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    03/03/2019 05h00 - Atualizado em 28/02/2019

    Consumo consciente: uma prática positiva que beneficia o futuro

    O consumo consciente, em poucas palavras, é o consumo de produtos com consciência de seu impacto voltado à sustentabilidade. Nesta edição, o GR traz o tema focado na alimentação

    O consumo consciente e a preferência por comprar de produtores locais são algumas das tendências para 2019, segundo apontou um estudo do instituto de pesquisas Euromonitor Internacional. As discussões acerca do tema têm crescido, instaurando uma consciência contra o consumo exagerado e as práticas de impacto negativo sobre a natureza.
    Uma maneira de praticar o consumo consciente é entender nossa alimentação e todo o processo que a envolve. Para isso, e sob a perspectiva de que o acesso à informação sobre alimentação adequada e saudável contribui para um consumo autônomo das famílias, com um impacto sustentável no meio ambiente, o Ministério da Saúde lançou, em 2014, o Guia Alimentar para a população brasileira. Nesse guia, estão presentes informações que podem auxiliar no momento de escolher uma alimentação mais benéfica.
    Os alimentos in natura ou minimamente processados são uma ótima forma de consumo consciente, porque, além de beneficiar a saúde, favorecem a agricultura familiar e a economia local. Esses alimentos são aqueles obtidos diretamente de plantas ou animais, sem que tenham sofrido qualquer alteração após deixar a natureza. É recomendável que frutas, legumes e raízes, exemplos dos alimentos in natura, estejam na base da alimentação, pois são responsáveis por diversas fibras, nutrientes e proteínas que são essenciais para o corpo.
    Já os ultraprocessados são os alimentos cujas formas de produção, distribuição, comercialização e consumo têm um impacto negativo sobre o meio ambiente e a vida social. Frequentes na maioria das casas brasileiras, esses alimentos geralmente envolvem na sua fabricação várias técnicas de processamento e muitos ingredientes, utilizando-se de substâncias sintetizadas para realçar o sabor, a cor, o aroma e a textura. Biscoitos, macarrão, temperos instantâneos, salgadinhos “de pacote”, entre outros, são exemplos desses alimentos que apresentam um desbalanço nutricional e proporcionam o consumo excessivo de calorias.

    Outras formas de se alimentar

    O vegetarianismo e o veganismo são formas diferentes do convencional para se alimentar e ambas visam a um impacto positivo no meio ambiente e na saúde. Nos últimos anos, o número de adeptos desses estilos alimentícios têm crescido na esfera brasileira e a tendência para o futuro é do crescimento da adesão pela sociedade.
    O vegetarianismo é uma corrente que estimula a alimentação baseada exclusivamente em vegetais, excluindo todos os ingredientes de origem animal. É, portanto, uma “dieta”, que não necessariamente implica no reconhecimento dos direitos animais, mas é adotada sob justificativa de saúde, preferências pessoais, motivos ecológicos e sociais e motivos religiosos, entre outros.
    Já o adepto do veganismo exclui de sua vida todo e qualquer produto e alimento que explore o animal, eliminando alimentos e vestuário de origem animal (seda e couro) e produtos testados em animais. Indo muito além da alimentação, o vegano também se opõe à caça e à pesca, rituais religiosos com animais e qualquer outro uso que se faça de animais, fundamentando-se ideologicamente no respeito ao direitos desses seres.
    A tradição brasileira, se não mundial, é o consumo excessivo de produtos com origem animal. Esse costume é uma das maiores dificuldades para os veganos, apontou a neurologista passense Rhelen Piantino Rabello, que é vegana há dois anos e meio.
    “Ser vegano é uma mudança de vida, você não tem mais descanso. Você precisa ler rótulos e se informar sobre a procedência do que consome. Quase tudo que usamos ou comemos ou tem algo derivado de um animal ou foi testado em um animal”, afirmou Rhelen.
    A neurologista contou que antes era vegetariana e que decidiu adotar o veganismo, pois, sentia a necessidade de dar “um passo mais ético”. Com a mudança, outros aspectos da sua vida também se modificaram, como a sua relação com o lixo e sua alimentação, que ficou mais saudável. . “Aqui em casa mudamos tudo, enterramos lixo orgânico no jardim de casa, separamos o restante do lixo e mandamos para reciclagem, pouca coisa é realmente jogada fora. Abolimos canudos, não usamos plástico-filme, levamos talher em viagens, abolimos detergente, só usamos bucha vegetal e diminuímos sacolas plásticas ao máximo. A dieta sem derivados animais é uma dieta muito saudável. Ao me tornar vegana, acabei comendo mais coisas saudáveis: legumes, verduras, gorduras boas, proteínas vegetais livres das gorduras ruins, que as acompanham nas fontes animais”, explicou.
    Rhelen confessou que não sente falta de comer derivados de carne e que consegue substituir normalmente as proteínas e nutrientes da carne com vegetais, usando receitas criativas para compor seu cardápio cotidiano. A neurologista comentou que os estigmas sociais tacham, ainda, os veganos como radicais e que percebe que às vezes as pessoas deixam de a convidar para algo social por acharem que é difícil preparar algo para ela, um mito comum sobre os veganos.

    Maneiras de consumo sustentável

    Outra maneira de fomentar o consumo consciente é optar por lojas de produtos naturais e frequentar as feiras locais, que além de comercializarem produtos in natura indicados para uma boa alimentação, também movimentam a economia local e a agricultura familiar.
    A feira de economia popular solidária acontece quase que mensalmente em Passos, com comercialização de chope artesanal local, itens artesanais decorativos e produtos da agricultura familiar.
    Uma das organizadoras do evento, que representa a ONG Deus Proverá, Letícia Leandra de Oliveira, acredita que a feira promova o consumo consciente na sociedade passense.
    “Trabalhar essa consciência nas pessoas que fazem parte da Economia Solidária é uma das vertentes do movimento, pois é um jeito diferente de produzir, vender, comprar e trocar o que é preciso para viver sem explorar os outros, sem querer levar vantagem, sem destruir o ambiente, cooperando e fortalecendo o grupo. Um dos pontos mais importantes para mim é saber que é através do consumo de produtos da agricultura familiar que é possível o consumo de alimentos sem agrotóxico e, ao fomentar o consumo, estamos motivando os pequenos agricultores a voltarem a plantar suas hortas de verduras e frutas”, comentou Letícia.
    Quem frequenta esses eventos está consumindo de uma maneira mais sustentável e saudável. Karina Sampaio Rodrigues, que esteve na feira no dia 8 de fevereiro, contou que busca consumir alimentos naturais por conta de seus benefícios.
    “Eu gosto bastante de produtos mais naturais, porque tenho uma filha pequena, eu acho que são mais saudáveis, até mesmo para ajudar os próprios produtores também. Eu acho que é muito importante dar valor para os pequenos produtores e as pessoas que fazem artesanato; isso incentiva até pela questão, que está tão difícil, que é o emprego. Aqui é um lugar legal para se mostrar seu produto”, declarou Karina.
     

    Confira essa e outras matérias na nova edição do GR 

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