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    22/04/2019 08h50 - Atualizado em 22/04/2019

    Dia a Dia: Por que ler jornal?

    Luiz Guilherme Winther De Castro - Especial para a Folha

    Com quinze ou dezesseis anos de idade, eu já lia jornal.
    Ainda adolescente, eu sabia da existência da televisão, mas, poucos podiam tê-la em casa e a transmissão era precária, assim como era o rádio também. No momento de maior interesse pelo assunto, o som do rádio sumia, depois voltava. Com tempo ruim, temporais, então, era melhor nem ligar o rádio. A televisão deveria ser igual, em minha casa não tínhamos.
    Bem, deixando de lado essas lembranças, quero me apegar aqui ao fato de ainda ser muito importante não apenas ler jornal, mas saber ler o jornal. Noto que mesmo os grandes jornais parecem ter perdido algumas páginas no seu tamanho, ficaram um pouquinho “encurtados”, por várias razões e motivos de ordem econômica, de custo, de preço, de queda no número de assinantes ou mesmo dos que compram nas bancas. Uma verdadeira pena!
    Mesmo assim, o número de revistas e editoras de jornais semanais, geralmente tabloides, aumentou consideravelmente. Muitas editoras nasceram e tiveram vida curta, mas, outras vieram em seguida, todas tentando ganhar espaço, ganhar leitores. Todas procurando fazer o melhor possível para atrair não apenas leitores, mas, também anunciantes, pois sabemos, ao menos pelo que fui informado, que o peso do faturamento está mais nos anunciantes que nos assinantes. Alguns jornais sobrevivem há vários anos, seus editores são guerreiros que não esmoreceram, lutaram, sobreviveram e continuam no mercado, fazendo sucesso. Jornais diários e regionais são em menor número, mas, alguns sobrevivem “heroicamente”.
    O hábito da leitura deve começar quando ainda somos crianças, incentivados pelos pais e professores. A vida moderna, as invenções do rádio, da televisão e hoje da internet passaram a dar informações que antes buscávamos nos livros, revistas e jornais. Mesmo assim, as revistas e jornais, aos trancos e barrancos, sobrevivem. Perdem um pouco de assinantes e leitores aqui, recuperam mais adiante e conseguem equilibrar-se “na audiência”, mantendo um mínimo de público fiel.
    O que tem atrapalhado também sãos os custos editoriais e de impressão. Quando eu comecei a ler jornais eles custavam centavos, hoje custam alguns reais os grandes jornais, os mais famosos. Num país de altos e baixos, com crises econômicas e financeiras constantes, quando acaba uma crise, mal dá para respirar e lá vem outra. Revistas, livros e jornais não são prioridades na sobrevivência, apesar da importância que representam, mas sofrem com isso.
    O assunto é longo e demandaria muitas palavras e linhas, mas, desejamos ressaltar aqui a importância da boa leitura para a educação do cidadão. O jornal, por ter várias seções e variedades de informações, oferece aos jovens e todos os demais cidadãos uma leitura agradável, aproveitável, assuntos diversos e entretenimento. Tenho notado que nas escolas de ensino fundamental, os professores, na maioria professoras, têm usado jornais para o desenvolvimento dos alunos e para despertar neles o interesse pela leitura e curiosidade de obter conhecimento e informações, além do já mencionado entretenimento. Sempre que consigo acumular o jornal que assino ou mesmo ganhar jornais e revistas, levo para as escolas que procuram trabalhar seus alunos no mundo mágico da mídia impressa. A mídia impressa é mais detalhista que o rádio e a televisão, ao menos deveria ser, ela não tem de brigar com o tempo depois da impressão e o leitor lê quando puder ou quiser.
    É importante também que as escolas procurem detectar enganos gramaticais e de linguagem que possam ocorrer nos jornais, pois a “dinâmica” de sua produção e impressão, a rapidez com que um jornal é editado, às vezes escapam enganos grosseiros e às vezes percebemos que os enganos são de digitação. Também ocorre o fato de uma matéria jornalística chegar em cima da hora, daí, a pressa, sabemos, é inimiga da perfeição.
    De qualquer forma, ler jornal deveria ser mesmo uma obrigação a serviço da cultura e da escolaridade de jovens e adultos.


    Luiz Guilherme Winther de Castro é professor de oratória e de técnica vocal para fala e canto em Carmo do Rio Claro/MG. Ex-professor do ensino técnico comercial formado no Curso Normal Superior pela Unipac. E-mail: luizguilhermewintherdecastro@hotmail.com
       

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