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    09/02/2019 08h26 - Atualizado em 09/02/2019

    Os favoritos do Oscar 2019

    Ubiratan Brasil - Especial para a Folha

    Estamos chegando à grande data, o dia 24, quando os envelopes serão abertos e passaremos a conhecer os melhores do Oscar 2019. Envelopes que guardam ainda na memória um vexame recente, quando os simpáticos veteranos Faye Dunaway e Warren Beatty foram induzidos ao erro, elegendo La La Land o melhor longa de 2016 quando, na verdade, o envelope certo apontava Moonlight como a melhor produção. A troca foi promovida por um funcionário da empresa PwC que se distraiu no celular e não entregou o envelope certo ao pobre casal.
    Mas já é possível arriscar os nomes dos prováveis vencedores, a partir da análise das escolhas dos sindicatos. Como eu já disse antes, os eleitores dos sindicatos são os mesmos do Oscar, portanto, é fácil acreditar que o ganhador de um vai repetir o sucesso no outro. Acompanhe agora a lista de quem já ganhou e ganhe força nos bolões do Oscar.
    Para começar, melhor ator - Rami Malek já é apontado como virtual vencedor nessa categoria, pela sua hipnotizande interpretação em Bohemian Rapsody, mas, atenção! Aqui cabe uma certa desconfiança à escolha do prêmio dos atores, o SGA, pois Christian Bale vem impressionando os cinéfilos pela sua impressionante interpretação de Dick Cheney, em Vice.
    Também na disputa pelo Oscar de melhor ator coadjuvante, há um favorito - Mahershala Ali, pela delicada participação em Green Book: O Guia -, e uma zebra que pede atenção: Adam Driver, que agarra a atenção do espectador em Infiltrado na Klan.
     Agora, se há uma categoria em que se pode apostar de olhos fechados, com os pés nas costas, que é batata é o Oscar de melhor atriz. Se Olivia Colman está simplesmente perfeita em A Favorita, se Yalitza Aparicio é uma agradável surpresa em Roma, se Melissa McCarthy está pateticamente bela em Can You Forgive Me?, se Lady Gaga... bem, se Lady Gaga é Lady Gaga em Nasce uma Estrela, enfim, se todas elas apresentaram um belo trabalho, nenhuma é páreo para Glenn Close e sua performance recheada de nuances em A Esposa. Ela certamente esbanja talento, mas Hollywood, em sua eterna luta para reparar erros passados, quer aproveitar o momento para finalmente premiá-la. Não será um erro, com certeza.
    Melhor atriz coadjuvante? Eis uma categoria da qual não se tem falado muito, mas parece que Emma Stone derruba a chance de Rachel Weisz (e vice-versa) pois ambas estão no mesmo filme, A Favorita. Já Marina de Tavira pode se contentar por ter sido indicada por Roma, pois parece ser a que menos chance tem. Regina King está doce em Se a Rua Beale Falasse, mas o momento agora é de Amy Adams, implacável e apaixonante como a mulher de Dick Cheney, em Vice.
    O Oscar de direção também tem dono, que é o mexicano Alfonso Cuarón pelo cuidadoso trabalho em Roma, uma dolorosa lembrança de um específico momento do passado. Ele foi escolhido pelo sindicato dos diretores, o que praticamente o credencia a subir até o palco do Dolby Theatre e abraçar sua segunda estatueta dourada - ele levou a primeira por Gravidade (2014).
    Bem, chegamos a melhor filme. Se prevalescer o desejo do desejo do sindicato dos produtores, Green Book: O Guia vai fazer a festa. Mas, se for levada em consideração a escolha dos atores, Pantera Negra será o escolhido, cravando um feito histórico como primeiro longa interpretado quase inteiramente por negros a ganhar o prêmio de melhor produção do ano. Só por isso já valeria, mas também seria emocionante acompanhar o riso largo, emocionado, sincero, que cada um deles vai oferecer no palco.
     

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