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    08/05/2019 09h08 - Atualizado em 08/05/2019

    Extremos

    BONS CONSELHOS E BOAS AMIZADES AJUDAM

    Washington L. Tomé de Sousa
    Ficção e realidade muitas vezes se mesclam... e são espelho uma da outra.
    Em emocionante e dramático filme (‘Limite Vertical’ – recomendo, pra quem gosta do gênero), família de alpinistas se vê em situação de risco de morte ao escalarem encosta íngreme de uma montanha. Despencam no meio da escalada e ficam dependurados pai, filha e filho por uma fina corda que ameaça se desprender do paredão, ante o peso dos três. Então, em decisão heroica, o pai ordena ao filho que corte a corda que o prende, entregando a sua vida para salvar a dos filhos. E é o que acontece em seguida. Quem quiser saber o restante, que assista o filme.
    Há situações na vida que, às vezes, exigem decisões radicais para a sua solução. E isso ocorre em todos os âmbitos, sejam pessoais, familiares, de trabalho e, até mesmo, no contexto de uma nação ou de nações. 
    Durante a segunda guerra mundial, o Reino Unido foi comandado pelo primeiro-ministro Winston Churchill, um grande estadista que livrou a Inglaterra da derrota para a Alemanha nazista. Dizem os historiadores que Churchill fora talhado para aquela missão específica, de dirigir o Reino Unido durante aquela grave e excepcional situação. Mas, superada a guerra, em condições normais, já não era o homem público mais adequado para continuar no comando.
    De igual forma Ghandi, outro grande estadista e humanista, contemporâneo e adversário de Churchill, livrou a Índia do domínio do Império Britânico, conquistando a sua independência através do que ficou conhecido como resistência pela não-violência e pela desobediência civil. Fora brilhante durante aquela situação excepcional. Sua pessoa, sua atuação, encontraram o momento da perfeição naquelas circunstâncias. Depois, no entanto, para o dia a dia da vida política, já não se mostrava o mais conveniente. 
    Longe de se comparar a essas duas grandes figuras da história e da humanidade, o ideólogo Olavo de Carvalho, extremista de direita, foi um dos grandes alavancadores da eleição de Jair Bolsonaro à presidência do Brasil e encontra-se, constantemente, na pauta do dia das polêmicas e problemas do atual governo, com as suas opiniões extremadas e ingerências (diretas ou indiretas, não se pode afirmar, ao certo), mormente na família presidencial. Se Olavo foi um fator de apoio à assunção de Bolsonaro ao poder, não é, porém, pessoa com a qual se possa governar ou que se possa aceitar que participe do governo por vias indiretas. Teve o seu momento. Agora é um estorvo, um incendiário. Não se presta para o cotidiano, para a construção do bem estar comum e duradouro, que demanda trabalho árduo e constante, de pacificação, de maturação de médio e de longo prazos. 
    Assim somos nós, também, em nossas vidas. Para situações extraordináraias, soluções radicais muitas vezes são necessárias. Porém, para o cotidiano, o procedimento ordinário já é o suficiente. Não se pode viver sadiamente de sobressalto em sobressalto. Bons conselhos e boas amizades ajudam. Mas há pessoas que participam da nossa vida - ou que as deixamos participar -, e a quem damos ouvido, com as quais não devemos caminhar, que só trazem tribulação. 
    Coragem, sejamos senhores do nosso destino!
     
    WASHINGTON L. TOMÉ DE SOUSA, bacharel em Direito, ex-diretor da Justiça do Trabalho em Passos, escreve aqui, às quartas, quinzenalmente.

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