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    04/07/2019 09h55 - Atualizado em 04/07/2019

    A força de Alagoa

    Queijo Artesanal da cidade mineira de Alagoa mostra a força de produtores locais

    Nas terras altas da Mantiqueira, na cidadezinha Alagoa, no extremo Sul de Minas, o coronel Porfírio Mendes Pinto já figurava, no século 18, como um dos maiores produtores de leite da região. Tempos depois, há 100 anos, o italiano Paschoal Poppa e sua esposa Luiza Altomare Poppa chegaram à cidade. Os pastos de Alagoa chamaram a atenção dos italianos e se tornaram local para o gado fornecer o leite para aquele que viria a ser um queijo artesanal especial. A altitude, o clima, a geologia, a água e o pasto, somados ao saber fazer e pôr a mão na massa, conferiram singularidade a um produto que desperta os paladares dos apreciadores de queijos e de produtores cada vez mais atentos a valores que podem ser agregados.
    Hoje, o Queijo Artesanal de Alagoa é feito por 135 produtores responsáveis por quase 1,5 tonelada diária, segundo dados do Censo Agro, levantado pelo IBGE, em 2017.
    “Por muito tempo nosso queijo foi considerado tipo parmesão, mas não é. Parmesão é feito com leite pasteurizado e o Queijo Artesanal Alagoa é produzido com leite cru. Parmesão é produzido em grande escala, o artesanal, não. Também temos diferenças em relação ao modo de fazer. No nosso não se coloca sal diretamente na massa, a peça é salgada na salmoura. O Queijo Minas Artesanal (QMA) é feito com pingo, e o nosso é fermento, além do QMA não ser aquecido, ao passo que o nosso é elevado à temperatura de 46º. Estas são as diferenças”, explica o proprietário da loja Queijo D’Alagoa, Osvaldo Martins de Barros Filho, sobrinho dos proprietários da Fazenda 2M, em Alagoa, onde são produzidos os queijos.
    O comerciante em breve também será produtor, dez anos após o sucesso das vendas de seu queijo D’alagoa. Ele comprou terreno de 11 hectares, onde vai criar um rebanho de vacas leiteiras e construir uma queijaria. Dois silos antigos serão salas de maturação e a planta da queijaria será disponibilizada para outros produtores da cidade.
    Com apenas 2,8 mil habitantes, Alagoa vive praticamente do turismo e da produção do queijo. Tantas características únicas do Queijo Artesanal Alagoa conquistaram o paladar de diversos países. Para se ter uma ideia, o Queijo D’alagoa, produzido pela família Barros, foi premiado no Mondial du Fromage, na França este ano e, em 2017, após concorrer com 600 queijos de 37 países, na categoria queijo artesanal de leite cru de massa prensada e semicozida.
    Além destas premiações, outra marca de Queijo Alagoa, o Faixa Dourada, também em 2017, ganhou o prêmio Queijo Brasil, de São Paulo, como melhor queijo artesanal do país. “Este queijo possui maturação de 40 dias no azeite, o que cria um biofilme em volta do produto não o deixando ressecar, ficando úmido e com maravilhoso aroma”, informa Oswaldo. Entre outras premiações, o queijo recebeu reconhecimentos de qualidade e inovação por instituições e entidades de todo o Brasil. “Todo mundo ganha com o Queijo Alagoa, que ajuda no desenvolvimento local, melhorando a vida das pessoas”, observa o comerciante.

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