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    29/04/2019 08h35 - Atualizado em 29/04/2019

    Carlos Eduardo Oliveira de Souza, o Dudu, estudante

    Sou encantado pelos animais e acho que também encanto os bichos

    Adriana Dias - Especial para a Folha

    A infância é uma das fases mais importantes para o desenvolvimento do ser humano, e a maioria das crianças busca um animal de estimação, sejam eles pequeninos como um peixinho ou grandes como cães, como seus companheiros. Uma pesquisa recente do site ranking Brasil, traz o cachorro como o animal com maior população no país, contabilizando 35,7 milhões. E, em segundo lugar na lista dos pets preferidos está o peixe, com 25 milhões, e na terceira colocação aparece o gato, que totaliza 19,8 milhões. O estudante do Colégio Objetivo NHN, o passense Carlos Eduardo Oliveira de Souza, o Dudu, de 13 anos, foge completamente da lista. Ele cria um filhote de búfala, que fica na fazenda da família em Pratápolis, que deu o nome de xxx, uma cobra, rãs, sapos, hamsters, pintinho e sete cachorros. Em entrevista na manhã deste sábado, em Passos, o filho dos empresários Marcelo Machado de Souza e Ana Paula Campos Oliveira, o Dudu, recebeu a reportagem para contar sobre sua relação com a búfala e com outros animais, no mínimo inusitados. Ainda muito jovem para decidir qual profissão escolher para o futuro, o adolescente assegura que deve ser algo relacionado ao mundo animal, como médico veterinário ou biólogo. E como qualquer criança da sua idade gosta de brincar, mas ele é com os animais. Na internet, sempre busca ver canais do Youtube que tratam deste tipo de assunto. Ele até já fez campanha para arrecadar recursos para ajudar a cuidar de animais em situação de rua.

    Folha da Manhã - Quando começou sua relação com o mundo animal e qual o primeiro bichinho que você teve?

    Dudu – Sempre gostei muito de animais, desde bem pequeno, mas o primeiro que tive foi uma Calopsita que ganhei de Natal da minha avó Nadeje, em 2015. Dei o nome de e desde então comecei a ganhar outros bichinhos como hamster, rã, esquilo da Mongólia. Moro em apartamento e cada um fica em uma gaiola. Antes ficavam a calopsita que dei o nome de Fred, a maritaca e os periquitos juntos, mas fazia muita sujeira. Tive que doar a calopsita, porque minha mãe a achava ela muito brava, eu confesso que não fiquei muito triste porque não peguei muito amor nela. Depois desta, ganhei um periquito verde que meu pai comprou de um carroceiro na porta da loja e me deu de aniversário.

    FM – Você dá nome a todos os animais?

    Dudu – Procuro colocar nomes em todos eles. O periquito dei nome de Zé, eu ficava com ele a maioria dos dias, eu o levava pro sítio, ele andava a cavalo comigo, no meu ombro e num determinado dia ele caiu e foi pisoteado, morreu. Tinha um sapo chamado Osvaldo também, lá no sítio, que também morreu. Os cavalos têm nomes, são Ana, Nina, Bebel, Theo e Pirulito. E tenho os sete cachorros Pirata, Leão, Zoo, Leoa, Xiko, Gohan e Dany.

    FM – O que você mais gosta de fazer?

    Dudu - O que eu mais gosto de fazer é, certamente, adestrar bichinhos. Sou encantado pelos animais e acho que também encanto os bichos. Você pode ver aqui agora, o Frank, esse pintinho que minha mãe comprou para dar de alimento para a cobra Catarina. Fiquei com dó de dar a ela e ele fica aqui andando atrás de mim por onde vou. O chamo e ele vem. Fica até no meu ombro, como se fosse um pássaro. Eu falo com eles e eles me obedecem, menos a Catarina que é surda, afinal, a maioria dos répteis são surdos. A Catarina foi meu padrinho que me deu de Natal, aliás, tenho muita sorte com Natal. Como eles sabem que gosto e queria uma cobra de estimação, ele me deu. Ela é da raça corn snake. Eu ainda quero ter uma píton, mas essa é muito grande, vou ter que esperar um pouco.

    FM – Como é o seu dia? Quanto tempo dedica aos animais? E, como são seus é você quem cuida?

    Dudu – Sim, sou eu mesmo quem cuido, dou alimentos, faço a higiene deles. Faço todos os cuidados. Dá um certo trabalho, porém, é prazeroso.

    FM – Bom, estes animais todos que você tem já são bem inusitados, mas como é que entrou na sua lista de bichos uma filhote de búfala?

    Dudu – Foi o seguinte, o leite da mãe da filhotinha de búfala secou. Minha família tem criação de búfalos no sítio onde tem a produção de leite para fazer queijos de búfala. Então, a bezerrinha estava no barracão recebendo leite por mamadeira. Meu pai pediu que eu a alimentasse. Fui e depois disso a levei para o gramado da casa. A Juju passou a manhã e a tarde comigo, me seguindo onde eu fosse. À noite, eu me lembro que cheguei a bater mamão com leite para dar a ela, que tomou. Meu pai saiu para buscar minha mãe que veio a um casamento em Passos e eu coloquei ela para dentro de casa. Me deitei no sofazinho cama e ela se deitou ao meu lado e dormimos. Ficou do meu ladinho até que minha mãe chegou e a tirou. Foi aí que nasceu esta linda relação com a Juju. Hoje ela está com dois meses e me segue por todo o sítio, parece cachorro. Qualquer nome que você fala ela vem, ela é muito sem vergonha. Mas já aprendeu a mamar sozinha nas outras búfalas. Esta vai ficar lá pra sempre e nas minhas pesquisas já identifiquei que elas vivem de 25 a 30 anos, o que é muito bom, pois ela é a minha favorita. Estou muito apegado a ela. Eu sinto uma coisa que eu nem sei como que eu falo. Eu acho muito legal esse tipo de animal.

    FM – Ela é de contato igual cachorro? Te encosta?

    Dudu – A Juju é muito curiosa. Já levei cliente da loja de queijos para conhecê-la e ela vem cheirando a pessoa. Parece mesmo com cachorro. Ela é dócil

    FM – Você já tinha visto alguém que tinha búfala de estimação?

    Dudu – Já tinha visto algo no Youtube. Gosto de ver histórias de cuidados com animais. O búfalo é um animal muito rústico. Comparado com a vaca, eles são muito fortes, quase nunca adoecem, comem pasto.

    FM – Seus pais acompanham sua rotina?

    Dudu – Como sou um bom aluno eles deixam que no meu tempo livre eu cuide dos animais. Para a Juju a alimentação era rápida, em 5 minutos dava a mamadeira. Só que precisa segurar bem porque ela fica se mexendo muito. E, minha mãe conta que se assustou quando chegou em casa e viu o animal deitado na cama comigo. A cobra por exemplo, meus pais têm uma reação não muito boa, o sapo também não muito bem, mas eles respeitam meu gosto. Eles dizem que isso ensina sobre o amor.

    FM – Você sabe, pois tem outras búfalas no sítio, que a Juju vai ficar bem grande, e isso será um problema?

    Dudu - Esta coisa de dormir na cama foi porque meu pai não estava na roça e ela estava frágil, mas sei que vai crescer e vai chegar a pesar uma tonelada, mas isso não será problema.

    FM – Você tem cães de adoção e também já fez até campanha para arrecadar recursos para eles?

    Dudu – Fiz a campanha e arrecadei R$600 para ajudar na associação de amigos dos animais. E os sete cachorros que tenho todos foram pegos em feiras de adoção.

    FM – Você tem um irmão, ele gosta de animais assim como você?

    Dudu – Sim, tenho o Emanoel, de 5 anos. Mas ele parece ter um pouco de medo. Ele não pega sapo, por exemplo.

    FM – Você pega sapos?

    Dudu – Os pego na roça, sei qual é um e qual é outro. Coloco na porta da casa próximo a formigas para se alimentarem. Sei quem são pelas listras em suas costas. O sapo só expele o veneno se você apertar a glândula onde ele secreta o veneno. É tranqüilo de lidar com eles.

    FM – Já tem em mente uma profissão a seguir no futuro?

    Dudu – Médico veterinário ou biólogo. Estes dias fui para Itatiba e nós fomos ao zoológico com uma guia. Gostei da ideia de ser guia de um zooparque. Acho que é um lugar onde vou ficar bem perto dos animais, podendo cuidar deles. Teve um pássaro que saiu voando e pousou no meu ombro lá no parque. Ah, e ainda quero fazer um safári na África.

    FM – Você é então parecido com São Francisco de Assis?

    Dudu – Mais ou menos isso. Já vi na catequese, da igreja católica, sobre a história de São Francisco que tinha um dom com os animais.
     

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