advogado para se defender?
    Clarete - Não, foi nomeada uma advogada. Ela que me acompanhou o tempo todo. Eu não tinha condições financeiras. Quando me chamaram para depor, eu expliquei minhas condições.

    FM – Esse modelo de licitação da contratação de mão de obra é sempre suscetível a irregularidades na contratação?
    Clarete - Uai, quem está no mundo está sujeito. Proposta, eu tive. O meu advogado, que já faleceu, Marcio Betelem, ele tendo uma conversa com o secretário de administração também foi sugerido que fizéssemos pagamentos por fora. Não aceitamos; me convidaram para eu ir para a maçonaria, e eu continuar na Prefeitura. Quem quer ser maçom, que seja, só que, para mim, como cristão, não serve. Saiu uma proposta em dinheiro, sem falar número, mas saiu posposta em dinheiro. Dinheiro não me compra. Eu queria prestar serviço e honesto. Direito e correto. Quando eu delatei, levantaram uma CPI contra mim na Câmara, isso tem tudo gravado lá, e então, dessa CPI, foi quando eu denunciei a Câmara, aí, juntamos todo aquele problema que estava tendo com a Prefeitura que o Paulo Márcio me chamou, e eu delatei tudo.

    FM - O senhor ficou com medo?
    Clarete - Não. Nenhuma hora eu tive medo. Primeiro, eu confio no nosso Deus supremo, e eu não tenho dívida nenhuma com o poder público. Eles é que ficaram me devendo dinheiro. E não vou receber.

    FM - Algum de seus filhos chegou a ser sócio do senhor?
    Clarete - O Ubiratam era um dos diretores da empresa. Tinha toda a autonomia e um salário mais elevado. Não era bem um sócio, mas tudo o que era dele também. Atualmente, é funcionário da Santa Casa.

    FM - O senhor considera que era uma quadrilha?
    Clarete - Uai, se são dois fazendo uma falcatrua, eu não vou usar outra palavra, só pode ser quadrilha. Nós estamos em três, se nós vamos agir, se tornou uma quadrilha. E era bem mais que três. Muitos mesmo. Entre marido e mulher, minha esposa nunca foi chamada lá. Meu filho, nunca...

    FM - Vereadores, políticos e lideranças partidárias se envolviam na indicação de pessoas? Eles chegavam? Hoje, temos caso de vereadores com 50 indicações.

    Clarete - Tem. Foi o caso meu da Câmara. Eu tinha funcionária que custava R$287 pra mim, as telefonistas, eu tive que colocar uma indicação do Wanilton Chagas e uma indicação do José Roberto Bernardes. O motorista também foi indicado do Zé Roberto. Teve dois vigias, dois seguranças.

    FM - E eles tinham salários mais altos que a maioria?
    Clarete - Ganhavam. Foi por isso que acabei me incriminando. Com esses cinco funcionários. Onde eu ia pagar um funcionário com R$287, tive que pagar R$500. O salário de um motorista, que era R$450 pelo sindicato, lá tinha que pagar R$750.

    FM - Isso a pedido deles?
    Clarete - A pedido deles. Foi a única indicação, porque ia sair uma licitação e aumentar o quadro. E eu pretendia continuar trabalhando, portanto, eu saí da Prefeitura, mas continuei na Câmara. Foi aí que deu, quando eles colocaram a Resolve, sem licitação.

    FM - O senhor nunca fez, mas sugeriram para o senhor?
    Clarete - Na passada do Ataíde. Dr. Hernani, o pessoal de lá, nunca fez proposta pra mim. Cada secretaria tinha sua folha de pagamento. Eu fazia o relatório de horas e onde foi prestado o serviço.

    FM - Com relação, agora, a essa Conquista. O funcionário recebe um salário-mínimo e a Prefeitura paga por esse funcionário R$3 mil. A diferença desses dois mil, segundo eles, é para pagar encargos, impostos e tudo mais. O senhor acredita que seja só para isso mesmo?
    Clarete - Os encargos, eles falam que é menos. Se você for somar os encargos e despesas, eles custam, para mim, 72%. Não é só os impostos. Eu tenho o aluguel, o contador, o advogado, que é somado a isso aí mesmo.

    FM - E não ficaria mais barato a Prefeitura ter concurso público e ter esses funcionários?
    Clarete - Ficaria bem mais barato.

    FM - E por que não fazem? É justamente para dar margem para à propina?
    Clarete - Deve ser. Deve não, é. É a margem para a propina. Agora, essa contratação de uma empresa, especializada em terceirização. Se nós temos elementos ali, com a equipe de licitação faz, eles têm um projeto, e fazem, até chegar a um denominador comum. Ou então, se vai contratar uma empresa de licitação, dispensa os funcionários, trabalha na licitação, entende? Na minha época, nunca houve uma proposta suja. Nem do Nelson Maia, nem do Dr. Hernani. Na entrada com o Ataíde é que houve a tempestade. Eu já não concordei. Colocaram a JSD sem licitação, já prevendo ficar no meu lugar. Antes do Dr. Hernani, houve uma licitação. O Dr. Hernani já foi carta marcada. Silênio, que entrou na Resolve. Sabemos que Wanilton Chagas, na minha época, ele era secretário de Turismo. Eu tinha funcionário que trabalhava lá e cada secretaria pagava a sua parte. Este indicava e acho que faz indicações até hoje. Da operação Caminhada, ele foi um dos envolvidos. Ele entrou lá pela Câmara, quando eles fizeram para eu colocar uma moça lá, a telefonista, era indicada dele, a outra indicada do Dr. Zé Roberto. 

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