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    18/06/2019 09h28 - Atualizado em 18/06/2019

    A diabetes é a doença mais comum entre brasileiros

    Presente na vida de milhões de brasileiros, a diabetes mellitus é uma doença muito comum. É normal ter alguém na família ou algum conhecido que sofra com a condição, a cada dia, as discussões sobre o tema se intensificam

    Laura Abreu - Especial para a Folha

    O Brasil é apontado como o quarto país com maior número de adultos diabéticos, de acordo com a International Diabetes Federation (IDF). A maior incidência da doença está entre as pessoas com 65 anos ou mais. Dada a importância do assunto e a necessidade de conscientização da população, 26 de junho se tornou o Dia Nacional do Diabetes. A data surgiu de uma parceria entre o Ministério da Saúde e a Organização Mundial da Saúde (OMS), e visa trazer a discussão sobre o tema.
    Presente na vida de milhões de brasileiros, a diabetes mellitus é uma doença muito comum. É normal ter alguém na família ou algum conhecido que tenha a doença e, a cada dia, as discussões sobre a doença se intensificam. Basicamente, o diabetes ocorre quando o corpo não consegue mais produzir insulina ou empregar de maneira adequada a insulina que produz. A insulina é o hormônio que controla a quantidade de glicose no sangue.
    De acordo com a pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) do Ministério da Saúde, a doença atinge 8,9% da população brasileira. Nos últimos dez anos, a incidência da doença cresceu 61,8% no Brasil, seguindo uma tendência mundial. Ainda segundo a pequisa, o diabetes é mais presente em mulheres - o índice é de 9,9% - e entre os homens é 7,8%.
    O endocrinologista cooperado da Unimed Sudoeste de Minas Hildebrando Rosa Júnior apontou os motivos que explicam a alta incidência da doença em pessoas mais velhas. Segundo ele, com o envelhecimento, a capacidade de manter a glicose normal no sangue vai diminuindo. Há uma tendência de ganho de peso na região da cintura, e os anos de má alimentação e pouca atividade física são outros fatores. A necessidade do uso de medicamentos também é apontada por atrapalhar o controle da glicose, sendo mais um motivo para explicar a incidência. O sedentarismo e a alimentação inadequada são apontados pelo médico como influenciadores do aumento da doença no país, nos últimos anos.
    O endocrinologista explicou que a doença tem alguns tipos, mas os mais frequentes são o 1 e o 2, sendo o tipo 2 mais presente - em aproximadamente 85% dos diabéticos; já o tipo 1 atinge 10% da população.
    “No tipo 2, a causa está usualmente relacionada ao estilo de vida não saudável, com pouca atividade física, excesso de peso e uma alimentação desequilibrada, com excesso de calorias. Infelizmente, com o aumento da obesidade, esse tipo de diabetes também aumenta, aparecendo em idades cada vez mais precoces. No tipo 1, há um processo autoimune, em que os glóbulos brancos do sangue atacam as células produtoras de insulina no pâncreas, ficando o corpo com deficiência da insulina e não sendo capaz de controlar os níveis de glicose no sangue. Acomete principalmente crianças, adolescentes e adultos jovens até os 35 anos, mas, hoje, sabemos que pode aparecer em qualquer idade. A causa do tipo 1 não é totalmente definida, mas não parece ter relação com a alimentação”, esclareceu o endocrinologista.
    Por ser uma doença presente em grande parte da população brasileira, é importante ter conhecimento dos sintomas. Segundo Hildebrando, os sinais clássicos do diabetes são: aumento na quantidade de urina, muita sede e perda de peso, mesmo comendo normalmente.
    “O nome diabetes vem do grego - sifão, ralo - exatamente porque o paciente com diabetes muito descontrolado bebe muita água e urina muito. Com níveis menos elevados de glicose no sangue, os sintomas são menos notáveis e podem passar desapercebidos por muitos anos no diabetes tipo 2. Há estimativa de que até metade das pessoas atualmente com diabetes tipo 2 não sabem do diagnóstico”, pontuou o endocrinologista.

    Consequências e prevenção
    A diabetes é uma das doenças que mais matam, segundo o Ministério da Saúde. Se não estiver controlada, ela pode trazer complicações como colesterol alto e hipertensão arterial.
    “Todos esses problemas causam má circulação nos vasos arteriais microscópicos, levando a problemas nos nervos, nos olhos e nos rins, e má circulação nos vasos arteriais macroscópicos, acometendo os pés, o coração e o cérebro”, explicou o endocrinologista.
    Segundo dados da OMS, a maior causa das amputações que ocorrem no país é a complicação do diabetes, cerca de 70% do total.
    De acordo com Hildebrando, apenas o diabetes tipo 2 pode ser evitado, porque está ligado a hábitos de vida não saudáveis. As melhores maneiras de prevenir e controlar a doença são a prática de atividades físicas regularmente e a adoção de uma dieta alimentar equilibrada.
    “Para alertar as pessoas de maior risco, foi criado o termo pré-diabetes, para que elas possam intensificar a atividade física, fazer uma alimentação saudável e eliminar peso, se preciso, evitando chegar ao diabetes tipo 2. O diabetes tipo 1 ainda não é possível prevenir, as tentativas usando medicamentos ou restringindo alimentos não foram eficazes até agora”, contou Hildebrando.  

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