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    11/04/2019 05h50 - Atualizado em 11/04/2019

    Governo confirma redução do ensino em tempo integral

    Da Redação
    BELO HORIZONTE - A secretária de Estado de Educação de Minas Gerais, Júlia Sant’Anna, confirmou, ontem, 10, que o programa de escola em tempo integral funcionará apenas em 500 instituições, este ano. De acordo com dados apresentados pela própria secretária, em 2018, 1.640 escolas funcionavam no regime de turno e contra turno, com cerca de 111 mil alunos. A partir de agora, o número será reduzido para 30 mil alunos.
    O anúncio foi feito durante audiência da Comissão de Educação, Ciência e Tecnologia da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), deixando frustrados professores, diretores e a própria presidenta da comissão, deputada Beatriz Cerqueira (PT), que ainda tinham esperança de que o corte anunciado pelo governo de Romeu Zema pudesse 
    ser evitado.
    “Esperávamos discutir o assunto, ouvir propostas para a educação integral no Estado, mas isso não aconteceu, a discussão central da audiência foi desviada, por questionamentos relativos a ações do governo anterior”, lamentou a deputada ao final da reunião.
    Júlia Sant’Anna disse que 500 escolas em tempo integral é o máximo que o governo pode manter agora. “Seria irresponsável de nossa parte dizer que continuaríamos com o programa dessa forma, sem recursos nem para a merenda escolar”, afirmou. Segundo ela, em 2018, foram repassadas verbas de merenda escolar para apenas quatro dias, dos 145 dias letivos que o ano teve.
    Diretores e professores presentes garantiram que, apesar da falta de dinheiro, os alunos não ficaram sem merenda. O esforço dos docentes e gestores dessas escolas públicas teria garantido a alimentação dos alunos, por meio de gincanas e outros eventos realizados nas escolas para 
    arrecadar fundos.
    “Queremos continuar recebendo esses alunos, com ou sem repasses para a merenda. Não podemos colocar quase 100 mil alunos nas ruas”, afirmou a diretora do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação (Sind-Ute), Mônica Maria de Souza.
    Uma das dúvidas não sanadas durante a audiência foi justamente sobre a verba para a merenda. A deputada Beatriz Cerqueira afirmou que a quase totalidade dos recursos vem do programa federal Mais Educação. A secretária Júlia Sant’Anna disse que esse programa foi interrompido.
     
    Providências
    No fim da audiência, foram aprovados diversos requerimentos, entre eles um pedido providências à Secretaria de Estado de Educação (SEE) para que seja mantida a educação integral em funcionamento com o mesmo número de escolas e alunos atendidos em 2018, assinado pela deputada Beatriz Cerqueira e pelos deputados Professor Cleiton (DC) e Betão (PT).
    De autoria de Beatriz Cerqueira, foi aprovado requerimento para que a SEE preste informações sobre os valores recebidos por ela referentes a programas federais de educação.
    Coube ao vice-líder do Governo na Assembleia, deputado Guilherme da Cunha, e à deputada Laura Serrano, os dois do Partido Novo, defender a posição adotada pelo governador Romeu Zema. 
    A deputada afirmou que apoia a escola de tempo integral, mas ponderou que os programas do Estado só devem continuar de forma sustentável. “De que adianta oferecer mais vagas, até por questões eleitorais às vezes, e os alunos saírem da escola sem aprender?”, questionou. Para ela, a situação chegou ao estágio atual por irresponsabilidade dos governos anteriores.
    Para o deputado Guilherme da Cunha, a escola integral não dá o retorno esperado em termos de desempenho escolar dos alunos. Ele acrescentou que a situação financeira de Minas é terrível. “A cada mês, o Estado fecha com um rombo de R$ 1 bilhão, temos que escolher servidores ou programas que vão ficar sem receber”, relatou o deputado.
    A deputada Celise Laviola (MDB) e os deputados Glaycon Franco (PV), Cleitinho Azevedo (PPS) e Cássio Soares (PSD) também se manifestaram em defesa da educação em tempo integral.
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