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    14/03/2019 05h50 - Atualizado em 14/03/2019

    Polícia investiga causas do massacre em escola de Suzano

    Da Redação
    SUZANO - A polícia ainda investiga quais foram as causas que levaram Guilherme Taucci Monteiro, de 17 anos, e Luiz Henrique de Castro, de 25 anos, a matarem oito pessoas, na manhã de ontem, em Suzano. Foram mortas sete pessoas na Escola Estadual Professor Raul Brasil e um empresário. Os dois eram ex-alunos da escola e usaram um revólver calibre 38, uma besta (arma que dispara flechas) e uma machadinha. Depois dos ataques, os dois foram encontrados mortos em um corredor da escola. Uma das hipóteses é que um deles tenha executado o outro e, depois, se matado com um tiro na cabeça.
    Na tarde de ontem, a polícia fez operações de busca e apreensão nas casas dos atiradores para investigar as causas e como o atentado foi planejado. Minutos antes de dispararem contra os estudantes, um dos atiradores postou fotos, em uma rede social, com as roupas e a máscara que usou nos ataques.
    Entre as vítimas, estão cinco estudantes do ensino médio, identificados como Kaio Lucas da Costa Limeira, Cleiton Antônio Ribeiro, Caio Oliveira, Samuel Melquíades Silva de Oliveira, que morreram no local, e Douglas Murilo Celestino, que morreu enquanto era levado para o hospital. Também morreram a coordenadora pedagógica da escola, Marilena Vieira Umezo, e a agente de organização escolar Eliana Regina de Oliveira Xavier, além do empresário Jorge Antonio Moraes, tio de um dos atiradores e que era dono de um estacionamento e um lava-rápido. Na escola, estudam mais de 1,6 mil alunos de ensino fundamental e médio.
    De acordo com informações de testemunhas, Guilherme Taucci Monteiro chegou ao lava-rápido em um carro Ônix Branco, que foi alugado, disparou três vezes contra o tio e depois foi embora no veículo alugado, que o esperava na saída do estabelecimento comercial. Um dos motivos apontados para o assassinato do tio seria por ele ter dado conselhos ao sobrinho, que ia mal na escola. O atentado de ontem foi um dos mais letais já ocorridos no Brasil. Os dois chegaram à escola por volta das 9h, na hora do intervalo, e cometeram os crimes.
    De acordo com relatos de vizinhos dos dois atiradores, eles aparentavam ser tranquilos. Eles moravam em uma rua próxima da escola onde assassinaram sete pessoas e onde haviam sido estudantes. Na tarde de ontem, o prefeito de Suzano, Rodrigo Ashiuchi, declarou luto oficial e suspendeu as aulas da rede municipal de ensino até amanhã. Segundo informações da Prefeitura da cidade, as vítimas do atentado devem ser enterradas após em um velório coletivo que será realizado na Arena Suzano.
    Ontem, autoridades se manifestaram após o atentado. O presidente da República, Jair Bolsonaro, postou sobre o caso, às 15h59, em sua conta em uma rede social.  
    “Presto minhas condolências aos familiares das vítimas do desumano atentado ocorrido hoje na Escola Professor Raul Brasil, em Suzano, São Paulo. Uma monstruosidade e covardia sem tamanho. Que Deus conforte o coração de todos!”, escreveu o presidente. O vice-presidente, Hamilton Mourão, e ministros como Sérgio Moro (Justiça), Damares Alves (Direitos Humanos) e Ricardo Vélez Rodriguez (Educação) já haviam se manifestado.
    Uma das alunas que estavam na escola no momento do ataque afirmou ter pensado, inicialmente, que os tiros eram bombinhas. “Estava saindo do banheiro quando ouvi um barulho de explosão, mas achei que fossem os meninos brincando de atirar bombinha. Eles sempre fazem isso. Mas ouvi outras dez, quinze explosões e então percebi que eram tiros”, contou Maria Paula Guimarães de Lima, de 16 anos.
    Segundo a estudante, antes de ir ao banheiro, ela tinha ido à secretaria da escola, onde os atiradores começaram a atirar. “Quando percebi que eram tiros de verdade e ouvi os professores gritando, voltei para o banheiro para me proteger. Havia umas dez pessoas se escondendo comigo, nós ficamos rezando, pedindo para viver”, disse 
    a estudante.
    14/03/2019
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    Foto Rafaela Felicciano

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