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    20/05/2019 08h49 - Atualizado em 20/05/2019

    Dia a Dia: Encontro folclórico em Carmo do Rio Claro

    Luiz Guilherme Winther De Castro - Especial para a Folha

    Há vários anos que Cesário José da Silva, mais conhecido como Arinho e a Adefosul – Associação em Defesa do Folclore do Sul e Sudoeste de Minas promovem uma vez por ano em Carmo do Rio Claro, MG, um maravilhoso encontro folclórico que reúne diversos grupos das cidades vizinhas e região. Arinho é o representante da entidade na cidade. O pai do Arinho, José Cesário da Silva, já falecido, era um excelente folclorista por aqui. Ele era capitão do Congo, da Cachoeira, zona rural da cidade. Chamam também de: capitão da Guarda de Congo.
    O encontro aconteceu no dia 05 de maio passado, um domingo. São Tomás de Aquino, Areado, Alterosa e Carmo do Rio Claro, foram as cidades que abrilhantaram a festa com seus grupos de danças e cantorias. Começou logo na parte da manhã, antes do almoço. Os grupos iam se apresentando um após outro. A população que gosta e prestigia a arte musical folclórica aplaudia a cada final de uma apresentação. O evento terminou no final da tarde. Foi oferecido um almoço para os participantes, pois ninguém é de ferro e era preciso recarregar a bateria e colocar água no radiador. Durante seis horas ou mais, as companhias se apresentaram e todas brilhantes, muito boas mesmo. Congratulações aos promotores, pois encantaram o povo com o evento em Carmo do Rio Claro, com a colaboração e incentivo também do governo municipal e outras entidades mais. A cada ano que passa, a festa continua e sempre empolgante, alegrando os expectadores, aquela boa parcela do povo que gosta e prestigia.
    A palavra folclore, dizem vir do inglês: folk-lore. É uma definição para os movimentos tradicionais, sejam eles nas histórias, nos provérbios, nas lendas, nas vestimentas, costumes, músicas típicas, crenças, culinária, artesanato, na linguagem, medicina caseira, na literatura popular e oral. Tudo isto aí é manifestado nas festas e apresentações tradicionais e bem populares. Vejam as “Meninas de Sinhá”, aqui de Minas Gerais, que arte maravilhosa.
    Minas Gerais, segundo os estudiosos, colonizada por portugueses misturados aos silvícolas e africanos trazidos (à força) da África, formou um povo com identidade peculiar. Todos eles trouxeram o seu folclore que foi se misturando e até criando outros folclores, com seus mitos e seus folguedos. Se a escravidão dos africanos foi algo terrível, desumano e nunca deveria ter existido, por outro lado, a contribuição desse povo em várias atividades da vida brasileira foi e é algo inestimável. Na música, então, totalmente inquestionável. Pena que os primeiros, trazidos à força e a ferro, tenham sofrido tantos horrores. Castro Alves, o poeta que viveu pouco, mas deixou uma obra maravilhosa para nós, bem o diz no seu poema “ Navio Negreiro”:
    “Senhor Deus dos desgraçados! - Dizei-me vós, Senhor Deus, - Se eu deliro... ou se é verdade - Tanto horror perante os céus?!...”  
    Minas Gerais é um estado riquíssimo na arte musical e principalmente na música folclórica, tendo cada região do estado o seu típico folclore.
    Em Minas, temos a Iara, mãe das águas; o Saci-Pererê; a mula sem cabeça, o caboclinho d’água no velho rio São Francisco; o Curupira, o protetor das florestas; as noivas que aparecem em Belo Horizonte, as do Bonfim, e dizem também que em Juiz de Fora. Falam que a própria Estrada Real, ligando Diamantina a Paraty, deixou um belo folclore criado pelos tropeiros. Deixaram ali sua própria mitologia mineira e uma herança culinária. Também contribuíram os mineradores e garimpeiros, que diziam ser devotos de Santa Bárbara, martirizada por não renegar sua fé cristã. O folclore mineiro em suas diversas regiões, é algo enriquecedor. Minas Gerais é maior que a Espanha e outros países do mundo. Só por aí, nós podemos verificar o quanto de diversidades artísticas, de costumes e folclore o estado pode oferecer. Seria estudo e pesquisa por muito e muito tempo, além do que já existe. Além da variedade e riqueza do folclore mineiro, também temos vários tipos de manifestações artísticas, como o teatro, a música popular, a música clássica, erudita, a música lírica, folclórica, claro, e também a sertaneja com seus maravilhosos compositores e intérpretes. Daqui, saíram para o Brasil inúmeros artistas em todos os tipos de manifestações.

    Luiz Guilherme Winther de Castro é professor de oratória e de técnica vocal para fala e canto em Carmo do Rio Claro/MG, formado no curso normal superior pela Unipac. E-mail: luizguilhermewintherdecastro@hotmail.com. 

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