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    07/05/2019 08h24 - Atualizado em 07/05/2019

    Letícia Colin, a Marilyn do sertão

    Letícia Colin e a arte de fazer comédia na série de Halder Gomes, ?Cine Holliúdy?, que estreia terça na Globo. a beldade interpreta a filha do prefeito Olegário e de dona maria do socorro

    Luiz Carlos Merten - Especial para a Folha

    Letícia Colin é aquela graça que o público sabe. Brilhou em novelas como Novo Mundo e Segundo Sol, coestrelou o melhor filme de Júlia Rezende, que, por um desses paradoxos da cinematografia nacional, registrou a menor bilheteria da diretora – Ponte Aérea, também com Caio Blat e Sílvio Guindane. Júlia fez milhões de espectadores com Meu Passado Me Condena 1 e 2 e teria arrebentado com De Pernas Pro Ar 3, se a carreira de blockbuster do longa com Ingrid Guimarães não tivesse sido atropelada pelo arrasa-quarteirão Vingadores: Ultimato. Letícia grava atualmente em São Paulo a nova série de George Moura (e Sérgio Goldenberg). Onde Está Meu Coração?, dirigida por Luísa Lima, ainda demora para chegar à tela da Globo, mas nesta terça, 7, prepare-se para ver Letícia como a Marilyn do sertão, na série que o cineasta cearense Halder Gomes realiza a partir de seus filmes Cine Holliúdy 1 e 2.
    ‘Ispilicute’. Como? Você pode não ter entendido nada, mas é ‘cearensês’ e, a partir de terça, com o primeiro dos dez episódios de Cine Holliúdy, tudo ficará perfeitamente claro. Traduzindo, é como o caboclo sertanejo ‘traduz’ she is pretty cute. Portanto – ispilicute = ‘ela é gracinha’. E a gracinha é Marilyn, a filha do prefeito Olegário e da primeira-dama Maria do Socorro, personagens interpretados por Matheus Nachtergaele e Heloisa Périssé. Na trama que se passa em Pitombas, no interior do Ceará, nos anos 1970, Francisgleydisson possui o único cinema local, o Cine Holliúdy. Em nome da modernidade, e convencido pela mulher, Olegário instala uma TV no meio da praça. A nova maquininha de produzir imagens atrai o público e ameaça a sobrevivência do cinema de Francisgleydisson. Ele reage realizando filmes para exibir na sala, e cada um – ou sua feitura – está no centro de cada episódio da série. Onde entra Marilyn nisso?
    Quem explica é a própria Letícia Colin, numa entrevista por telefone, durante folga nas gravações. “Marilyn é da cidade grande, uma mocinha de muita personalidade, que não está nada contente de chegar a esse fim de mundo. Ela é do tipo que não leva desaforo pra casa e que pulsa muito forte. Como garota da capital, se acomoda mal na cidade pequena e rejeita isso.” Só que as circunstâncias da trama aproximam Marilyn de Francisgleydisson e ela entra no mundo de sonhos do cineasta do sertão. Aceita ser sua musa, a estrela dos filmes que ele faz. Ao acessar esse mundo sonhado de criação, tem a chance de se salvar. “Marilyn é salva pela arte”, explica Letícia. É uma linda história de amor, essa de Letícia com o personagem interpretado por Edmilson Filho, que fez o papel de Francisgleydisson nos filmes e o repete na série. Há um complicador. “Marilyn vai tomando gosto pela arte, se tornando uma verdadeira estrela e, como tal, é assediada com convites para fazer televisão”, antecipa Letícia. Agora, que faço eu da vida sem você? Não é preciso lembrar os versos de Você não Me Ensinou a Te Esquecer, lindamente cantados por Caetano Veloso em Lisbela e o Prisioneiro, o belo filme que Guel Arraes adaptou da peça de teatro de Osman Lins. Por se tratar de um desenvolvimento do argumento original de Halder Gomes, Cine Holliúdy, a série, não deve ter nada a ver com Lisbela, exceto pelo olhar do repórter, baseado na sensibilidade da história ficcional de amor relatada pela atriz Letícia Colin.
    Na entrevista à imprensa, na estreia de Cine Holliúdy 2 nos cinemas, Halder Gomes havia definido o ‘cearensês’ como “uma maneira de encarar a vida com leveza e fuleragem”. Se procurar no dicionário você não vai encontrar definições muito lisonjeiras para fuleiro. 1. Que ou aquele que age irresponsavelmente, sem seriedade; que ou quem não se mostra confiável; 2. Que ou o quem não tem valor, que ou o que é medíocre, reles. Nada disso se aplica à forma como Halder Gomes encara o cinema e o utiliza como ferramenta para refletir o mundo, no caso, o Brasil. “Eu gostei muito de Cine Holliúdy e, quando fui chamada para a série, achei que poderia ser uma experiência enriquecedora. Gravamos entre o fim de 2017 e o início de 2018 em locações no interior de São Paulo, em Areias, e em Quixadá, no Ceará, um lugar agreste, belíssimo. Foram três meses filmando com uma câmera só, uma coisa de cinema. Já havia feito comédia, não na TV, mas o que mais me impressionou foi o método do Halder.” O repórter a interrompe para lembrar que, na entrevista ao Estado, o diretor e roteirista falara muito sobre o tempo da piada, e sobre como ele buscava esculpir esse tempo com seu elenco.

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