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    24/06/2019 09h13 - Atualizado em 24/06/2019

    Para cobrar sem perder a boa relação

    Cobrança de aluguel atrasado não é agradável, mas, felizmente, existem formas para cobrar de forma gentil

    Quando o imóvel é alugado, o contrato assinado apresenta inúmeros direitos e deveres para todos. Entre as cláusulas e requisitos obrigatórios no documento celebrado entre as partes, alguns itens são indispensáveis: nome e qualificação do locador, locatário e fiador, se houver; descrição e endereço do imóvel locado; valor do aluguel, índice e periodicidade do reajuste; Forma e local do pagamento; Modalidade de garantia apresentada (fiador, depósito prévio ou seguro fiança); discriminação dos encargos a serem pagos (condomínio, água, luz, IPTU, etc); destinação do imóvel (residencial ou comercial); duração do contrato; cláusula de vigência em caso de alienação do imóvel; termo de vistoria (descrição do estado de conservação do imóvel) que deve ser parte integrante do imóvel. Multa rescisória em caso de saída do imóvel antes do término do prazo do contrato.
    O reajuste do aluguel só pode ser estipulado através da aplicação de índices oficiais do governo, acumulados no período. A vigência de um contrato de locação residencial não pode ser inferior a 30 meses (porém, não há proibição de contratos com prazo inferior). Já nas locações comerciais não há prazo mínimo determinado.
    Alguns proprietários, ou seus representantes legais através de imobiliárias, preferem alugar os imóveis com prazo de locação de 30 meses em função da possibilidade de retomada do imóvel, ou seja, contratos com pelo menos dois anos e meio de duração permitem que o imóvel seja solicitado a qualquer tempo após o seu encerramento. Se o contrato for elaborado com prazo menor, caso não seja feita a solicitação do imóvel até 30 dias após o vencimento, o proprietário só poderá pedir a desocupação após cinco anos de locação ininterrupta (salvo algumas condições especiais). É por essa razão que optam pelos 30 meses.
    Uma das principais obrigações do inquilino é efetuar o pagamento da locação no dia acordado. Quando isso não acontece, a imobiliária que administra o imóvel tem o direito de fazer a cobrança de aluguel.
    A situação não é agradável, mas, felizmente, existem dicas que podem ajudar você a cobrar a dívida de forma gentil. Veja abaixo algumas dicas importantes para essa negociação:

    1. Envie notificações de atraso
    Sempre é válido manter o contato com o inquilino, enviando dicas e informações relevantes. Se isso já é realizado, vai ser muito mais fácil aproveitar o mesmo canal de comunicação, seja ele o WhatsApp ou o e-mail, para avisar sobre o atraso no pagamento.
    Tenha cuidado para que a mensagem não tenha um tom de ameaça: seja amigável e deixe claro que quer entender o que está acontecendo para resolver a situação da melhor forma possível. Além disso, faça a notificação em um canal de contato que o inquilino permitiu, para não ser invasivo.

    2. Escolha bem as palavras
    O tom e a linguagem usada para escrever a notificação de atraso fazem toda a diferença. Dívida, por exemplo, é uma palavra que pode assustar e deixar as pessoas apreensivas e envergonhadas — o que dificulta o diálogo. Prefira dizer “o pagamento do aluguel vencido no dia 5/05 ainda não caiu” ou “existe um valor em débito no nosso sistema referente ao aluguel”.
    Termine a mensagem se colocando à disposição para entender o que está acontecendo e encontrar uma solução viável para todos. Afinal, entrar em um acordo amigável é muito mais interessante do que iniciar um processo judicial.

    3. Faça ligações
    Se as mensagens não surtirem efeito, o contato telefônico pode ser aproveitado para tentar uma conversa mais próxima com o cliente, pois muitas pessoas se sentem mais à vontade em falar pelo telefone.
    Se for necessário, a ligação pode terminar com um convite para um encontro presencial — onde as pessoas costumam ser ainda mais sinceras.

    4. Atente-se ao horário da cobrança
    A chance da conversa não ser amigável e da cobrança ser considerada abusiva são bem maiores se a imobiliária não se atentar ao horário. Não é indicado entrar em contato durante os horários de lazer ou descanso do consumidor. Para que sejam mais convenientes, as notificações de atraso devem ser enviados em dias úteis, durante o horário comercial.

    5. Tenha um histórico de pagamento dos clientes
    Existem inúmeros motivos que podem fazer um inquilino atrasar o aluguel. Em muitos casos, a inadimplência é um caso isolado e isso faz toda a diferença para desenvolver a estratégia de negociação.
    Ao acessar o histórico de pagamento dos clientes, fica fácil identificar quem são os inquilinos que sempre deixam de cumprir o acordo e aqueles que estão em atraso, mas sempre pagam suas dívidas. Um sistema de gestão é a maneira mais prática e segura de criar e gerenciar essas informações.

    6. Cobre a multa prescrita no contrato
    Como você sabe, o contrato de locação é um documento essencial para garantir a segurança de ambas as partes. Entre outras definições, ele garante o direito de pagamento de multa e juros, caso o valor do aluguel não seja pago em dia.
    É comum que essa cláusula seja negociada — principalmente se o atraso é de poucos dias ou se o cliente tem um bom histórico de pagamento. Entretanto, é importante não tornar os descontos um hábito, para que não gere prejuízos financeiros ao locador.

    7. Saiba quando entrar com ação de despejo
    Caso as tentativas de entrar em acordo com o inquilino não sejam positivas, acione o setor jurídico da imobiliária para iniciar a cobrança judicial. Se, mesmo após a notificação judicial, o inquilino não efetuar o pagamento, será necessário solicitar a desocupação do imóvel.
    Apesar de, segundo a Lei do Inquilinato, ação de despejo poder ser iniciada a partir do primeiro dia de atraso do pagamento do aluguel, essa não é uma prática correta no sentido ético. Por ser uma medida drástica, o despejo só deve acontecer quando forem cessadas todas as outras medidas possíveis para o recebimento da dívida.

    8. Previna a inadimplência
    O primeiro passo para não ter problemas com o pagamento é fazer uma análise cadastral criteriosa. Apesar de não garantir, verificar o histórico de pagamento e dívidas pode evitar que muitos “inadimplentes de carteirinha” se tornem clientes da sua imobiliária.
    Além disso, veja o que mais pode ser feito para estimular o pagamento dos aluguéis em dia. 

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