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    02/07/2019 08h19 - Atualizado em 02/07/2019

    Ilhas Cayman: bonitas por natureza

    Conhecido sob a alcunha de ?paraíso fiscal?, o arquipélago no Caribe mostra que tem muito mais a oferecer: praias de mar cristalino, bons restaurantes e natureza exuberante

    Bruna Toni - Especial para a Folha

    Quando Cristóvão Colombo alcançou as águas caribenhas de Cayman, no início dos anos 1500, o que encontrou foi mesmo um paraíso. Cercado por um mar cujo tom varia do azul-marinho ao verde-água transparente, o arquipélago formado por três ilhas - Grand Cayman, Cayman Brac e Little Cayman - surpreendeu os europeus. Impressionados com a quantidade de tartarugas que ali habitavam, chamaram o local de Las Tortugas. E apesar de o país ter mudado de nome (e de as tais tartarugas terem quase sido extintas após anos de caça), o animal ainda estampa as principais marcas nacionais.
     Para os piratas, que começaram a procurar Cayman como esconderijo, as ilhas também foram paraíso. Ao sul de Cuba e ao noroeste da Jamaica, seus 264 quilômetros quadrados de área eram eficientes para se isolarem com seus tesouros saqueados. Mesmo hoje, com ares globalizados, o destino ainda é alternativa a quem quer fuga do mundo urbano ou de centros agitados como Miami - a 1h20 de voo.
    Paraíso também era à Inglaterra, aliás. Tanto que foi alvo de disputa entre britânicos e espanhóis até a assinatura do Tratado de Madri, em 1750, quando a coroa espanhola reconheceu o domínio inglês. Domínio esse que nunca findou: as Cayman seguem até hoje sob tutela da Grã-Bretanha, tema que divide moradores a favor e contrários à independência.
    Neste século 21, as Cayman mais uma vez mostraram ser paraíso, dessa vez pelo paladar. As ilhas viraram capital gastronômica do Caribe por investirem em restaurantes que exploram com maestria ingredientes locais, peixes e frutos do mar. Afinal, foi da pesca que a maior parte da população viveu até o início dos anos 1960, quando o turismo começou a crescer para se tornar a maior fonte de renda local.
    Foi também nessa época que as ilhas adotaram medidas para atrair bancos, seguradoras e outros investidores do sistema financeiro mundial. Em nome das offshores, seu governo abriu mão da cobrança de impostos, levando o país a se tornar, enfim, o paraíso fiscal que, se nada tinha a ver com aquele encontrado por Colombo, faria (quase) o mundo todo conhecer esse pedaço do Caribe. Em seis dias turistando na Grand Cayman, a maior e mais povoada das três ilhas (e onde está a capital, George Town), esta foi a faceta com a qual menos tive contato.
    Afinal, a cada encontro com moradores, vindos de tantas partes do mundo (cerca de 50% da população é imigrante, com maioria de jamaicanos), descobri que a versão mais autêntica de Cayman é sua diversidade cultural, cujo ponto em comum acaba sendo sempre o ritmo e a alegria caribenha. Basta assistir a um desfile do Batabano, o carnaval local, realizado sempre em maio, para entender a beleza dessa mistura.
    Descobri também, como os navegantes de outros tempos, uma natureza exuberante e imprevisível, que contrasta com a arquitetura padronizada à la Flórida. Por fim, descobri que, assim como a paisagem, a história das Cayman nos dá muitos outros motivos para considerarmos as ilhas um paraíso. 

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