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    13/05/2019 09h29 - Atualizado em 13/05/2019

    Entre Prosas: Antônia Aparecida da Silva

    Adriana Dias - Da Redação

    Para uma aproximação afetiva maior entre a família rotariana e a comunidade, o Rotary Club de Passos, entre várias iniciativas durante o ano, vai homenagear, no próximo dia 29, a A Mãe do Ano, com um evento na sede do clube, a partir das 20h. A festividade já se tornou tradicional e acontece em Passos há 60 anos, sendo que o Rotary Club completa 62 anos de existência no mês de junho. Todo ano, a festa é realizada durante reunião festiva sempre na última quarta-feira do mês de maio. Porém, a reunião festiva deste ano acontece no próximo dia 29, a partir das 20h, na sede social do clube de serviço. A homenagem é feita sempre no mês em que se comemora o Dia das Mães e, neste ano, inovou e trouxe como homenageada uma mãe que não faz parte da família Rotary diretamente, mas é um exemplo de mulher, de pessoa lutadora, trabalhadora e que, mesmo tendo ficado viúva muito nova, conseguiu criar os filhos dela e ainda os de outras famílias, trabalhando como empregada doméstica. O diploma outorgado pelo Conselho Diretor do Rotary Club de Passos foi analisado e deliberado dentre várias sugestões apresentadas por rotarianos para essa mãe exemplar, que é a jovem senhora Antônia Aparecida da Silva, de 50 anos, nascida em São Paulo,
    mas que aos 18 anos se mudou para Passos, cidade que tem como sua de coração. Para falar um pouco sobre sua trajetória e agradecer à homenagem prestada a ela, na qual substitui a atual Mãe do Ano, Benedita Aparecida Martins, o Entre Prosas foi recebido na casa da ‘mãezona’ para esta conversa especial, para este dia especial, para todas as mães da região.

    Folha da Manhã – Quando soube da homenagem de que será a Mãe do Ano do Rotary, qual foi sua reação?

    Antônia – Primeiro eu achei que estavam brincando comigo. Não acreditei, afinal, tem muita mãe melhor que eu, mais famosa, mais importante. Mas, seentenderam que eu mereço essa honraria, claro que aceitei e fiquei muito honrada. Felicidade é  uma palavra para expressar meu sentimento e me sinto bastante responsabilizada para representar todas as mães de Passos. Ser Mãe do Ano é um sonho, que nem sonhei, de tão incrível.

    FM – Quem te deu a notícia?
     
    Antônia – Foi o meu ex-patrão Aldo Gurian e a mulher dele, Neusa Helena Franzoni Gurian. Eles me ligaram e disseram que eu seria homenageada pelo Rotary. Nem acreditei. Então, nesta sexta-feira, alguns membros da diretoria do Rotary vieram à minha casa para o convite formal e oficial. O presidente interino do Rotary Club de Passos, João Rosário Júnior, confirmou a homenagem. Vou procurar atender às expectativas deles.
     
    FM – A que a senhora atribui a escolha?
     
    Antônia – Como disse no começo da nossa conversa, confesso que não entendi, mas estou feliz. Eu acho que é porque, além de ter cuidado dos meus filhos, também ajudei a cuidar dos filhos e netos de outras famílias para as quais trabalhei. Só na casa do casal Aldo Gurian e Neusa, eu fiquei 14 anos. Só saí há dois anos para poder cuidar da minha mãe, Maria Amélia da Silva, que está com
    85 anos e morando comigo após ter tido um Acidente Vascular Cerebral (AVC), mas ela está bem.
     
    FM – E como era a sua relação com as crianças da casa dos Gurian?
     
    Antônia – Para mim, todas as crianças são especiais. Acho que meu coração é grande o sufi ciente para caber o amor dos meus filhos e dos fi lhos deles. Sinto um amor imenso, principalmente pelos netos dos Gurian. São os fi lhos do Aldo Jr. com a Talita, que são a Kiara, a Pietra e o Aldinho; os filhos da Ana Lúcia com o Tássio, as meninas Ana Carolina e Ana Clara; do Danilo com a Lurdinha, que são a Amanda e a Letícia, e também os fi lhos da Tatiana com o Anderson, que são Lara e Enzo. Eles são como se fossem meus netos.
     
    FM – Você cuidou de seus filhos sozinha porque fi cou viúva muito cedo?
     
    Antônia – Sim, eu fui casada com Paulo Sérgio da Silva Ribeiro, que morreu há 20 anos. Foi muito difícil ficar sozinha com três crianças e eu estudei apenas até a 6ª série, não tendo condições de ter um emprego formal interessante. Eu pensava em ser cabeleireira, mas não me via com capacidade. Sou muito tímida e emotiva. Tenho meus filhos, Vanessa Paula da Silva Ribeiro, hoje com 26 anos, trabalha na Hering; Wesley Ricardo, com 25 anos, é repositor na Coca-Cola, e Paulo César, de 24 anos, que trabalha na Loja do Japonês. Casei-me novamente, com Pedro Barbosa Lô, com quem tive o filho Lucas Aparecido, hoje com 21 anos, e trabalha no açougue do Cergran. Esse novo relacionamento não deu certo e nos separamos. Meus filhos são o que tenho de melhor nesta vida.
     
    FM – Você entende que a sua maneira de educar contribuiu para que seus filhos sejam pessoas boas?
     
    Antônia – Eu acho que sim. Sempre me preocupei em oferecer uma educação na base do amor. Sou evangélica e entendo que só o amor constrói as pessoas decentes. Não foi fácil criar quatro filhos praticamente sozinha. Mas recebi muita ajuda da família Gurian e de outras para as quais trabalhei. Meus filhos não têm vícios graves, são carinhosos com as pessoas, respeitosos e trabalhadores responsáveis.
     
    FM – Esta sua maneira de ver a vida era levada para o trabalho?
     
    Antônia – Ah, sempre. Tanto que mesmo há dois anos sem trabalhar na casa dos Gurian, eles vêm à minha casa. Nas épocas festivas, trazem presentes, as crianças gostam de mim. Parando para pensar, porque nunca pensei nisso, realmente tenho esse dom de mãe. Mãe de todos.
     
    FM – Quais os sonhos gostaria de realizar e quais já realizou?
     
    Antônia – Eu gostaria de ter a minha casa própria. Aliás, sonho de muitos brasileiros, não é? E consegui fazer um financiamento há alguns anos. Estou muito feliz com a casa que consegui comprar. Agora, ainda quero realizar algumas melhorias nela. Mas o meu sonho mesmo já foi realizado, que era ver meus filhos crescidos. Agora tenho até um netinho de 1 ano, o Heitor, filho
    de Wesley e Tainá. Uma criança abençoada. Quando as crianças são boas e carinhosas, não tem
    como não se apegar. Todos que passaram pela minha vida são assim, os meus e os dos outros.
     
    FM – Você tem irmãos?
     
    Antônia – Sou a única filha mulher, tive cinco irmãos. Um deles já faleceu. E, sempre que posso, vou a São Paulo para visitar os irmãos que ainda moram lá e ver os sobrinhos. Eu vim de lá com 18 anos e para morar nunca mais voltei. Adotei Passos como minha cidade. Aqui, temos uma vida tranquila, com dificuldades, mas tranquila.
     
    FM – Qual seu maior prazer hoje em dia?
     
    Antônia – O meu maior prazer é ver a casa cheia. Aqui nem é muito grande, mas cabem todos os filhos e agora o netinho. Ainda tenho dois filhos que moram comigo, então, é sempre uma alegria muito grande receber os que moram perto. Fazer uma comida boa e conversar.
     
    FM – O Rotary presta essa homenagem há 60 anos, você sabia? E sabe o que ganha?
     
    Antônia – Eu não sabia. Mas fiquei feliz em saber que sou a 60ª a receber a honraria dentre tantas mulheres especiais ao longo dessas seis décadas; me contaram que vou receber um Diploma de Mãe do Ano, flores e presentes. Nem precisava. Só de terem me escolhido já é um presentão. Ah, e me explicaram que, ao longo do ano, vou participar de reuniões especiais e farei parte da mesa de honra.

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