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    15/05/2019 09h13 - Atualizado em 15/05/2019

    Das homenagens do Itamaraty ao staff bozonáirico

    EM PASSOS, CADA VEREADOR CONSEGUE UM PERSONAGEM PARA SER HOMENAGEADO

    Norival Barbosa
    Homenagens e comendas outorgadas a pessoas de destaque por seu trabalho e/ou causa de reconhecimento universal, não são novidade, muito menos objeto de crítica em qualquer lugar do mundo. No Brasil costumavam receber essas comendas o Oswaldo Cruz, Carlos Chagas, Marechal Rondon, Dom Paulo Evaristo Arns... Ou, como somos um país muito ‘belicoso’ (como foi a Prússia), também praticamente todos os generais, pela bravura demonstrada nas grandes e épicas batalhas, heroísmo... não, chega.
    Em Minas Gerais o governo consegue garimpar cerca de 40 dessas sumidades por ano, para serem agraciadas com a medalha do “Mérito de Tiradentes”. Até aqui em Passos cada vereador desenvolve a proeza de conseguir um personagem para ser homenageado, totalizando 11 por ano, 44 por legislatura. Haja mérito!
    Contrariamente, não foi nada difícil para o Palácio do Itamaraty, Ministério das Relações Exteriores, (com o beneplácido do presidente Bozonaro), conseguir colocar no podio 15 desses expoentes, para receber homenagens “pelos serviços e méritos excepcionais, se tenham tornado merecedores dessa distinção”. Diz o regulamento. Desse lote, 11 dos 12 parlamentares agraciados são do PSL, partido do presidente Bozo. Isso tem um nome: “justissa”! Assim como nos EUA tem o Democratas, na Inglaterra o Trabalhista, na Espanha o Socialista, no Brasil temos o PSL. Partido de passado histórico e inelutável. Apenas para tomarmos os últimos 70 anos, esse partido esteve presente com sobejáveis méritos na campanha do, “O Petróleo é Nosso”; na luta infatigável contra os 20 anos de ditadura; nas “Diretas já”; na Constituinte de 1988. Porquanto virou unanimidade nacional. Ou será que alguém contesta isso? Se contesta é só pesquisar nos anais da Conchinchina. Por conseguinte, seus parlamentares também são de destaque nacionais, internacionais e siderais. Ôpa! também não chegam a tanto, né? É,  mas se o Congresso Nacional lá tivesse uma representação os “peessielínios” seriam só nota 10 no livro do DIEESE dos extraterrestres.
    Ademais que, dentre os parlamentares agraciados, de cujo nome muitos sempre veem precedidos de uma patente militar ou função de policial civil, estão os dois principais ‘azes’ do (des)governo Bozonaro. Eduardo e Flávio Bozo. Pelo menos aqui foi feita “justissa”. Também pudera, o que esses dois conseguiram produzir em apenas três meses de parlamento, Rui Barbosa e Afonso Arinos, juntos, não produziriam em 100 anos. Para ser ainda mais justo só faltou completar o “trio de ouro” com o Carlos (“Tonho da Lua”) Bozo. Se o regulamento não previa, isso não tem a menor importância. Sendo que os regulamentos foram feitos para ser ignorados.
    Por falar em imprevisão de regulamento, o 15º membro, ‘objeto’ dessas homenagens, saiu dessa cláusula imaginária. Também pudera né, trata-se do semi-deus arquetípico do mundo bozonáirico, o astro, quer dizer, o astrólogo Olavo de Carvalho. O Rasputin do governo Bozo, aquele mesmo que anda colocando o círculo militar, que ao Bozo rodeia, debaixo do tacão de seu destemperamento paranóico, verborrágico de baixo calão. Contudo, ele tudo pode, pois está “... acima de todos”. Inclusive, foi o único a receber a mais alta comenda do país, a de “Grande Oficial”. ( do zodíaco, completaria irônico, Mephistopheles).
    Agora, o que é de chorar (Mephistopheles diria o inverso), foi o cancelamento pelo presidente Bozonaro de sua viagem triunfal aos EUA, para receber o prêmio “Pessoa do Ano”, da Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos. Também o que ele fez pelo Brasil apenas nos primeiros “sem” dias de (des)governo), não tem precedente histórico. Afinal, o cancelamento foi tudo culpa daquele prefeitinho de meia-tigela, o Bill de Blásio, de uma pequena e provinciana cidade dos EUA, conhecida pelo nome de “New York”. Como por instâncias daquele alcaide o Museu de História Natural daquela “city” resolveu declinar (rapar fora mesmo), de ser a sede da cerimônia da justíssima homenagem, o Bozo bem poderia ter tomada a seguinte atitude: alugado um terreno particular, onde o prefeitinho não poderia interferir, feito uma boa e grande “torda” de lona. Levaria do Brasil duas ou três fornalhas de cupim (no avião presidencial tem espaço, mesmo com o número exorbitante de sabujos), uns três sacos de sabugos, uns cinco de toquinhos de peroba, duas panelas de ferro grandes daquelas de fazer sabão e, numa delas faria uma suculenta feijoada, na outra uma bela buchada de bode, quando as centenas de convidados poderiam refestelar-se à vontade, regados à generosas doses de cagibrina. Ao final, ainda poderia fechar com um belo ‘forro-de-brocoió’, ao som da sanfona do vice Hamilton Mourão.
    Mas, com o modesto cancelamento pelo presidente Bozo, como diria o duque suserano logo após a tragédia de “Romeu e Julieta”: “todos perdemos”.

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