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    12/02/2019 05h00 - Atualizado em 12/02/2019

    Ricardo Boechat morre em acidente de helicóptero

    Da Redação
    SÃO PAULO - O jornalista Ricardo Eugênio Boechat, de 66 anos, morreu, ontem, na queda de um helicóptero no Rodoanel de São Paulo. A aeronave caiu no quilômetro 7, próximo ao acesso à Rodovia Anhanguera, na chegada à capital paulista, em cima de um caminhão.
    Minutos após o acidente, o Corpo de Bombeiros informou que duas pessoas tinham morrido na queda. A confirmação de que o jornalista era um dos ocupantes veio cerca de uma hora depois. A outra vítima fatal é o piloto Ronaldo Quattrucci, que era sócio-proprietário da empresa na qual a aeronave está registrada.
    Segundo o capitão Augusto Paiva, da Polícia Militar, o motorista do caminhão é João Francisco Tomanckeves, de 52 anos, morador de Caxias do Sul. Ele teve apenas ferimentos leves e, às 14h40, já estava no 46º DP para prestar depoimento. No entanto, ao chegar à delegacia, o homem passou mal e precisou ser levado ao Pronto-Socorro de Perus. À polícia, o motorista relatou que estava saindo da praça do pedágio, na faixa da cobrança expressa, quando viu a aeronave, mas não teve tempo para frear 
    ou desviar.
    O capitão disse que testemunhas relataram que o helicóptero tentou um pouso de emergência em uma alça de acesso do Rodoanel à Anhanguera. Ainda não se sabe qual foi o problema 
    na aeronave.
    Boechat era apresentador do Jornal da Band e da rádio BandNews FM, além de ser colunista da revista IstoÉ. Trabalhou no jornal O Estado de São Paulo e também nos jornais O Globo e O Dia. É ganhador de três prêmios Esso e, segundo o site da Band, é um dos maiores ganhadores da história do Prêmio Comunique-se, em que foi reconhecido como âncora de rádio, âncora de televisão e colunista. Também foi eleito o jornalista mais admirado do país na pesquisa do site Jornalistas&Cia, em 2014.
    Ele estava voltando de Campinas, onde tinha ido dar uma palestra no Centro de Convenções do Royal Palm Plaza para 2,7 mil pessoas. O evento era promovido pela empresa farmacêutica Libbs, que seria a responsável pelo transporte de Boechat. Procurada, a empresa disse que estava apurando as informações e que se posicionaria 
    em breve.
    O operador de máquinas Marcio Manoel da Silva Santos, de 34 anos, testemunhou o acidente. “Estava na rodovia na moto, com minha mulher na garupa. O helicóptero já estava voando baixo. Ela disse que ia cair, mas não acreditei”, disse. “Mas, depois, olhando pelo retrovisor da moto, vi quando caiu. Primeiro, o helicóptero bateu no caminhão. Depois, bateu no chão e explodiu”, afirmou.
    Santos relatou que parou sua moto, deu a volta pela contramão e foi até o caminhão. Havia partes do avião na cabine da carreta e ele encontrou o motorista preso no cinto de segurança. Ele foi socorrido.
    “Eu vi o helicóptero baixo, com a hélice quase parando, rodando de um jeito estranho. O helicóptero bateu no caminhão e depois explodiu”, disse Orlando Vieira da Silva, de 30 anos, morador da comunidade Vila Sulinas, às margens da rodovia.
    “O helicóptero deu pelo menos uma volta antes de cair. Foi muito estranho. Depois, ouvi o estrondo . Fez muita fumaça”, disse o morador da comunidade Morro Doce, Anderson Donato, de 25 anos.
    As causas do acidente estão sendo investigadas pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa).

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