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    04/03/2019 07h00 - Atualizado em 28/02/2019

    Dia do imigrante italiano

    Em 21 de fevereiro, se comemora o Dia Nacional do Imigrante Italiano, uma gente afetiva e muito expressiva. Segundo o sociólogo Renzo Grosselli, a Expedição de Pietro Tabachi foi o primeiro registro de partida em massa de imigrantes da região norte da Itália para o Brasil, fato que marcou a data, instituída há 11 anos.
    De acordo com alguns historiadores, o governo brasileiro tinha uma política que financiava a vinda de imigrantes italianos e de outras nações que procuravam emprego, especialmente na lavoura. Essa foi a chamada imigração subvencionada, na qual trabalhadores europeus deixavam o país de origem e vinham para o Brasil em busca de novas oportunidades.
    Segundo a Embaixada Italiana, em 2003, estimava-se que viviam espalhados por todo o país aproximadamente 30 milhões de descendentes de italianos. São Sebastião do Paraíso foi uma das cidades do sudoeste de Minas Gerais que recebeu o maior número de imigrantes. Documentos históricos apontam que mais de 500 italianos chegaram ao município a partir de 1893.
    Para homenagear e agradecer à comunidade italiana por sua participação no desenvolvimento da cidade, na gestão do então prefeito Luiz Ferreira Calafiori, entre os anos de 1971 a 1972, foi construída uma obra dedicada a esses imigrantes. O lugar foi batizado de Praça do Imigrante, próximo à Prefeitura, com estátuas de bronze esculpidas pelo artista tcheco Johann Musil.
    “Eu quis prestar uma homenagem a todos os imigrantes, aqui havia italianos, portugueses, espanhóis e alemães. Então, idealizamos a Praça dos Imigrantes; lá, existem placas com mais de 500 nomes de imigrantes”, esclareceu Luiz Ferreira.
    Outra forma de agradecimento foi quando, em 1984, a Câmara de Vereadores outorgou o título de “cidadão-honorário post mortem” aos italianos, como forma de agradecimento pelas contribuições ao povo paraisense.
    “Tudo isso foi uma singela homenagem para aqueles que vieram somar esforços conosco, fazer São Sebastião do Paraíso crescer e se desenvolver na zona rural e urbana”, ressaltou o ex- prefeito.
    Mafalda Roncaglia Milaneze, 87 anos, é descendente de italianos e mora em São Sebastião do Paraíso há mais de 40 anos. Durante parte da infância, ela morou com os avós Henrique e Angelina Roncaglia, que vieram da Itália direto para o norte do Rio Grande do Sul, de lá para o Paraná e, em seguida, foram morar em Valinhos (SP).
    A descendente relatou que apreendeu muitos costumes da Itália com os avós e, de tudo que lhe foi passado, as receitas culinárias que faziam parte do dia a dia jamais foram esquecidas.
    “Nós tínhamos o hábito de, no café da manhã, comer polenta assada com leite e pão feito em casa, não podia faltar”, contou Mafalda.
    Dona Mafalda contou que a maioria das receitas italianas foi passada de geração para geração. O filho, Anésio Fernando Milaneze, 59 anos, destacou que os pratos tipicamente italianos fazem parte da alimentação de todos da família.
    “Nós sempre fazemos o macarrão italiano, que é muito mais saboroso.
    Outro prato que não falta em nossa mesa é o crust, que tem a massa parecida com a de pastel frito, é muito deliciosa”, disse Milaneze.
    Dona Mafalda ainda contou que os avós eram como típicos italianos e pessoas muito boas. “Meu avô bebia um pouco e sempre ficava procurando as coisas pela casa. Já minha avó Angelina não gostava de ficar em casa, estava sempre atarefada com algum afazer, ela amava mesmo era cuidar da roça”.
    Anésio é descendente de duas famílias italianas: os avós paternos são da família Milaneze, com origem em Milão. “Tive bastante contato com meu avô, Santo Milaneze, que falava muito italiano; também com minha avó Fortunata. Ele adorava comemorar todos os aniversários, não se esquecia de nenhum e sempre tínhamos que fazer uma festa”, destacou Anésio.
     

    Confira essa e outras matérias na nova edição do GR 

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