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    21/05/2019 09h13 - Atualizado em 21/05/2019

    Mulheres...

    Décio Martins Cançado - Especial para a Folha

     Maio – mês de Maria, das mães, das noivas. É arriscado falar a respeito das Mulheres. Esse ser tão maravilhoso quanto misterioso que é muito especial. Por diversos e inúmeros motivos. Desde que o mundo é mundo, o homem tenta, em vão, entender a mulher, e quase sempre não consegue porque ele não percebe que na mesma mulher não existe apenas uma, mas várias, ansiosas por serem entendidas.
     Existem as esposas, as donas de casa, as executivas, as guerreiras, as caçadoras, as românticas, as feministas, as mães... Todas elas habitando, às vezes simultaneamente um mesmo corpo. Filhas do medo, gerado pela educação que receberam e pelos exemplos que vivenciaram, cresceram com a sensação do ‘homem inimigo’; É comum até se casarem com eles, mas temendo perder a individualidade que nem sempre chegam a ter, e virar a ‘Amélia’, aquela da música, que seria a ‘mulher de verdade’... Às vezes têm vergonha de amar e, por isso, encaram o parceiro como uma ameaça à sua estabilidade emocional.
     “Inúmeras pessoas lotam os consultórios psicológicos com a mesma questão: a falta de entendimento conjugal gerada pela incompreensão. Homem e mulher foram colocados como figuras opostas desde o início da história do ‘Universo’ (união do verso). É a polarização necessária e complementar, para colocar ordem ao caos, que antecedeu a criação, segundo as filosofias e religiões.”
     Como é possível que dois seres tão opostos possam viver em harmonia? Como resposta, é importante tomarmos consciência de que a vida é a tentativa do encontro dos pares opostos para se tornarem um todo. Homem e mulher se unem, e formam o mundo, diz a filosofia greco-romana.
     O que se vê, normalmente, é que as mulheres de nossa sociedade são inferiorizadas pelo machismo excessivo e, mais que isso, no fundo, sentem-se inferiores e disfarçam tal sentimento desenvolvendo, quase sempre, comportamentos prepotentes e poderosos, trabalhando até dez horas por dia para provar a si mesmas sua competência. Perdem o poder feminino de criação, intuição e sensibilidade. Perdem a capacidade de entender a necessidade do companheiro e seu modo de codificar seu afeto. Enxergam o homem como o ‘mandão’, que sempre quer ter o poder de decisão. Muitas vezes, sentem, mesmo sem terem consciência, que o homem não é sensível o bastante e acabam agindo com ele da mesma forma. Quando adolescentes, aprendem a ter vergonha de amar e a abafar e esconder seus sonhos.
     Aí começa o desespero, a dissimulação de seus reais sentimentos e anseios. Tentam negar para si mesmas suas reais necessidades, querendo exteriorizar o que aprenderam a decodificar como força num modelo puramente masculino. Crescem e esquecem que brincaram de boneca, de panelinhas e de carrinhos e tinham a expectativa de casar e ter filhos. Sonham em brilhar em uma carreira. Acabam por se sentirem obrigadas a optar por ‘um único’ papel na vida, não vendo a possibilidade e o poder de satisfazer todas as mulheres que se encontram dentro do seu coração.
     Algumas se tornam submissas, outras donas de casa, mães, outras ainda, grandes executivas, casadas ou solteiras, eventualmente frustradas por não terem tempo de estar com seus filhos. Mas todas insatisfeitas, famintas por algo mais. E aí o bicho-homem sempre pergunta: “o que você tem”? “Por que está sempre querendo alguma coisa”? “Você não sabe falar se não for gritando”? “Por que fala tanto”?
     Perguntas que nem elas são capazes de responder. O homem tem o dom de ser prático e, para tentar entender o mundo feminino, precisa, primeiro, aceitar alguns mistérios e outras formas de viver e conviver no mundo. A mulher é forte e sensível, tem a capacidade de carregar um novo ser na barriga por nove meses, e entra em pânico ao encontrar uma barata. Quer ser amada e protegida sem ser subjugada. Quer acolher, dar colo, mas também quer e precisa receber tudo em troca; quer que todos os homens do mundo a respeitem como seres humanos e não apenas como “lindos seios”. Quer que os homens parem de agir como se tivessem cinco anos de idade, a implorar sexo e atenção em sua presença, enquanto na frente de amigos agem como macho para mostrar quem manda. Quer o homem amigo, amante, confidente, e que a escute.
     O homem deve, portanto, ‘sentir’ sua mulher ao invés de tentar entendê-la. O homem chora e também sofre por se sentir, muitas vezes, incapaz de satisfazer emocionalmente sua parceira. Só é possível a reconciliação desses dois seres, se eles aceitarem que são humanos e que, dentro de cada um, há a necessidade de serem ‘amados e aceitos’ pelo outro.
     Sei que esse tema é polêmico, inesgotável, e tocar nele é gerar crítica e incompreensão de ambos os sexos, e assim deve ser, pois só através da ‘aceitação da distância’ será possível a construção de uma ponte entre esses dois universos distintos e complementares. Só assim será possível a harmonia. (baseado no texto de Amélia Kassis).

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