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    04/06/2019 08h08 - Atualizado em 04/06/2019

    As vinícolas do sul do Uruguai

    Dominada pelas uvas tannat, a produção de vinhos no país ganha cada vez mais relevância ? assim como os tours pelas vinícolas

    Bruna Toni - Especial para a Folha

    Enche. Sente o aroma. Faz movimentos circulares. Sente o aroma outra vez. Finalmente, degusta. Essa é a equação básica para quem tem à mão uma taça de vinho. Mas ela pode ficar muito mais complexa e interessante caso você seja um entendedor da bebida de Baco. Ou então se, assim como esta repórter, for simplesmente um bom apreciador (curioso) em viagem pelo sul do Uruguai, responsável por impressionantes 84% da produção viticultora do país.
     Em meados de março, cheguei a Montevidéu para seis dias de um roteiro enogastronômico. Na programação, esticadas até o departamento vizinho de Canelones, a uma hora da capital. Dali, segui de carro até o departamento de Colônia – cuja cidade mais famosa é Colônia do Sacramento. Nossa parada em Colônia, contudo, era em Carmelo, a pérola viticultora que, em 2014, foi chamada pelo jornal The New York Times de “Toscana em miniatura”.
    Uma Toscana cuja principal uva não é italiana, mas francesa. Trata-se da tannat, casta trazida há mais de 150 anos da comuna de Madiran por um imigrante basco chamado Pascual Harriague.
    A tal da tannat se deu tão bem em seu novo lar sul-americano que se tornou a marca registrada dos vinhos uruguaios, dominando quase metade das plantações do país. A explicação para o sucesso do cultivo dela e de outros tipos utilizados na produção de tintos está nas condições geográficas e climáticas de Carmelo: na área de encontro dos Rios Paraná e Uruguai, o clima é temperado, com estações bem definidas – tudo de que as uvas gostam.
    Mas, como quantidade não quer dizer qualidade, correu bastante tempo até que os vinhos uruguaios fossem admitidos no hall dos bons rótulos mundiais (hoje, aliás, o mercado brasileiro é o que mais consome a produção do país). O salto qualitativo veio na década de 1970, quando os descendentes dos imigrantes italianos e espanhóis que plantaram no país os primeiros parreirais, ainda no século 19, passaram a investir em estudos técnicos e aprimoramento da tecnologia.
    E, mais uma vez, a tannat respondeu bem aos desejos produtivos: permitiu domarem seu sabor originalmente rústico, causado pelo elevado grau de tanino (daí seu nome), tornando-se uma boa companhia, de sabor mais suave e aroma marcante.
    Tão marcante que escrevo memorando o cheiro do mosto e dos tintos envelhecendo nos barris de carvalho e tanques das seis vinícolas familiares, repletas de histórias, que visitamos na viagem – ao todo, o Uruguai tem 190 vinícolas, 25 abertas a turistas. Das que fomos, duas estão em Canelones, ideais para bate-voltas a partir de Montevidéu. As outras quatro ficam na Rota dos Vinhos de Carmelo – que, além das citadas aqui, inclui as bodegas El Legado e Zubizarreta.
    Depois de muitas taças de tintos, brancos, espumantes e rosés, e de encontrar tanta gente profissional no caminho, minha equação básica, felizmente, foi atualizada. Hoje, reparo em tipos de uva Atribuo aromas possíveis antes e depois de movimentar taça. Incluí em meu vocabulário palavrões como maceração e champenoise, duas técnicas de produção. Cuido de minhas garrafas de vinho como se fossem filhas. Tudo porque, no roteiro que você confere a seguir, beber, comer e saber mais foi um trio de prazeres indissociáveis. Afinal, é bebendo que se aprende. E vice-versa. 

    SAIBA MAIS
    Aéreo: SP-Montevidéu-SP: desde R$ 987 na Latam (latam.com) e de R$ 1.606 na Azul (voeazul.com.br).
    Terrestre: sete dias de aluguel de carro em Montevidéu custa a partir de R$ 733, em média, na rentcars.com.

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