• Assine (35) 3529-2750

    Fale Conosco contato@folhadamanha.com.br

    WhatsApp (35) 9 8829-8351

       
    ÁREA DO
    ASSINANTE
    ESQUECEU SUA SENHA?
    Você receberá em seu e-mai uma nova senha para login.
    

    Assine 35 3529-2750

    Fale Conosco contato@clicfolha.com.br

    WhatsApp 35 9 9956-5000

    
    18/06/2019 08h59 - Atualizado em 18/06/2019

    Séries sul-coreanas conquistam espaço no Brasil

    Um ?tsunami? bilionário, estimulado pelo governo desde os anos 1990, vende música, filmes, games, novelas, séries, moda, produtos de beleza e gastronomia, movimentando US$ 57 bilhões em exportações

    Wagner Penna - Especial para a Folha

    Em maio, a banda sul-coreana BTS cantou para 90 mil pessoas em São Paulo. Cambistas chegaram a oferecer um ingresso por inacreditáveis R$ 9 mil. Nada mal para o grupo que havia atraído, cinco anos antes, modestos 1,5 mil fãs a seu primeiro show brasileiro.
    Fenômeno mundial turbinado pela internet, o BTS não se restringe a expoente do k-pop, a música jovem do país asiático. A boy band é só uma das cristas da onda cultural coreana – a hallyu. Esse tsunami bilionário, estimulado pelo governo desde os anos 1990, vende música, filmes, games, novelas, séries, moda, produtos de beleza e gastronomia. A hallyu movimentou US$ 57 bilhões em exportações.
    O tsunami K bate com força no Brasil – e não se limita a boy bands como o BTS. Séries de TV produzidas na Coreia do Sul, os k-dramas ocupam cada vez mais espaço em plataformas como a Netflix. Desde o início dos anos 2000, o tamanho da indústria televisiva coreana triplicou. Só a exportação de k-dramas rende US$ 240 milhões por ano ao país, correspondentes à metade dos recursos movimentados pelo setor. As “big three” da televisão por lá são as emissoras KBS, MBC e SBS.
    A pesquisadora Daniela Mazur, que há 11 anos estuda a TV asiática, garante: a onda veio para ficar. Em 2014, apenas cinco títulos do gênero eram oferecidos pela Netflix no Brasil. Hoje, beiram 140, entre séries, programas e reality shows. Doutoranda em comunicação e mestre pela Universidade Federal Fluminense (UFF), ela faz parte do Asian Club, centro ligado ao curso de estudos de mídia da instituição.
    Além de k-dramas, a Netflix exibe doramas japoneses e atrações da China, Taiwan, Cingapura e Tailândia. Produções do gênero estão também em cartaz no Viki e no Kingdom, serviços de streaming colaborativo cujas legendas em português são feitas por fãs.

    Melodrama
    O k-drama adapta o velho “água com açúcar” ao século 21. A fórmula bebe na fonte do melodrama, com triângulos amorosos, o clássico embate entre o bem e o mal, vilões atormentando casais apaixonados, explica Daniela. As cenas de amor de boa parte dessas atrações soam ingênuas aos brasileiros. Casais nus são raros. Há muitos beijos na boca – comportados para nossos padrões. É bom lembrar: demonstrações de afeto, na Ásia, não são “performances públicas” como no Brasil.
    K-dramas, doramas e afins têm o seu DNA particular. Não copiam atrações ocidentais, embora haja séries derivadas de Criminal minds e Orange is the new black, por exemplo. A influência do know how americano é fato, mas Daniela Mazur destaca que a dramaturgia asiática se conecta profundamente à realidade local.
    Exemplo disso é a quantidade de séries voltadas para o universo familiar e laços comunitários (Responde 1994 e Responde 1997 são k-dramas clássicos). A forte ligação da sociedade oriental com o mundo do trabalho tem imenso destaque. White nights e Batendo novamente expõem a corrupção no meio empresarial em meio a tramas românticas. No remake chinês de Jardim de meteoros, a paixão de dois jovens é ameaçada pelo jogo de poder no conglomerado do qual o garoto é herdeiro.
    O culto à educação e à tecnologia, marca registrada do capitalismo asiático, é onipresente. Prova disso são a série chinesa Love 020 e a coreana Paixão imprevista. A gastronomia oriental, que virou cult, tem destaque. Chefs protagonizam histórias românticas em The perfect match, Oh my ghost e Amor culinário. Mas nem só tramas de amor compõem a grade. Há séries médicas, policiais e sobre política.
    Farta linha de k-dramas reúne sagas históricas. Em 2018, a Netflix lançou a superprodução Mr. Sunshine – Um raio de sol, abordando a luta da Coreia contra a opressão japonesa na virada dos anos 1800/1900. Custou US$ 36 milhões e é protagonizada por Lee Byung-hun, ator dos filmes G. I Joe, Red 2 e Sete homens e um destino.
     

    Mais sobre a editoria

    Guia da Cidade
    INCLUA SEU ESTABELECIMENTO

    Assine (35) 3529-2750

    Fale Conosco contato@folhadamanha.com.br

    WhatsApp (35) 9 8829-8351

    © 1984 - 2019 Folha da Manhã. Todos os direitos reservados.
    Desenvolvido por Mediaplus