• Assine (35) 3529-2750

    Fale Conosco contato@folhadamanha.com.br

    WhatsApp (35) 9 8829-8351

       
    ÁREA DO
    ASSINANTE
    ESQUECEU SUA SENHA?
    Você receberá em seu e-mai uma nova senha para login.
    

    Assine 35 3529-2750

    Fale Conosco contato@clicfolha.com.br

    WhatsApp 35 9 9956-5000

    
    25/04/2019 10h29 - Atualizado em 25/04/2019

    Vitrine do campo

    Num clima de incertezas sobre como ficará o financiamento de máquinas agrícolas, a Agrishow começa na próxima segunda-feira

    Na próxima segunda começa a Agrishow, maior feira de tecnologia para o agronegócio da América Latina, que é considerada o termômetro para vendas de máquinas agrícolas no ano. O evento – que será realizado de 29 de abril a 3 de maio em Ribeirão Preto, no interior paulista – chega a sua 26ª edição num clima de tensão. Isso porque, às vésperas do início da feira, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) suspendeu duas importantes linhas de financiamento: Moderfrota, categoria de crédito para máquinas e equipamentos agrícolas, e Inovagro, programa de financiamento para investimentos em inovação no setor. Mesmo assim, a previsão é de aumento no volume de negócios.
    “Estamos falando de algo em torno de R$ 2,7 bilhões este ano, um aumento entre 8% e 10%”, diz João Carlos Marchesan, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), que tem 1.500 empresas associadas, 800 delas do ramo agrícola.
    A venda de maquinário para o setor está aquecida desde o final do ano passado. De acordo com a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), órgão que regula o setor, nos três primeiros meses deste ano, foram comercializadas 9.295 máquinas, uma alta de 23,5% em relação ao mesmo período do ano anterior.
    O incremento na comercialização levou representantes do agro a se encontrarem com o presidente Jair Bolsonaro, com o ministro da Economia, Paulo Guedes, e três vezes com a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, para pedir recurso adicional ao Moderfrota, categoria de financiamentos com juros de 7,5% ao ano para produtores com faturamento anual até R$ 90 milhões e de 9,5% ao ano para quem estiver acima disso. O pleito era de R$ 3 bilhões, mas o setor só conseguiu R$ 475 milhões, verbas de linhas com baixa demanda que foram repassadas para o programa de modernização da frota agrícola.

    Linha de crédito
    Para a Agrishow a questão foi remediada. “O Banco do Brasil está entrando com uma linha de R$ 500 milhões para a feira, uma espécie de Moderfrota BB com recursos próprios. Há também os recursos dos fundos constitucionais das regiões Centro-Oeste, Norte e Nordeste. Toda venda para estes estados vai ser via fundos”, diz Marchesan. O problema será da Agrishow até o próximo ano safra, que começa em julho, o que dá cerca de 60 dias. Para esse período, o cálculo da Abimaq é que um adicional de R$ 2 bilhões seria suficiente, já que o desembolso semanal do Moderfrota tem sido na casa dos R$ 250 milhões.
    “Pedimos essa suplementação ao governo. Mesmo porque nós teríamos o prazer de receber o presidente Bolsonaro, que confirmou que estará no dia de inauguração na feira, junto com ministra [da Agricultura] Tereza Cristina. Eles não virão para serem cobrados. Esperamos que, até lá, tenhamos uma alternativa”, explica o presidente da Abimaq.  

    Mais sobre a editoria

    Guia da Cidade
    INCLUA SEU ESTABELECIMENTO

    Assine (35) 3529-2750

    Fale Conosco contato@folhadamanha.com.br

    WhatsApp (35) 9 8829-8351

    © 1984 - 2019 Folha da Manhã. Todos os direitos reservados.
    Desenvolvido por Mediaplus