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    25/04/2019 08h56 - Atualizado em 25/04/2019

    A estreia mais esperada da década

    Mais do que qualquer filme precedente do universo Marvel, ?Vingadores: Ultimato? serve para pensar a maneira como as fantasias representam o nosso medo da morte

    Geovana Gonçalves - Especial para a Folha

    A espera de 11 anos parece chegar ao fim nesta quinta-feira, 25, com a estreia mundial de “Vingadores: Ultimato”. Milhares de fãs esperam respostas desde o ano passado, depois que o vilão Thanos dizimou parte da equipe de heróis e da população mundial, na produção “Vingadores: Guerra Infinita” (2018). De acordo com o anúncio feito pela produtora americana, Trinh Tran, “Vingadores: Ultimato” deve ir além de tudo que já foi produzido até o momento.
    “Esperamos que o público abrace esta produção da mesma forma como em “Vingadores: Guerra infinita”. Nós estávamos bem nervosos em como todos iriam reagir com os riscos que tomamos em “Vingadores: Guerra Infinita”, em matar muitos personagens. Eu não sabia se o público iria nos odiar ou agradecer por fazermos algo diferente. Fiquei muito satisfeita que eles reagiram de forma positiva”, relatou a produtora.
    A estreia oficial do tão aguardado filme acontecerá no dia 25 de abril no Cine Roxy, em Passos, e na filial da rede de cinemas Cine A em São Sebastião do Paraíso - que vendeu todos os lugares para a sessão de pré–estreia programada para a 0h desta quinta-feira. O estudante de Publicidade e fã, Luciano Assis dos Santos, 21 anos, comprou seu ingresso para assistir “Vingadores: Ultimato” há duas semanas e conta que acompanha todos os lançamentos do Universo Cinematográfico da Marvel (MCU) no cinema desde o lançamento em 2016 de Capitão América: Guerra Civil.
    “Sinceramente? Não sei muito o que esperar de Vingadores: Ultimato. A Marvel divide seus filmes em fases, Vingadores: Ultimato marca o fim da sua terceira. Isso significa que atores e personagens que se consagraram e estão nos nossos corações já, irão se despedir deste universo. Caso, especula-se, do “Homem de Ferro” e “Capitão América”. São 11 anos de MCU (Universo Cinematográfico da Marvel). Onze anos acompanhando histórias e filmes que se enlaçam e se completam em um universo muito bem traçado. A Marvel sempre surpreende, seja para bem ou para mal. Entenda, ela não acerta sempre. Mas a única coisa que realmente espero desse filme é a união novamente do grupo original dos Vingadores e um final digno para aqueles que se despedem de nós, fãs, nesse filme. Ahh, e claro, que a Capitã Marvel desça a porrada no Thanos!”, disse empolgado o fã.
    O jornalista e fã, João Gustavo de Oliveira, 27 anos, vai com menos frequência às estreias, mas pretende assistir a Vingadores: Ultimato depois que a euforia das salas de cinema passar.
    “É a conclusão de uma história que estou acompanhando há mais de 10 anos. Eu vi esses personagens crescerem e se tornar o que são hoje, ícones da cultura pop atual. Mas acredito que tudo tem um início e se não fosse X-Men, no início deste século, o cinema não teria virado os olhos para os filmes de heróis e investido em histórias que pudessem mexer com o imaginário do público”, ressaltou o fã.
    A historiadora e fã, Beatriz Leite Gonçalves, 21 anos, ressaltou que estas produções audiovisuais trazem à tona discussões sobre representação social e quebra de paradigmas culturais.
    “O filme “Capitão América: O Soldado Invernal” e os primeiros do Homem de Ferro trazem à tona as explorações da guerra, as buscas incansáveis por poder e como isso trouxe a ruína de muitos. Além disso, os filmes trazem personagens femininas que fogem dos estereótipos de heroínas hipersexualizadas como por exemplo “A Mulher-Gato”, o Universo Cinematográfico da Marvel (MCU) mostra que mulheres (inclusive mortais, que não possuem nenhum super poder) podem lutar ao lado de homens e vencer, trazem personagens fortes, inteligentes e independentes, como a Viúva-Negra, Shuri e Capitã-Marvel. O universo ainda trouxe recentemente um filme protagonizado pela maioria de atores negros, “Pantera Negra”, foi um marco dentro da linhagem de filmes da Marvel, além de ser uma produção incrível com uma história de tirar o fôlego de qualquer um, o filme coloca o herói negro em um patamar diferente do que já estávamos “habituados” (como por ex: ajudante de um herói branco com mais importância, soldado, etc.), trazendo o negro desta vez como Rei e herói, que possui em seu reino uma riqueza e um avanço tecnológico espetacular”, salientou a fã.
    A última produção lançada pelo Universo Cinematográfico da Marvel (MCU) foi “Capitã Marvel”, em 7 de Março de 2019, o filme apresenta uma super-heroína feminista, forte, independente e empoderada, que é capaz de inspirar mulheres do mundo todo.
    “Ali você tinha uma personagem feminina, lutando por ela e pelo o que ela acreditava, e sua história não girava ao redor de um homem. Todavia, vendo o trailer de “Vingadores: Ultimato”, me decepcionei com a sugestão de um romance entre a Capitã e o Thor, como se uma personagem feminina não pudesse ser uma protagonista independente de qualquer romance e como se isto fosse tudo o que uma mulher precisasse na vida, e sabemos que não o é”, destacou o jornalista.
    Para o estudante de Publicidade, Luciano, dentro do cinema atual, os filmes de heróis são aqueles que levam mais longe as discussões socias. “E quando digo longe, falo em alcance. Claro, há filmes alternativos e de outros gêneros e temáticas que trabalham e comtemplam esses temas de forma melhor e complexa, mas estes não têm o alcance e o poder de gerar um agendamento sobre essas questões socias como os de heróis. Casos como o de “Pantera Negra”, com o racismo, Mulher-Maravilha e Capitã Marvel, com o feminismo e Deadpool, com a causa LGBTQ+. Mulher-Maravilha, primeiro filme solo de uma super-heroína, por exemplo, arrecadou uma receita de nada mais, nada menos que US$ 821 milhões e vendeu aproximados 7 milhões de ingressos. Um soco no estômago daqueles que achavam impossível o sucesso do filme de uma personagem feminina construída de forma forte, representativa e não sexualizada no meio majoritariamente masculino e, sendo assim, machista como o nerd e geek. E isso só é possível, exatamente, por serem uma produção da indústria cultural usual, fazendo que os filmes de heróis consigam ter um alcance muito maior, levando essas discussões, mesmo que de forma tão leve e sutil, ao meio social”, afirmou Luciano. 

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