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    05/03/2019 07h00 - Atualizado em 28/02/2019

    Observação de pássaros na Serra da Canastra é modalidade crescente de turismo

    Imagine dezenas de pessoas em belas áreas naturais, mirando com seus binóculos, apontando suas câmeras fotográficas, com os olhos atentos, observando com paciência e registrando as características das encantadoras espécies de aves que existem na nossa fauna. Esse é um dos possíveis cenários da prática ascendente conhecida como birdwatching, traduzida como ‘observação de pássaros’.
    Entre os visitantes que estiveram no local, está Lorena Patrício, de Botucatu (SP). A estudante de 16 anos já publicou um livro, denominado “Aves da Demétria – Um Pequeno Guia para Cidadãos-Cientistas”. Desde 2013, a garota é presença em diversos eventos nacionais e internacionais, voltados para a prática.
    Outra importante passarinheira é Mariana Vabo, guia de observação de aves da Serra da Canastra. A profissional conta sobre suas experiências com a prática na região.

    Uma guia na Serra da Canastra

    A bióloga Mariana, que se revela apaixonada pelas espécies da região, comentou que a Serra da Canastra a encantou na época em que trabalhava como pesquisadora, o que fez a jovem mudar completamente o rumo de sua vida.
    Saindo do Rio de Janeiro rumo à serra, graças ao deslumbramento que teve com as belezeas do local, a guia relatou sua experiência. “Quando chego ao alto do Chapadão da Canastra, onde há uma vista incrível dos campos de altitude do cerrado, aquela visão sem fronteiras, até onde seus olhos podem alcançar, sem qualquer alteração humana, é de tirar o fôlego”, exclamou Mariana, que observa e estuda aves desde 2010.
    De acordo com a bióloga, a Canastra encanta a todos pela beleza paisagística, pelas espécies de aves e mamíferos raros, por conta das boas condições de fotografia, riqueza de águas e também pela pluralidade cultural. “Quem vem aqui não vai embora sem levar um legítimo queijo Canastra”, brincou Mariana.
    Como aponta a estudiosa, a observação de aves é um tipo de turismo: “Uma pessoa que viaja para ver aves movimenta a economia local com hospedagem, guia, alimentação, veículos, passagens aéreas e terrestres etc. A pessoa vivencia experiências culinárias, culturais e históricas por onde passa. É inevitável”.
    “Eu diria que a atividade do birdwatching é uma aproximação da natureza, um importante instrumento de educação ambiental. Observar aves é zelar pelo meio ambiente”, finalizou a profissional.

    As histórias de uma jovem observadora

    Lorena Patrício expõe sua visão sobre o birdwatching explicando que a existência de cerca de dez mil espécies de aves no mundo, ocorrentes em todos os tipos de ambientes possíveis, faz com que se tornem os animais de mais fácil contemplação para os observadores. “As aves estão em toda parte e são um elo muito forte que nos conecta com a natureza. Observá-las é dar valor à natureza”, diz.
    A jovem considera que a atividade de registros fotográficos e sonoros dos pássaros pode ser considerada como uma espécie de coleção de figurinhas. “Cada espécie registrada conta como mais uma figurinha e isso torna a prática tão divertida”, expõs.
    Com alegria, a observadora revelou que já fotografou cerca de 700 espécies de aves brasileiras e que observou mais de 960 ao redor do mundo.
    “Todas elas são incríveis, desde as mais comuns até as mais exóticas. Cada uma tem sua peculiaridade”, contou Lorena.
    A passarinheira disse que as espécies que mais a marcaram foram a coruja-preta, o galo-da-serra, o uirapuru-verdadeiro, a rolinha-do-planalto e o gavião-pombo-pequeno, que está ameaçado de extinção.
    A estudante citou as diversas regiões que conheceu. “Alguns dos locais que mais me marcaram foram a Amazônia, na região de Manaus, e Botumirim, um pequeno município no norte de Minas Gerais, com vegetação de caatinga e cerrado”. Outros lugares que Lorena gosta de ir são o Parque Estadual de Intervales, região de Mata Atlântica, e o Parque Nacional da Serra da Canastra, onde passou por grandes experiências.
    De acordo com a garota, a observação de aves é uma boa prática para a saúde. “Trabalha nossos sentidos de visão e audição, bem como memória, atenção e raciocínio. Além disso, faz parte do ecoturismo e tem grande potencial econômico no nosso país, já que o Brasil é o segundo colocado com maior diversidade de aves do mundo (dados da CBRO)”, explicou a observadora.
    A passarinheira contou que as aves são animais bioindicadores, ou seja, indicam sobre a necessidade de se preservar uma área, pois respondem imediatamente ao desmatamento. “Com planejamento, é possível garantir a preservação das espécies e estimular a comunidade a se envolver na conservação. Uma das maneiras de se preservar é a inserção de guias de observação de aves, que recebem muitos turistas interessados”, finalizou a estudante. 

     

    Confira essa e outras matérias na nova edição do GR 

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