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    01/03/2019 07h00 - Atualizado em 28/02/2019

    Cinema em transe: a magia da sétima arte

    Imagine ir para a Idade Média e, em segundos, estar em um ambiente completamente tecnológico. Com o cinema, é possível.
    Os filmes cinematográficos permitem uma viagem no tempo e espaço sem barreiras ou suporte padrão. Você pode conhecer uma nova cultura ou uma nova personalidade assistindo a produções audiovisuais na tradicional sala de cinema ou na comodidade da sua casa, seja pela tela do celular ou computador. Independentemente da opção que preferir, estará sujeito a uma nova experiência que se desenvolve diante dos olhos  

    Desde o século 19, essas emoções são exploradas. Foi em 1895, na França, que os irmãos Louis e Auguste Lumière possibilitaram a criação da chamada sétima arte, uma evolução no campo das artes e da indústria cultural. A paixão pelo cinema, para alguns, transpassou o audiovisual e se tornou palpável, como aconteceu para a paraisense de 20 anos Michele Caroline Luz, aluna do curso de Publicidade e Propaganda da Universidade do Estado de Minas Gerais (Uemg). A quase publicitária possui dezenas de cartazes de filmes e objetos em alusão, coladas pelo quarto. Há desenhos da Amélie Poulain, Edward Mãos de Tesoura e até do Chaplin, feitos pelo seu irmão. “De tudo o que existe lá, acho que o meu objeto preferido é a minha claquete”, disse. Michele costuma assistir a filmes pelo computador, pois, os seus preferidos não são exibidos nos cinemas tradicionais. Sobre os seus favoritos, ela afirmou ser uma escolha difícil, mas citou dois especiais: “Tudo sobre Minha Mãe”, dirigido por Pedro Almodóvar, e “O Demônio das Onze Horas”, dirigido por Jean-Luc Godard.

    Na universidade, as disciplinas Audiovisual I e II a fizeram produzir e ser desafiada. “Fazer cinema não é nada cômodo e exige grande esforço intelectual, isto é, para além de assimilar as técnicas e conhecimentos práticos sobre cinema, é necessário sincronizar a forma e o conteúdo. Meu trabalho favorito foi a curta-metragem que eu e meu amigo, Luciano Assis, dirigimos, chamada “Caviar”. Sem dúvidas, é a mais especial, porque, simplesmente, ousamos mais do que em todas as outras, sendo o nosso primeiro contato com a arte pela arte”, detalhou Michele.

    Atividade em família
     
    É comum que a maioria das pessoas tenha o primeiro contato com o cinema assistindo a filmes no sofá da sala com a família. Para o paulista de 21 anos Efraim Igor Santana Rocha, estudante de Jornalismo na Uemg de Passos, não foi diferente. Sua mãe, após um dia de trabalho, sempre passava pela locadora do bairro para levar um filme para casa. “Com o tempo, pedi para que ela me levasse junto, para escolher o filme que ficaria conosco até segunda-feira. Isso fez com que eu conhecesse diversos gêneros de filmes e escolas cinematográficas”, relembrou. 
    Uma das consequências de consumir tantas obras deu vida ao sonho de atuar na área. “Com trabalho duro, acredito que eu consiga conhecer com mais detalhes o que é imaginar, planejar, roteirizar e gravar um filme”, afirmou Efraim. Por enquanto, o jovem contempla, também em seu quarto, mais de 70 pôsteres dos filmes prediletos, que o inspiram a produzir.
    Sobre a magia do cinema, o paulista comentou que ela está na chance de se tornar, de alguma forma, algo com possibilidades infinitas: “Podendo viver experiências só possíveis em sonho ou dentro dos inexistentes limites que um filme pode lhe oferecer”.
     
    Encantando diferentes gerações
     
    A sétima arte está presente em todas as idades. Gabriela Godoy Medeiros, a Bibi, de oito anos, aluna da Escola Municipal Professora Luzia de Abreu, contou que seu filme favorito não tem princesa, nem castelo e não acontece em um conto de fadas. Ela gosta de filmes de ação e de heróis, como Liga da Justiça.
    Bibi disse que prefere “mil vezes” ir ao cinema do que assistir a filmes em casa, mas, com a correria do dia a dia, quase não sobra tempo para sair e, assim, acompanha as produções cinematográficas pela televisão, Youtube ou Netflix. 
     Ela comentou que adora trazer os seus personagens favoritos para dentro de casa. Em seu quarto, Bibi tem bonecos, blusas personalizadas e até um roupão da Minnie, que é sua peça de vestuário predileta. “Eu me sinto muito bonita e uso todos os dias, até a mamãe colocar pra lavar; me sinto bem e confortável assim”, disse.
    A diretora de Planejamento Municipal da Prefeitura de Passos, Marisa da Silva Lemos, de 58 anos, contou sobre a sensação mágica quando, ainda criança, passou pela primeira vez pelas portas do Cine Alvorada, em Passos. “Suas luzes em arandelas triangulares e coloridas mudavam completamente o clima do ambiente, era lindo”, detalhou. 
    “Recordo-me que as cadeiras eram almofadadas e vermelhas. Assistíamos a faroeste e torcíamos para que o mocinho matasse o bandido, e quando ele estava próximo de fazer essa façanha, todo mundo batia com as mãos no fundo das cadeiras. Era um frenesi no cinema”, disse. Marisa frequenta o cinema em Passos, o Roxy, mas afirma que, pela facilidade e maior diversidade de opções, assiste a mais filmes pelo Netflix.
    Para ela, o cinema contribui de forma educativa e informativa para quem o contempla. “Podemos, através da viagem cinematográfica, nos informar sobre aspectos culturais, históricos, literários, políticos e sociais”, descreveu. Mas o maior ganho, em sua opinião, são as experiências vivenciadas através da tela. “Filmes mudam vidas, assim como livros. Acredito que cada pedaço de um bom filme já foi um bom conselheiro na vida de muitas pessoas”, considerou. Seus companheiros inseparáveis nessas “viagens” são os amigos, os filhos e o namorado. Ao lado deles, Marisa conta que não podem faltar uma pipoca e uma Coca-Cola.
     
    Família vai ao cinema pela primeira vez
     
    Você se lembra quando foi ao cinema pela primeira vez? Para a família de Alexandra Aparecida Vaz, a data vai ficar para sempre na memória. Eles se aprontaram como se fossem a uma festa para ir ao Roxy na tarde do dia 22 de dezembro, sábado, numa sessão especial com óculos 3D de um dos filmes mais aguardados do ano: “Aquaman”, em que o herói aprende que não pode fazer tudo sozinho.
    Foi numa ação de parceria entre a Folha da Manhã e o Cine Roxy que Alexandra, de 38 anos, o marido, Renan Martins dos Reis, 26 anos, e os filhos Sidney Vaz Ribeiro, 13 anos, Alessandro Vaz Ribeiro, 11 anos, Kelly Ester Vaz Martins, 5 anos, e Kauã Gabriel Vaz Martins, 2 anos, foram ao cinema pela primeira vez. 
    Para Alexandra, que nasceu no Norte de Minas e está em Passos há 12 anos, ir ao cinema foi a realização de um sonho.“Ficamos sem palavras ao ver o tamanho da tela, o som muito forte e as imagens em 3D, parece que estavam invadindo nossas cadeiras. Nossos filhos amaram, foi muita emoção. Eu, particularmente, amei muito essa experiência, que quero poder repetir”, disse a mãe, que trabalha como diarista.
    Renan contou que foi o melhor Natal de sua vida. “Ter essa oportunidade de ir ao cinema foi mágica. Os meninos gostaram de tudo, da pipoca com refrigerante, mas, sem dúvidas, o filme vai ficar na nossa memória para sempre”, afirmou o pai.
    Ao entrar no cinema, a pequena Kelly se assustou com a escuridão.“Mamãe, é muito escuro. Mas que lindo”, disse, ao se sentar na poltrona para assistir a “Aquaman”, produção que já soma US$1,09 bilhão na bilheteria mundial, ganhando o título de maior filme da história da DC.
     

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