• Assine (35) 3529-2750

    Fale Conosco contato@folhadamanha.com.br

    WhatsApp (35) 9 8829-8351

    ÁREA DO
    ASSINANTE
    ESQUECEU SUA SENHA?
    Você receberá em seu e-mai uma nova senha para login.
    

    Assine 35 3529-2750

    Fale Conosco contato@clicfolha.com.br

    WhatsApp 35 9 9956-5000

    
    16/05/2019 08h46 - Atualizado em 16/05/2019

    Dia a Dia: Alforria do Espírito - a Separação da alma

    Arnaldo Grecco Muniz - Especial para a Folha

    O corpo orgânico é o Santuário da Alma; ao faltar vida ou a energia vital ao corpo humano, ele morre e o Espírito se liberta. Não é dolorosa a separação da alma e do corpo; o corpo quase sempre sofre mais durante a vida do que no momento da morte; a alma nenhuma parte toma nisso. Os sofrimentos, que algumas vezes se experimentam no instante da morte, são um gozo para o Espírito, que vê chegar o termo do seu exílio.
    A morte natural acontece após o esgotamento dos órgãos; em função da idade, o homem deixa a vida sem o perceber: é uma lâmpada que se apaga por falta de energia.
    A separação da alma e corpo não se dá instantaneamente por brusca transição; a alma se desprende gradualmente, não se escapa como um pássaro cativo à gaiola que se restitua subitamente a liberdade. O Espírito se solta pouco a pouco dos laços que o prendiam ao corpo físico. A separação da alma e do corpo se faz molécula a molécula. Estes laços se desatam, eles não se quebram.
    Durante a vida, o Espírito se acha preso ao corpo pelo seu envoltório quase material, denominado por Allan Kardec de “períspirito” (corpo espiritual). A morte é a destruição do corpo físico somente, o Espírito e o seu corpo espiritual (períspirito) continuarão vivos.
    A observação demonstra que, no instante da morte, o desprendimento do Espírito e seu corpo espiritual ou períspirito, não se completa subitamente; que, ao contrário, se opera gradualmente e com uma lentidão muito variável conforme a situação particular de cada indivíduo; em alguns uns é bastante rápido o processamento. Em outros, sobretudo nos indivíduos que levaram uma vida muito material e sensual, o desprendimento é muito menos rápido, durando algumas vezes alguns dias, semanas e até meses, o que não implica existir a menor vitalidade no corpo, nem a possibilidade de volver à vida. É racional conceber-se que, quanto mais o Espírito se haja identificado com a matéria, tanto mais penoso será a sua separação. Tal o resultado dos estudos feitos em todos os indivíduos que se têm podido observar por ocasião da morte. Essas observações ainda provam que a afinidade persiste entre a alma e o corpo, em certos indivíduos, é, às vezes, muito penosa, porquanto o Espírito pode experimentar o horror da decomposição. Este caso, porém, é excepcional e peculiar a certos gêneros de vida e a certos gêneros de morte, como exemplo a de alguns suicidas.
    A separação definitiva da alma e do corpo pode ocorrer antes da cessação completa da vida orgânica, citemos como exemplo numa morte onde exista a agonia, a alma, algumas vezes, já tem deixado o corpo; nada mais há que a vida orgânica. O homem já não tem consciência de si mesmo; entretanto, ainda lhe resta um sopro de vida orgânica. O corpo é a máquina que o coração põe em movimento. Existe vida, enquanto o coração faz circular o sangue nas veias.
    No momento da morte muitas vezes, a alma sente que se desfazem os laços que a prendem ao corpo; ela emprega então todos os esforços para acelerar e completar o desligamento. Já em parte desprendida da matéria, o Espírito vê o futuro desdobrar-se diante de si e goza, por antecipação, do estado espiritual.
    A sensação experimentada pela alma no momento em que reconhece estar no mundo dos Espíritos vai depender do estado moral da mesma. Ela se sentirá bem ou envergonhada, se praticou o mal. Com a alma do justo as coisas se passam de modo bem diferente. Ela se sente como que aliviada de grande peso, pois que não teme nenhum olhar perscrutador.
    Após a morte física do corpo o Espírito encontrará seus a amigos e parentes, conforme a afeição que lhes votava e a que eles lhe consagravam. Muitas vezes aqueles seus conhecidos o vêm receber à entrada do mundo dos Espíritos e o ajudam a desligar-se das faixas da matéria. Encontra-se também com muitos daqueles amigos conhecidos e que perdeu de vista durante a sua vida terrena. Ele verá os Espíritos ou almas que estão no mundo espiritual, como também poderá ver as pessoas encarnadas e visita-las.
    Em caso de morte violenta e acidental, quando os órgãos ainda não se enfraqueceram em consequência da idade ou das moléstias, a separação da alma e a cessação da vida ocorrem simultaneamente.
    Citemos por exemplo, uma pessoa morre por decapitação, ela conserva por alguns instantes a consciência de si mesmo e não raro conserva a vida durante alguns minutos, até que a vida orgânica se tenha extinguido completamente. Mas, também, quase sempre a apreensão da morte lhe faz perder aquela consciência antes do momento do suplício. Trata-se aqui da consciência que o supliciado pode ter de si mesmo, como homem e por intermédio dos órgãos, e não como Espírito. Se não perdeu essa consciência antes do suplício, pode conservá-la por alguns breves instantes. Ela, porém, cessa necessariamente com a vida orgânica do cérebro, o que não quer dizer que o corpo espiritual ou perispírito esteja inteiramente separado do corpo. Ao contrário: em todos os casos de morte violenta, quando a morte não resulta da extinção gradual das forças vitais, mais tenazes são os laços que prendem o corpo material ao perispírito e, portanto, mais lento será o desprendimento completo. (Fonte: livro “A Gênese” de Allan Kardec)
     

    Mais sobre a editoria

    Guia da Cidade
    INCLUA SEU ESTABELECIMENTO

    Assine (35) 3529-2750

    Fale Conosco contato@folhadamanha.com.br

    WhatsApp (35) 9 8829-8351

    © 1984 - 2019 Folha da Manhã. Todos os direitos reservados.
    Desenvolvido por Mediaplus