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    13/03/2019 09h21 - Atualizado em 13/03/2019

    Missão impossível?

    ESPERA-SE QUE UM PRESIDENTE TENHA COMPORTAMENTO ADEQUADO AO CARGO QUE OCUPA

    Washington L. Tomé de Sousa
    Quem não se lembra do famoso seriado de TV ‘Missão impossível’, posteriormente transformado em filme, já com várias sequências? Começava sempre com um agente secreto recebendo mensagem gravada de áudio, contendo a missão a ser cumprida e que terminava dizendo: “Esta mensagem se autodestruirá em 5 segundos”, ao final dos quais a fita com a gravação se autodestruía.
    Com a incumbência de levar a sua produção de abóboras para a cidade, diz-se que o matuto, na sabedoria adquirida na lida da roça, joga na carroça primeiro as abóboras maiores, depois as de tamanho médio e, por fim, as miúdas, sem precisar organizá-las, pois sabe que basta conduzir o veículo ao seu destino e o próprio balanço da carroça no leito irregular da estrada se encarrega de acomodá-las - e cada uma encontra o seu espaço naturalmente. Já se fizer o oposto, invertendo a ordem de colocação, elas não se acomodarão, nem caberão todas no mesmo espaço. Sabedoria popular que se aplica a muitos aspectos 
    da vida.
    Assumido o novo governo na Presidência da República, observa-se uma sucessão de fatos negativos gerados pela família do Presidente, ora os seus filhos agindo com ingerência no governo, onde não lhes compete, ora o próprio presidente com os seus já famosos ‘tweets’, preocupados com questiúnculas, como diria certo amigo. Sim, questiúnculas, que muito se assemelham a ‘abobrinhas’, deixando de centrar a atenção nas principais e urgentes questões do governo, tais como a reforma da previdência, o desemprego, a segurança pública e inúmeras outras demandas de relevo. Tudo isso a gerar desgaste desnecessário e não produzir nada de positivo.
    Diz um provérbio que “À mulher de César não basta ser honesta, deve parecer honesta” (César separou-se de sua esposa Pompeia, porque pairava sobre ela a suspeita de adultério). Espera-se que um Presidente da República do Brasil tenha comportamento adequado ao cargo que ocupa, condizente com o de um estadista, e que o aparente, também. Até agora, é o que não se tem observado. 
    Sendo condescendente com o atual Presidente, não se espera dele que seja um grande estadista, mas que, com firmeza, determinação e serenidade, cumpra o seu papel constitucional de representante público mais elevado do País e o principal articulador das vontades da população, sem se esquecer das promessas de campanha, esforçando-se para cumprir as factíveis, dentre elas a de propor o fim das reeleições, que se mostraram tão danosas ao sistema político e à nação.
    É tradição na política brasileira um período de lua de mel nos primeiros cem dias de governo, em que se releva a inexperiência inicial do eleito e de sua equipe, uma fase de adaptação à frente do Executivo. Mas, dadas as demandas urgentes da nação, é preciso aprender, e rapidamente, a governar e a apresentar resultados. O “tempo da graça” está se esgotando.
    As urnas lhe atribuíram uma missão, Sr. Presidente. Usando o jargão militar, se “Missão dada, é missão cumprida”, cumpra-a, para o bem de todos, daqueles que o elegeram e também dos demais, sob pena dessa presidência se 
    autodestruir em ...
     
    WASHINGTON L. TOMÉ DE SOUSA, bacharel em Direito, ex-diretor da Justiça do Trabalho em Passos, escreve quinzenalmente às quartas, nesta coluna.

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