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    27/05/2019 09h54 - Atualizado em 27/05/2019

    Aporte da Fiat em Minas

    INVESTIMENTO DA FIAT EM MINAS PRENUNCIA EFEITOS DA REFORMA DA PREVIDÊNCIA

    Aguinaldo Diniz Filho
    Chegou em boa hora, diante de tantas dificuldades econômicas que Minas Gerais vem atravessando, o anúncio, pela Fiat-Chrysler Automobiles – FCA, de um novo investimento em sua planta de Betim, que, ao longo dos próximos quatro anos, chegará aos R$ 8,5 bilhões. O aporte destina-se à implantação de uma nova unidade para produção de motores de última geração, mais potentes e menos poluentes, que irá possibilitar à empresa maior competitividade em um setor onde tecnologia, eficiência energética e custos são fatores cada vez mais determinantes no mercado.
    A decisão do grupo por investir em nosso Estado – que tinha como concorrente na disputa nada menos que a China – tem para a Associação Comercial e Empresarial de Minas um significado muito especial, pois mostra a pujança de um empreendimento que teve na sua origem, há 46 anos, intensa atuação da entidade, que então buscava meios de promover a industrialização de Minas, percebida como eficaz solução para reverter a grave estagnação econômica que aqui se atravessava.
    Estudos então realizados pela ACMinas, conjuntamente com o governo mineiro, mostraram que o ideal para se vencer a inércia seria trazer para o Estado uma grande empresa automotiva, dada a grande capacidade desse setor de gerar empregos, agregar valor e atrair investimentos na formação de uma extensa cadeia de fornecedores. Depois de longas negociações com o grupo italiano, nascia a Fiat Automóveis S.A. Não por acaso, seu primeiro presidente foi aquele que então presidia a ACMinas e conduziu as tratativas: Adolfo Neves 
    Martins da Costa.
    Esta nova iniciativa que a Fiat-Chrysler acaba de anunciar, em cerimônia na qual representei a ACMinas, tem, outra vez, enorme relevância. Hoje, quando replicam-se em Minas Gerais as agruras do cenário nacional, marcado por altos índices de desemprego e por graves problemas financeiros, econômicos e sociais, ela vai gerar novos empregos e expandirá a cadeia de fornecedores – o que, num efeito multiplicador, também trará novos postos de trabalho e mais investimentos.
    Um dos atuais fornecedores da companhia, a Lear Corporation, fabricante de chicotes elétricos, já anunciou, ainda que não explicitamente como decorrência da iniciativa da FCA, a abertura de uma nova fábrica em Camanducaia, no Sul do Estado, em acréscimo a sua planta em Betim. Ela deve começar a produzir já no início de 2020 e vai acrescentar cerca de 300 postos de trabalho aos outros 300 já existentes.
    Mesmo que a decisão da FCA não signifique, se vista de forma isolada, um início de recuperação da economia mineira, ela explicita a existência em Minas de três fatores que são primordiais para qualquer investidor: primeiro, a solidez institucional, que traz consigo a confiabilidade; segundo, a existência da necessária infraestrutura – energia, logística, especialmente de transportes, e mão de obra qualificada e disponível. E, terceiro, um efeito de natureza mais abstrata, mas nem por isso menos importante: a percepção, pela alta direção de uma grande multinacional, de que Minas Gerais continua a ser um bom lugar para se investir.
    A expectativa de retomada dos investimentos produtivos no Estado, ainda que num contexto geral ainda sombrio, principalmente quanto às contas públicas, baseia-se também no desempenho positivo de alguns setores, como o agronegócio, que em Minas cresceu 3,5% no ano passado. Mas são resultados ainda isolados dentro de um contexto geral de dificuldades. Apesar de trazerem confiança a todos nós que nos acostumamos a ler, ver e ouvir no dia a dia somente notícias ruins, não devem ainda ser considerados como o início de uma efetiva retomada do crescimento.
    Esta só virá efetivamente – e venho reiterando isso de maneira enfática – quando for desatado o nó da Previdência Social. Há enorme premência em que as mudanças sejam logo aprovadas e entrem em vigência já no ano que vem. A perspectiva de que isto aconteça, ao contrário de dois ou três meses atrás, são agora bem mais positivas, pois até mesmo parlamentares que a ela se opunham frontalmente já se convenceram de que são essenciais. Tão essenciais que, de acordo com a Forbes, há uma intenção manifestada explicitamente por grandes corporações, entre as quais GM, Toyota, Shell e Exxon, de investirem no País algo em torno de 85 bilhões de reais. O fator condicionante – claro – é a aprovação da reforma previdenciária. Sem ela, estes investimentos, assim como muitos outros certamente cogitados, com certeza não virão.
     
    AGUINALDO DINIZ FILHO é Presidente da Associação Comercial de Minas – ACMinas.

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