• Assine (35) 3529-2750

    Fale Conosco contato@folhadamanha.com.br

    WhatsApp (35) 9 8829-8351

    ÁREA DO
    ASSINANTE
    ESQUECEU SUA SENHA?
    Você receberá em seu e-mai uma nova senha para login.
    

    Assine 35 3529-2750

    Fale Conosco contato@clicfolha.com.br

    WhatsApp 35 9 9956-5000

    
    13/05/2019 09h01 - Atualizado em 13/05/2019

    Metáforas de Bolsonaro

    A REFORMA DA PREVIDÊNCIA É UM EMBATE DE FOICE NO ESCURO

    Luiz Gonzaga Fenelon Negrinho
    Em andanças oficiais e extraoficiais, mediante palestras e discursos de ocasião, o presidente Bolsonaro tem se valido repetidas vezes de metáforas, em rápido entendimento, uma relação de semelhança e comparação. 
      Significativo exemplo é o verso de Geraldo Vandré: “E acreditam nas flores vencendo o canhão”: as flores simbolizam a paz, o canhão a guerra. 
    Outra: “Morro de amores por você”. Ora, em tese, ninguém morre por nutrir amor por outra pessoa. A menos que a pessoa queira se matar por “amor”. Loucura por si só.
    No caso de Bolsonaro, como revela o jogo de palavras, gesto até certo ponto simpático, tece comunicação no concurso do namoro, noivado e casamento.  
    Situações se estreitam no compadrio de seus subordinados, colegas de pastas e pautas, fazendo com que ideias complexas fiquem amenas, com a temática dos relacionamentos amorosos.
    Assim vão ocorrendo namoros daqui e dali, por último mais acentuadamente, com o presidente da Câmara Federal, Rodrigo Maia (DEM-RJ), pela função severamente importante para a nação, que é a pauta da Previdência. Ambos precisam estar sintonizados para chegarem a um consenso quanto à aprovação de tão discutida e intrincada reforma.
    E haja votos! Votos não só de ventura e sucesso, mas o instrumento legal de que o representante do povo deve dispor quando das eleições para exercer seu mandato. Neste caso, em colegiado, para aprovar matéria tão delicada, já que vai mexer com interesses de gente graúda, que mais cascavel tem na algibeira do que propriamente amor extremado aos panteões da pátria e 
    da liberdade.
    Num estilo entre mineiro e paulista do interior, jocoso e caipira, até que Bolsonaro não está fora da normalidade. Cada um fala o que quer, como quer, com a substância da norma imposta.
    Na tentativa de estabelecer comunicação de antessala, toma de palavras bem coloquiais e acena para a plateia menos afeita a mensagens empoladas e afetadas, no geral muito bonitas e complexas e de pouca ou nenhuma significação.
    Simples e direto, até aqui o chefe do Executivo tem se revelado um tolerável político na área da comunicação. Que tem de errado fazer de relações amorosas parte integrante dos seus enunciados, como namoro, noivado e casamento? 
    Absolutamente, nada. 
    Afinal, interessante unir a imagem da relação afetiva entre duas ou mais pessoas que se unem pelo desejo de estarem juntas, a partilhar emoções e circunstâncias. Na arena, no seu entender, valentes guerreiros em prol de um gigante adormecido.
    Como se trata da mudança de rumo numa organização sistemática de amplo interesse, se considere que a pauta da Reforma da Previdência é um autêntico embate de foice no escuro, já que envolve membros de poderosos meios da sociedade, exatamente quem recebe muito dos poderes públicos e de seus direitos não querem abrir mão.
    E antes que fale que o namoro duradouro possa gerar um matrimônio mais sólido, frase feita de há muito, bom se fique de butuca e à espreita: filhos antes do casamento e crescidinhos podem complicar a relação amorosa de casais, fato sabidamente constatado no conjunto probatório das separações judiciais.
    Para um relacionamento seguro e sem nenhum abalo sísmico de nenhuma escala preocupante, no preferencial que não haja na linha imaginária do Equador, nenhum herdeiro oficial que atenda pelo prenome de Flávio, Carlos ou Eduardo Bolsonaro. No eixo da situação Planaltina vêm-se tornando pedras no sapato do pai presidente, metáfora que dá conotação de situações que incomodam e atrapalham. 
    Há quem aposte na boa intenção e conduta séria de Bolsonaro, como de resto não falta quem dele não goste. E mais: num índice de pouca rejeição, existem optantes, em expressivo estágio, que torcem pelo quanto pior melhor. Vejam as manifestações populares.
    O ideal é esperar acenos para namoros frios, mornos e tórridos do presidente da República com o povo brasileiro. Brava gente brasileira! Há muito sequiosa por um bom relacionamento político, econômico e social, de cima para baixo, para a realização de gloriosos e almejados objetivos, com ou sem jogos de palavras. De preferência, atos que provoquem substância na vida útil das comunidades de cada dia e de cada segmento popular, com ou sem espirro, na explicação fisiológica, as irritações das mucosas nasais.
    Entre metáforas e comparações, que os tormentosos momentos pelos quais passamos – situações de desespero – mais de 13 milhões de desempregados – nos remetam a parábolas de alguém que por aqui passou há mais dois mil anos atrás, explicou sua verdade complexa em forma de doces e santificadas palavras, com o propósito de reconstruir um mundo de paz, esperança e amor. 
    Era assim que Jesus ensinava. Palavras ditas, benditas, que estão aí para todos que nele creem e objetivam a vida eterna. 
     
    LUIZ GONZAGA FENELON NEGRINHO, advogado, com escritório em Formiga, escreve aos domingos nesta coluna. (luizgfnegrinho@gmail.com)

    Mais sobre a editoria

    Guia da Cidade
    INCLUA SEU ESTABELECIMENTO

    Assine (35) 3529-2750

    Fale Conosco contato@folhadamanha.com.br

    WhatsApp (35) 9 8829-8351

    © 1984 - 2019 Folha da Manhã. Todos os direitos reservados.
    Desenvolvido por Mediaplus