• Assine (35) 3529-2750

    Fale Conosco contato@folhadamanha.com.br

    WhatsApp (35) 9 8829-8351

       
    ÁREA DO
    ASSINANTE
    ESQUECEU SUA SENHA?
    Você receberá em seu e-mai uma nova senha para login.
    

    Assine 35 3529-2750

    Fale Conosco contato@clicfolha.com.br

    WhatsApp 35 9 9956-5000

    
    08/04/2019 09h54 - Atualizado em 08/04/2019

    Startups ganham espaço no mercado imobiliário

    Depois de mudar estruturas de comunicação e consumo em diversos segmentos da economia, as empresas tecnológicas avançam sobre os negócios tradicionais, como o setor imobiliário

    Júlia Zillig - Especial para a Folha

    O universo das startups no Brasil segue em expansão em setores como finanças, saúde e educação, e agora também no mercado imobiliário. As empresas de base tecnológica chegam ao segmento com soluções para aliviar as deficiências do setor, conhecido por altos custos, falta de parametrização de dados e pouca inovação. São negócios que refrescam os modelos antigos de compra, venda e locação de imóveis.
    Apesar de o movimento ser considerado recente, já existem startups desse mercado candidatas ao status de unicórnio - que valem mais de US$ 1 bilhão -, caso da QuintoAndar e do VivaReal, após fusão com Zap Imóveis.
    A QuintoAndar inovou ao simplificar o modelo de locação de imóveis tirando o fiador da jogada, com todo o processo feito digitalmente. Recentemente, a empresa recebeu investimentos na ordem de R$ 250 milhões do fundo americano General Atlantic. Segundo Gabriel Braga, CEO e cofundador da empresa, o próximo passo é estabelecer parceria com as imobiliárias tradicionais para ofertar os imóveis delas na plataforma da empresa.
    Quando o assunto é compra e venda, a empresa americana Opendoor, que atua no mercado de real estate desde 2014, foi a fonte de inspiração das empresas brasileiras Keycash e Loft.
    Ambas trouxeram do modelo de negócio dos Estados Unidos a combinação de uso de plataforma digital, inteligência de dados e mão de obra especializada para encontrar os melhores imóveis, estabelecer a precificação adequada, investir em reformas (se necessário) e colocá-los de volta ao mercado para venda, trazendo dinamismo e liquidez ao mercado de usados.
    Criada em 2017 por Paulo Humberg, um dos pioneiros da internet no Brasil, a Keycash nasceu de um aporte de US$ 10 milhões após um longo estudo de mercado. A ele se juntaram Rogério Santos, com mais de 30 anos de experiência no ramo imobiliário, Caio Sarhar, com expertise em grandes empresas da área de logística e energia, e Clarissa Vieira, ex-executiva da Ernst&Young. Após um período de imersão nos Estados Unidos, a Keycash começou a comprar imóveis no fim do ano passado, focando inicialmente em negociações de R$ 500 mil a R$ 1 milhão em bairros nobres como Higienópolis e Itaim Bibi.
    Baseada na busca de giro rápido, a startup faz uma triagem de imóveis cadastrados pelos proprietários em sua plataforma, analisa a precificação e faz uma oferta. Depois, a equipe visita o imóvel e, se o negócio for concluído, a Keycash paga o valor à vista para o cliente.
    A empresa inova ao resolver o problema do imóvel parado - em vez de o proprietário levar dois anos tentando vender um apartamento por R$ 1 milhão, por exemplo, pode sofrer uma perda de cerca de 20% ao vender para a startup, mas podendo investir o dinheiro já à mão.
    Em situações em que o imóvel precisa de reforma, o local recebe reparos e depois é colocado à venda por meio de imobiliárias, com o suporte online da empresa. “Não temos dúvida de que a relação de compra e venda de imóvel no Brasil está mudando”, diz Clarissa, que sofreu ela mesma tentando por dois anos vender um imóvel.
    Segundo ela, a intenção da Keycash é atingir 3% do mercado imobiliário brasileiro nos próximos cinco anos. A mesma receita de bolo é adotada pela Loft, que está no mercado desde 2018 e vem recebendo aportes de investidores como Andreessen Horowitz, Thrive Capital e Monashees.
    Para o sindicato da habitação de São Paulo, “as startups vão trazer mais fluidez para o mercado de imóveis usados”, diz Élbio Fernandez Mera, vice-presidente de intermediação imobiliária e marketing do Secovi.

     

    Mais sobre a editoria

    Guia da Cidade
    INCLUA SEU ESTABELECIMENTO

    Assine (35) 3529-2750

    Fale Conosco contato@folhadamanha.com.br

    WhatsApp (35) 9 8829-8351

    © 1984 - 2019 Folha da Manhã. Todos os direitos reservados.
    Desenvolvido por Mediaplus