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    07/03/2019 09h52 - Atualizado em 08/03/2019

    Agnósticos da idade: jovens e ativos a qualquer tempo

    Com a expectativa de vida aumentando continuamente, a sensação de velhice tem demorado mais a chegar. É comum, hoje em dia, que homens e mulheres, mesmo com mais de 60 anos, sintam-se jovens – de corpo e mente. E isso tem se refletido no seu estilo de vida: eles estão atualizados com as tecnologias, praticam esportes e acompanham o desenvolvimento da sociedade 

    A empresa de pesquisa de mercado global Euromonitor International divulgou, no início do ano, um estudo em que cita os “agnósticos da idade” – pessoas mais velhas que não têm um comportamento passivo em relação ao envelhecimento e para quem a idade é apenas um número.
     Em se tratando de tecnologia, os idosos estão adaptando-se rapidamente às novidades, e sua presença nos ambientes online é perceptível. A aposentada Letícia Borim de Simone, de São João Batista do Glória, é um exemplo dessa nova realidade. Aos 70 anos de idade, ela tem conta no Instagram, Facebook, utiliza o Whatsapp e gosta de ver filmes e ouvir músicas, principalmente italianas, no Youtube.
     Letícia conta que aderiu às redes sociais pela necessidade de falar com os filhos, mas logo foi percebendo os outros benefícios de estar atualizada com o ambiente virtual.
    “A tecnologia bem usada é uma poderosa ajuda para a nossa independência”, afirmou. Entre os pontos positivos, ela cita o fato de ficar antenada com o que acontece no mundo, familiarizar-se com outros idiomas devido à interação com pessoas de diferentes partes do globo e tornar-se mais tolerante, em razão da pluralidade de ideias e opiniões que circulam na rede.
    Para ela, estar conectada também é uma forma de ter uma vida menos fechada: “A oportunidade de falar com quem gostamos ou com quem pode nos prestar um favor, um serviço, dar informações, nos tira da solidão e nos faz mais felizes”. Ela revela já ter feito amizades por meio das redes sociais: “Eu converso com uma amiga virtual que vive em outro país. Ela tem o marido acamado e, quando se sente angustiada, me liga, e já chegou a dizer que estou sendo um anjo em sua vida”.
    Com essa mudança comportamental, têm surgido serviços específicos para atender ao público longevo. É o caso de Priscila Pereira Souto, que ensina idosos a mexerem no celular. “O que eu mais ouço é que o filho, neto, sobrinho ou alguém mais próximo não tem paciência de ensinar”, revelou.
    Utilizar um smartphone é algo que, para as gerações mais recentes, parece natural, mas, para o público mais velho, pode se revelar um verdadeiro labirinto a ser desvendado. Por isso, Priscila diz que se sente realizada por poder facilitar o percurso: “Sem dúvidas, isso é ótimo. Eu queria poder ajudar mais pessoas”. Segundo ela, é notória a satisfação deles ao deixarem de depender de terceiros.

    Esporte

    A prática esportiva também é um hábito que tem se disseminado entre os idosos. Aos 66 anos, Carlos Antônio dos Santos, o Carlão, esbanja vigor. Além de realizar atividades físicas no dia a dia, uma vez que ele é proprietário de uma oficina mecânica em Passos, que lhe exige bastante esforço, Carlão é um adepto das maratonas: só na São Silvestre, foram 11 participações – a última, em 2017.
    Mesmo com o passar da idade, o entusiasmo não tem arrefecido. Embora esteja diminuindo gradativamente os trajetos que corre, não faz parte dos seus planos abandonar a prática esportiva. “Eu sou viciado em esportes. Eu faço, hoje, pequenas maratonas, corro três vezes por semana aqui dentro da cidade e realizo alongamento todo dia”.
    Para Carlão, esse estilo de vida tem lhe ajudado a ser mais produtivo no trabalho e fortalecido a sua saúde. Por essa razão, ele recomenda àqueles que estão chegando à melhor idade que pratiquem esporte: “Eu acho que as pessoas, depois dos 60 anos, deviam trazer o esporte para a sua vida. Claro, é preciso consultar o médico primeiro para ver como estão as condições do corpo, mas é muito bom que se faça isso”.
    Participação na sociedade

    Segundo a psicóloga Érika Queiroz, como a longevidade tem aumentado ano após ano, é necessário que a sociedade, em todas as esferas, esteja preparada para o convívio com o idoso. “Cada vez mais, nós estamos tendo idosos no nosso contexto social, então, é muito importante que eles sejam encarados de uma forma diferente”. Ela explicou que, mesmo depois da aposentadoria, as pessoas têm experimentado novas atividades, como modalidades esportivas, o que tem contribuído para aumentar a expectativa de vida.
    Além disso, a psicóloga sustenta que, em decorrência desse novo padrão de comportamento, a vida deles tem ficado mais ativa, fato que diminui o risco de sedentarismo e, por consequência, de desenvolver doenças como a depressão. O conhecimento das novas ferramentas tecnológicas também tem sido benéfico, pois evita o isolamento: “Eles estão se comunicando cada vez melhor por meio desses instrumentos. Isso é muito bom, porque não estão ficando à margem da nossa cultura”, afirmou.
    Tendo em espírito o vigor que no corpo por vezes pode lhes faltar, os agnósticos da idade vivem a aurora da vida plenamente. Aprendendo novas atividades e fazendo exercícios, eles desfrutam com leveza de sua maturidade. Como a vida é curta, é importante amar todas as fases. O filósofo Sêneca já alertava: “Abarquemos e amemos a velhice: é cheia de prazeres se sabemos fazer uso dela”. 

     Confira esta e outras matérias na nova edição do GR 

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