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    29/06/2019 09h47 - Atualizado em 29/06/2019

    Vera Fischer conquistava o título de Miss Brasil há 50 anos

    Eliana Silva e Souza - Especial para a Folha

    O ano era 1969, e foi no dia 28 de julho, que a jovem Vera Fischer, aos 17 anos, conquistou o Brasil inteiro ao ganhar o concurso de Miss Brasil. Na época, o evento tinha ainda mais relevância do que hoje em dia, era disputado e comemorada por famílias inteiras. Fazia parte da vida brasileira.
    A então adolescente, nascida em Blumenau, Santa Catarina, se saiu muito bem em todos os quesitos, informando ao público que seu prato predileto era o estrogonofe e que adorou ler o livro Meu Pé de Laranja Lima. Desfilou para jurados e saiu da passaarela com a coroa e o cetro de campeã.
    De lá para cá, muita coisa mudou na vida de Vera, que se transformou em uma grande atriz de cinema, teatro e principalmente televisão. Na pessoal, muita agitação, entre altos e baixos. Foi casada com o também ator Perry Salles (1939-2009), com quem teve sua filha Rafaela. Seu outro filho, Gabriel, é fruto da sua relação com o ator Felipe Camargo.
    Mas o tema do dia é mesmo os 50 anos desse título de Miss Brasil, que a transformou em um ícone da moda e da beleza nacional. E é sobre esse asssunto que a atriz respondeu algumas perguntas, por Email:.

    P - Como se sentiu ganhando um prêmio tão badalado, principalmente naquela época? Hoje em dia já não mais o mesmo glamour, não é mesmo?
    R - Olha, o glamour continua. O que não tem é investimento em algo tão bonito. Em vários países da América Latina, do mundo, o concurso é valorizado, todo mundo para pra assistir, torcer, é lindo. Eu me senti ganhando o mundo, Naquela época era assim que uma menina se sentia ganhando o concurso de Miss.

    P - Considera esse um tipo de prêmio que valoriza a mulher como objeto? Como vê esse tipo de premiação?
    R - Não tem isso. É um prêmio que valoriza a beleza, a moda, o glamour. Os concursos masculinos também são lindos. Não se pode objetivar a mulher nunca e os tempos são outros. Nós mulheres colocamos a boca no trombone mesmo. O concurso não teria força para transformar a mulher em objeto. Tem força para valorizar a beleza.

    P - Como era a preparação para concorrer a um prêmio desses? Tinha a família ao se lado?
    R - Eu não tive família do lado. Encarei tudo sozinha. Era minha chance de conquistar minha independência e assim fiz. Não era fácil, viagem atrás de viagem, muita gente em volta, tempo pra nada, mas eu adorava aquilo tudo.

    P - Como foi sua passagem para a carreira de atriz? já tinha essa intenção ou surgiu depois do prêmio?
    R - Foi natural. Naquele tempo era natural os concursos de beleza revelarem também as atrizes. Eu queria atuar sim, mas não me achava tão capaz. Deu certo.

    P - Ainda hoje esse título te acompanha, as pessoas lembram disso?
    R - Todos os dias. Quem é Miss é Miss pra sempre. Todo mundo lembra e comenta como se fosse outro dia. Tenho o vestido, a faixa e a coroa originais do título. Um dia ainda faço um ensaio com eles.

    P - O peso da coroa, para uma menina, foi complicado?
    R - Não. Não senti esse peso. Sou filha de pai Alemão. Fui criada pra aguentar o peso das coisas.

    P - Mudaria algo na sua trajetória?
    R - Nem um vírgula. Se cheguei até aqui, foi por tudo que passei. Amo minha história, minha vida, meus filhos e tudo que estou colhendo hoje.  

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