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    12/03/2019 09h49 - Atualizado em 12/03/2019

    Estimulação ameniza sintomas de Parkinson

    Pesquisa da Faculdade de Medicina da UFMG modulou células 'doentes' de camundongos por meio de luz e técnicas de engenharia genética

    Foto: Divulgao Axnios de neurnios corticais estimulados projetam para a rea negra e ativam alguns neurnios dopaminrgicos; os demais permanecem inalterados
    Foto: Divulgação
     
    Axônios de neurônios corticais estimulados projetam para a área negra e ativam alguns neurônios dopaminérgicos; os demais permanecem inalterados

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

    A estimulação de um subgrupo de neurônios localizados na superfície do cérebro, na região do córtex motor secundário, ameniza sintomas da Doença de Parkinson. A descoberta feita por pesquisadores da Faculdade de Medicina da UFMG representa um importante passo para o tratamento mais eficaz da doença, podendo resultar em melhorias na função motora e cognitiva.

     O estudo foi publicado em 19 de fevereiro, no Journal of Neuroscience, periódico da Sociedade Americana de Neurociência. Os testes foram feitos em camundongos com a doença, que tiveram áreas específicas do cérebro estimuladas por meio da técnica Optogenética. “Com ela, é possível modular apenas as células que estão ‘doentes’, por meio do uso de luz e de procedimentos de engenharia genética”, afirma o biomédico, neurocientista e pós-doutorando Luiz Alexandre Viana Magno, do Programa de Pós-graduação em Medicina Molecular da Faculdade de Medicina.
    Segundo o pesquisador, atualmente existem duas formas principais de tratar a Doença de Parkinson: medicamentos ou procedimento cirúrgico. A primeira modalidade deixa de fazer efeito após alguns anos de uso. Assim, a alternativa para alguns pacientes que não melhoram com o medicamento é a realização de um procedimento cirúrgico que emprega a estimulação elétrica para corrigir as áreas cerebrais com atividade alterada.
    No entanto, o procedimento cirúrgico é de alto risco, pois impõe a necessidade de implantar eletrodos em áreas profundas do cérebro afetadas pela doença. Além disso, o emprego de corrente elétrica não consegue direcionar os estímulos para células específicas, fazendo com que todas as células próximas ao implante sejam afetadas, mesmo as saudáveis.
    Por isso, o objetivo da pesquisa foi investigar o potencial terapêutico da estimulação em regiões superficiais do cérebro, desde que elas se conectassem com as áreas profundas disfuncionais. “Descobrimos que a manipulação da atividade de áreas superficiais é suficiente para provocar a melhora. Essa observação indica que futuramente o procedimento cirúrgico passará ser simplificado, diminuindo os riscos decorrentes da manipulação de áreas profundas do cérebro. Além disso, nossa técnica só afeta o tipo de neurônio envolvido na doença”, completa Alexandre Magno.
      

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