• Assine (35) 3529-2750

    Fale Conosco contato@folhadamanha.com.br

    WhatsApp (35) 9 8829-8351

    ÁREA DO
    ASSINANTE
    ESQUECEU SUA SENHA?
    Você receberá em seu e-mai uma nova senha para login.
    

    Assine 35 3529-2750

    Fale Conosco contato@clicfolha.com.br

    WhatsApp 35 9 9956-5000

    
    16/05/2019 08h50 - Atualizado em 16/05/2019

    Tendências e estilos para contar a história de 'A Dona do Pedaço'

    Assim como na cenografia e na direção de arte, muitas referências do cinema ajudaram a apontar boa parte dos nortes para onde as equipes de caracterização e de figurino deveriam remar. A indumentária de ‘A Dona do Pedaço’, novela que estreia na Globo a partir da próxima terça-feira, acompanha a estética desenvolvida para os espaços cênicos, de acordo com as respectivas fases. “A gente sai de um interior, passa pelos anos 90 e cai numa São Paulo de 2019. São figurinos distintos até desaguar no contemporâneo pop”, conta Claudia Kopke, que, junto de Sabrina Moreira, assina o figurino de ‘A Dona do Pedaço’.?
    Uma atmosfera que mistura referências dos Irmãos Coen, Quentin Tarantino e Wes Anderson habita a novela em suas diferentes etapas. E o vermelho da família Ramirez, que se deve à ascendência de Dulce (Fernanda Montenegro), e o azul dos Matheus transcendem todas elas. “A Dulce é descendente de ciganos espanhóis, que vieram de Granada, então, no prólogo, ela usa uns acessórios meio grandes, está com um colo mais aparente... A Maria da Paz (Juliana Paes), que, na primeira fase, usa quase nada de acessório, vai fazer uma conexão de olhar o brinco da avó e ter um encantamento. Então tem essa coisa meio cigana, meio passional dentro dela. A paleta de cor é toda nesses tons dos laranjas, avermelhados, vinhos”, comenta Claudia.?
    A forte sintonia entre as duas também é percebida quando Dulce assume um luto por conta da morte de um primeiro noivo da neta, antes de Amadeu (Marcos Palmeira). “Dona Fernanda, mesmo de preto, tem um figurino com diferentes texturas, tons, bordados. Sempre tem essa coisa mais passional, menos dura. E isso vem até no próprio cenário da casa dela. Os Ramirez têm uma janela com uma rendinha branca, na outra família tem poucos elementos na parede. Isso acaba ficando no subliminar, quase no inconsciente do público”, ressalta a figurinista.??
    A equipe também trabalhou a evolução do figurino com a passagem do tempo. A partir do momento em que toma as rédeas da própria vida em São Paulo, a referência para Maria da Paz tem muito das musas latinas, como Eva Mendes e Penélope Cruz, até chegar nas divas italianas Sofia Loren e Mônica Belucci. “A inspiração é nos anos 1950, pós-guerra. A mulher que fica sozinha por anos, com o marido na guerra. É uma mulher que quer parecer bonita e sensual e, ao mesmo tempo, tem o seu quê maternal, cuida da família, deixa os filhos prontos para receber o marido que está voltando. E ela tem muito essa relação com a filha Josiane (Agatha Moreira), com a casa. Faz bolo, dá comida, alimenta as pessoas. É um pouco esse imaginário”, define a figurinista Sabrina Moreira.??
    Mas, quando chega a 2019, entra no figurino da protagonista o pink, que também é quente. “Quando ela ganha dinheiro e passa a ter acesso às coisas, ela bota para fora toda essa latinidade. Primeiro, porque enriqueceu, segundo, porque está em São Paulo, uma cidade grande, não deve mais nada a ninguém e está fora do núcleo de justiceiros”, compara Claudia.?
    No contraponto dessa “quentura”, está o figurino dos Matheus. Por ser, dentro da história, a família que mata mais, sem propósito, seus integrantes vão se vestir com tons mais frios, lisos e com pouca estampa. E Amadeu começa a trama com uma leve pegada sertaneja, que é deixada para trás ao longo da novela. “O Amadeu tem uma pegada meio ‘Marlboro Man’, galãzão, por quem a Maria da Paz deve suspirar. Régis (Reynaldo Gianecchini) é meio um oposto, nesse sentido. Ele é um mauricinho-gato, com uma referência mais italiana, o cara que levaria ela para comer bem, conhecer o melhor da noite paulistana. E o outro mexe com os instintos dela. São dois pontos que a balançam”, pontua Sabrina.
    Para a segunda fase de Amadeu, o figurino dele se atualiza sem perder a virilidade. “O nosso desafio foi fazer esse advogado não cair no cara de terno e gravata. Pensamos em algo com uma jaqueta jeans, uma camisa social, supermoderno. Porque, ao mesmo tempo, a filha Josiane (Agatha Moreira) tem vergonha dele. Então também não pode ser um cara?hypado demais. A gente procurou um meio do caminho de forma que ele não perdesse esse sex appeal”, defende Claudia.?
    Outro look que merece atenção é o da?it girl?Vivi Guedes (Paolla Oliveira). Com um visual que tem o poder de influenciar toda uma geração, o figurino da personagem também faz jus à beleza de sua intérprete. “Vamos manter um perfil da mulher mais voluptuosa. Tem um quê de Kardashian, por ela assumir as curvas e o próprio corpo. Mas não estamos usando essa inspiração para as roupas dela. Vivi usa pouco acessório. É monocromática, apresenta uma silhueta mais seca, mas tem muito brilho, strass e roupas de látex. Aquela coisa justa, seca, limpa, mostrando as curvas”, explica Sabrina.??
    Já a personagem de Monica Iozzi, por ser uma assessora de imagem/empresária de blogueiras, deixa suas clientes brilharem, mas está sempre pronta. “O que a gente fez na Kim foi pegada mais alfaiataria, mas básica. Ela não tem muito rococó, nem enfeite, estampa, muito nada. Pense numa pessoa que está pronta para tomar um café na Oscar Freire de manhã, e com a mesma roupa pode ir num lançamento num shopping chique. Elegante de manhã, de tarde, de noite. Sempre pronta, meio atemporal. Ela não é o último grito, sabe tudo de moda, mas tem o estilo dela, descolado”, define Sabrina.?
    Já o núcleo dos moradores de rua da trama apresenta um conceito visual carregado de irreverência. O Eusébio (Marco Nanini) veste calças e camisas de pijamas no dia a dia. A Cornélia (Betty Faria) é mais assanhada, tem um pouco de crochê, estampa, tricô, legging, umas bijuterias de plástico, bem popular. E Chico (Tonico Pereira) vai ser o homem do nylon. “O figurino deles é bem engraçado. Essa família é trabalhada na sobreposição, na mistura de cores, estampas, texturas e camadas. Montá-los é como pintar um quadro com um desafio de deixá-lo harmonioso, bom de ver. Além deles, todos têm filhos que acompanham essa loucura, mas em um grau abaixo. Essa galera morava em um lugar de ocupação, então eles vão ganhando umas coisas, achando no lixo, e vão catando e usando”, explica Sabrina.
    ?
    Tons e cortes
    Todo o conceito da caracterização de ‘A Dona do Pedaço’ foi pensado e?assinado por Sumaia Assis, Martín Macías Trujillo (prólogo e primeira fase) e Marcos Padilha (segunda fase). “O desafio é que vários dos nossos personagens estão no prólogo e nas duas fases seguintes. As mudanças foram pensadas para que, ao chegar em 2019, esses personagens tivessem uma aparência coerente”, explicou Martín, caracterizador mexicano com longa experiência em cinema.?
    A equipe então optou por utilizar uma moderna técnica de rejuvenescimento para os atores que atuam no prólogo e na primeira fase. “É o?lifting, que consiste em esticar a pele, exatamente nos pontos onde o cirurgião plástico mexe. São adesivos que você cola na pele da pessoa e puxa. Segura na nuca, no meio do cabelo. Para o personagem que está nas três etapas, faço um trabalho de rejuvenescimento geral para o prólogo, depois, para a primeira fase, é só lateral, para já aparecer um pouquinho de peso de idade. E na segunda etapa, supostamente, vai ter uma mudança de acordo com a história desse personagem, alguns melhoram de vida”, revela Martín.  

    Mais sobre a editoria

    Guia da Cidade
    INCLUA SEU ESTABELECIMENTO

    Assine (35) 3529-2750

    Fale Conosco contato@folhadamanha.com.br

    WhatsApp (35) 9 8829-8351

    © 1984 - 2019 Folha da Manhã. Todos os direitos reservados.
    Desenvolvido por Mediaplus